30/11/11 - Fast-food sai dos shoppings e invade as ruas por preço e falta de espaço

Com o crescimento do poder de compra do brasileiro nos últimos anos, disputar um espaço dentro dos shoppings tem sido cada vez mais difícil. Isso tem feito com que algumas empresas busquem no comércio de rua uma nova forma de expandir o número de lojas.

Para o fundador da rede especializada em comida asiática Jin Jin, Jae Ho Lee, a empresa está antecipando um fenômeno que começa a ocorrer no Brasil. “Nunca foram construídos tantos shoppings no país, mesmo assim a demanda é ainda maior. Com isso, os preços dos espaços subiram muito e estamos buscando uma nova forma de atender nossos clientes”, afirma.

A grande concorrência acaba inflacionando os preços. Num grande shopping de São Paulo, as “luvas” (taxa inicial) para abrir uma loja de 40m² podem ficar na casa dos R$ 450 mil.

Segundo a diretora de expansão do Grupo Umbria, que possui as marcas Domino’s Pizza e Spoleto, Renata Rouchou, a valorização dos espaços dentro dos shoppings faz com que as empresas busquem novas soluções para os negócios. “O mercado está muito aquecido. A taxa de vacância é próxima de zero, principalmente nas praças de alimentação, onde a concorrência é ainda maior”, segundo a diretora.

Para se ter ideia do tamanho desse negócio, o comércio em shoppings movimenta mais de R$ 93 bilhões no país, representando 16% do total de vendas do varejo nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).

Empresa vai às ruas para continuar crescendo

A empresa de comida asiática Jin Jin, criada inicialmente para atuar em shoppings, vê nas ruas uma forma de atuar em regiões com alta taxa de crescimento e que ainda não possuem shoppings. "A concentração de shoppings é maior na região Sudeste, mas existe uma grande demanda em todo o país. Em cidades de médio porte e no interior, as lojas de rua são a melhor opção", afirma o fundador da rede.

Sair dos shoppings também significa alterar a forma de vender os produtos e fidelizar os clientes. “Numa praça de alimentação, a pessoa geralmente come com pressa e busca um produto de qualidade, mas que tenha um preço acessível e seja rápido. Por isso, a forma de atuar nas ruas precisa ser diferente e planejada de acordo com cada local”, diz.

Duas lojas no mesmo espaço

Buscar novas formas de administrar o negócio é a solução que vem sendo encontrada por alguns grupos que têm como foco o comércio fora dos shoppings.

A atual estratégia de crescimento do Grupo Umbria (Domino’s Pizza e Spoleto), é aproveitar o espaço de uma lojas para oferecer ao cliente duas ou três operações diferentes. “Ter dois tipos de negócios complementares ocupando o mesmo espaço e dividindo despesas é muito vantajoso para o franqueado. Nos shoppings, devido ao espaço ser menor, esse tipo de operação fica praticamente inviável”, afirma a diretora da rede.

Fonte: UOL

 

Acompanhe a Abrasel: Twitter