| 23/12/11 - Promotoria quer mudar contratação em redes de fast food |
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Objetivo é acabar com a jornada de trabalho móvel e variável, permitida hoje pela convenção coletiva do setor Essa jornada permite que os contratantes estabeleçam horários de trabalho variáveis, de acordo com seu interesse, como em momentos de pico, por exemplo. Assim, o trabalhador só é pago pelos horários em que está efetivamente exercendo uma atividade e não tem uma noção prévia de quanto receberá no final do mês. Tal regime achata o salário, que chega muitas vezes a menos de um salário mÃnimo por mês - R$ 545 -, o que contraria a Constituição e eleva a rotatividade no setor. O Ministério Público enviou notificação no mês passado aos sindicatos dos trabalhadores e patronal -Sindifast (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições Rápidas) e Sinhores (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bases e Similares).
As entidades representam empresários e funcionários de redes como McDonald's, Subway e Burger King. A convenção coletiva do setor, acordada por ambas as partes, deu chancela ao regime da jornada móvel. O Ministério Público propôs um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Caso aceitem o acordo, as lanchonetes terão de eliminar cláusulas contratuais que autorizem a jornada móvel. "Se os sindicatos não quiserem regularizar a situação, devo entrar com a ação civil. O que a gente quer é acabar com a jornada, permitida pela convenção coletiva", afirmou Bernardo Leôncio Moura Coelho, procurador do Trabalho responsável pelo caso. O Sindifast se disse disposta a negociar um acordo. A Folha entrou em contato com algumas das empresas que podem ser atingidas pelo parecer do ministério. A rede McDonald's não quis se manifestar. Subway e Burger King afirmaram não praticar jornada móvel. |