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Pesquisa do IBGE mostra que 51,6% das empresas empreendedoras são pequenas, enquanto 39% são médias e 9,3%, grandes
Em 2008, entre as 1,9 milhão de empresas brasileiras ativas com pelo menos uma pessoa ocupada, 30.954 (1,7%) eram classificadas como empresas de alto crescimento (EAC), uma das caracterÃsticas internacionalmente relacionadas à s empresas empreendedoras. Essas empresas, que tinham 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação e apresentaram crescimento médio do pessoal ocupado assalariado de 20,0% ou mais ao ano por um perÃodo de três anos, foram responsáveis pela absorção de 16,7% das 27,0 milhões de pessoas ocupadas assalariadas naquele ano e pelo pagamento de 16,0% dos salários e outras remunerações.
Mais da metade das EAC (51,6%) eram empresas de pequeno porte (com de 10 a 49 pessoas ocupadas), 39,0% eram médias (de 50 a 249 pessoas) e 9,3% eram grandes (250 ou mais pessoas). No caso das gazelas, a participação das pequenas era ainda maior, 55,2%, enquanto a participação das médias e das grandes se reduzia para 38,4% e 6,4%, respectivamente.
O salário médio do universo de todas as empresas, no ano de 2008, foi de R$ 16.102,00. Já o salário médio das empresas de alto crescimento foi de R$ 15.540,00. Isso é explicado porque as empresas menores pagam salários mais baixos e, no caso das EAC, a maioria se encontra em faixas de 10 a 249 pessoas ocupadas assalariadas. O salário médio das EAC para essa faixa foi de R$ 12.804,17, enquanto, para o universo com POA de 10 a 249, foi de R$ 11.796,39.
Apesar da pouca representatividade em termos de número de empresas, as empresas empreendedoras se destacam pelo impacto na geração de empregos: foram responsáveis ​​pela geração de 2,9 milhões de novas ocupações entre 2005 e 2008, 57,4% do total de ocupações criadas no perÃodo. Além disso, são muito importantes para o emprego em algumas regiões do paÃs. No Norte, por exemplo, 19,9% (ou 1 em cada 5) dos empregados assalariados em empresas estavam nas empreendedoras; no Nordeste, o percentual é bem próximo (18,4%).
As empresas empreendedoras também eram responsáveis, em 2008, por 18,0% do total do valor adicionado e 18,3% das receitas nos setores de indústria, comércio, serviços e construção, além de registrarem 172,4% de crescimento médio em termos de pessoal ocupado entre 2005 e 2008.
Na análise intrassetorial (que compara as EAC com o total de empresas por cada setor), a construção aparece como a principal atividade, com 2,9% de empresas de alto crescimento, seguida da indústria (2,1%), serviços (0,7%) e comércio (0,4%). O Sudeste tinha a maior participação (53,6%) no total de empresas de caráter empreendedor do paÃs em 2008, seguido da região Sul (19,6%) e do Nordeste (14,8%). Já em termos de taxas de EAC por estado, observou-se uma predominância de estados do Norte e Nordeste nas primeiras posições, com destaque para o Maranhão, onde 25,3% das pessoas ocupadas assalariadas estavam em empresas empreendedoras.
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Fonte: Exame.com
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