| 31/08/11 - Marcas migram para o interior do PaÃs |
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A inédita expansão das franquias para cidades menores ocorre por conta do desenvolvimento da economia e do aumento de renda da população (veja opções de negócios no quadro ao lado). Há quatro anos, a rede Giraffas nem sequer cogitava colocar sua marca em um municÃpio com menos de 200 mil habitantes. Hoje, a empresa tem 98 das suas 359 lojas instaladas fora de capitais - e 21 estabelecimentos estão em cidades com até 200 mil habitantes. "As pessoas estão viajando mais pelo Brasil e começam a conviver com as marcas nos lugares que visitam. Isso forma uma demanda tanto de pessoas interessadas em abrir a franquia como de novos consumidores", diz Alexandre Guerra, diretor de planejamento e finanças da empresa. Na rede Giraffas não houve adaptação do modelo de negócios para as franquias do interior. Mas normalmente não é isso o que acontece. "As redes precisam reduzir o tamanho de suas lojas e seu "mix" de produtos para adequar o formato da franquia ao potencial da cidade", explica Fernando Campora, sócio da consultoria de franquias Grupo Cherto. A rede de bijuterias Morana, que hoje tem 70% das suas unidades no interior, estuda criar um modelo de franquia enxuto para atingir cidades que tenham entre 40 mil e 50 mil habitantes. "Seriam corners (pequenos balcões) instalados em lojas multimarcas", explica Eduardo Morita, diretor de negócios da empresa. "Assim, conseguiremos levar nossos produtos para municÃpios pequenos a um custo baixo para o franqueado." O Bob"s, uma das principais redes do PaÃs, criou três modelos de franquia conforme o tamanho da cidade - e fez disso a receita para chegar a 800 unidades. Regiões com menos de 120 mil habitantes comportam quiosques, que comercializam apenas sorvetes e milk-shakes. Cidades com população entre 120 mil e 400 mil pessoas podem ter uma unidade do BExpress by Bob"s, que além dos gelados vende oito tipos de lanches. E municÃpios com mais de 400 mil habitantes podem abrigar uma loja completa. "A nossa estratégia em cidades muito pequenas é começar com o quiosque e, a partir dele, criar na região uma identidade com a marca", conta Marcello Farrel, diretor da empresa. A força da marca é um dos principais trunfos das franquias e foi por isso que a rede Ortodontic Center converteu para a bandeira da empresa clÃnicas odontológicas já existentes em cidades menores. "Percebi que poderÃamos ter um modelo de franquia mais barato. O franqueado pagaria uma quantia baixa para usufruir das vantagens que oferecemos, como apoio na gestão do negócio", explica o franqueador Fernando Massi. Em Assis, cidade com 95 mil habitantes no interior de São Paulo, o dentista Genivaldo dos Santos abriu em junho uma franquia da rede. Hoje, ele cobra pela consulta metade do preço praticado pela concorrência. Resultado: conquistou mais clientes.  Fonte: Estadão |