21/10/11 - Tablets serão solução tecnológica para comerciantes durante a Copa

Uma das apostas tecnológicas para a Copa do Mundo de 2014, tablets trarão possibilidades de automação. Há estratégias para testar o uso em restaurantes de Fortaleza

Conferir o cardápio em vários idiomas, escolher o pedido e enviá-lo automaticamente para a cozinha do restaurante e ainda fazer o pagamento online usando um tablet. A tecnologia já existe e deve ser uma aposta para bares, restaurantes e outras redes de produtos e serviços durante a Copa do Mundo. Em Fortaleza, já estão sendo pensadas soluções desse tipo para serem usadas em caráter experimental em estabelecimentos na Praia do Futuro, segundo o especialista em marketing digital Marcelo Castro.

Segundo ele, no próximo ano, os tablets deverão ser muito utilizados por comerciantes e pela população em geral. Neste ano, segundo ele, teremos o “Natal dos tablets”. Castro é diretor geral do I Seminário Nacional de Comércio Eletrônico, Negócios na Web e Meios de Pagamento (Ecom 2011) realizado na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL). O evento aconteceu nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo.

“Os tablets vão trazer um benefício em relação ao idiomas e serão uma ferramenta interessante por dar automação aos negócios”, destacou Castro. Para o presidente da CDL, Freitas Cordeiro, “os tablets vão revolucionar este Natal”. Ele não soube precisar quanto o comércio vai faturar este ano. Ele destacou que a Amazon, por exemplo, terá um tablet a R$ 350.

E-commerce

O desenvolvimento da tecnologia vem acompanhado de um aquecimento do mercado de compras pela internet (e-commerce). Para este ano, a expectativa do setor é no País é crescer 26%, alcançando um volume de R$ 19 bilhões contra os R$ 14,8 bilhões registrados em 2010. Os números foram repassados pelo presidente da CDL e já haviam sido divulgados pelo O POVO em 29 de agosto. Ainda não há dados para o resultado desse tipo de comércio no Ceará.



O impacto das compras pela internet é tamanha que 1/3 das compras e operações à distância já são feitas na rede, de acordo com o doutor Jack London, pioneiro no Comércio Eletrônico no Brasil, consultor internacional, especialista em Economia Digital, escritor e acadêmico.

“Não há apenas as compras não presenciais, mas passagens aéreas, reservas de hotéis e operações bancárias também utilizam muito a internet”, explicou. Mesmo que o consumidor não compre efetivamente pela rede virtual, ele a utiliza para conhecer mais sobre o produto.

Para Cordeiro, a necessidade de estar na internet é uma realidade. “Temos que acordar para uma realidade implantada e demandada”.

Fonte: Diário do Nordeste