| 25/04/2011 - Bares e restaurantes reforçam segurança para evitar assaltos |
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 Mogi das Cruzes (SP) - Em um restaurante mogiano, os proprietários investiram em uma central de monitoramento própria e todo o local é visto por câmeras, que estão em lugares estratégicosA onda de assaltos que atingiu bares e restaurantes na capital surtiu efeito no comportamento administrativo deste tipo de estabelecimento em Mogi das Cruzes. Para evitar arrastões similares aos registrados em São Paulo, os proprietários têm investido mais em segurança particular e em monitoramento por câmeras. Segundo informações do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo (Sinhores), pequenos estabelecimentos também têm sido alvo dos bandidos nas zonas sul e oeste da capital. O medo dos comerciantes mogianos é de que o crime migre para a região.  Os assaltos começaram no dia 12 de fevereiro e quase 20 estabelecimentos de São Paulo já foram invadidos por homens armados. Além de renderem manobristas, caixas e demais funcionários, os ladrões roubam os clientes. Levam bolsas, celulares, dinheiro e outros objetos pessoais. Ninguém foi preso pelo crime e nenhum objeto roubado foi recuperado pela polÃcia. O Sinhores protocolou na Secretaria de Segurança Pública do Estado um ofÃcio cobrando medidas contra a onda de arrastões.  A empresária mogiana Regina Fernandes disse ter acompanhado pela Imprensa a ousadia dos bandidos. Ela acredita que o fato de a cidade ser monitorada por câmeras inibe ações desta natureza. O restaurante dela fica na rua Duarte de Freitas, no Parque Monte LÃbano, que é um dos endereços atendidos pelo monitoramento da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp) da Prefeitura. "Vi que muitos ladrões de São Paulo mostram o rosto sem nenhum constrangimento e não estão muito preocupados com o monitoramento. Mas acredito que esta atitude não seria tomada por eles aqui, numa cidade menor", disse. A empresa tem uma central de monitoramento própria, que funciona no escritório do restaurante. A princÃpio, as câmeras serviam para registrar apenas o que acontecia dentro do estabelecimento e para evitar pequenos furtos, mas, com a onda de assaltos, os equipamentos ganharam mais importância. "Temos câmeras e alarmes e esse investimento traz uma sensação de segurança e até de certo alÃvio, porque sabemos que, se acontecer alguma coisa, as imagens podem ajudar depois".  Aldair Silva, sócio de um restaurante novo na cidade, disse que o investimento em segurança foi pesado, mas necessário. "Quando abrimos um negócio, já estamos preparados para tudo. Temos monitoramento e seguranças particulares na porta e dentro do restaurante. Mas fizemos isso independentemente do que está acontecendo em São Paulo. É um investimento caro, mas fundamental".  Segundo o secretário de Segurança de Mogi, Eli Nepomuceno, 32 câmeras de monitoramento já estão funcionando na cidade. Outras 29 serão instaladas até o fim deste ano. Cada câmera alcança um raio de 400 metros e tem capacidade para gravar com pouca iluminação. A cada 15 câmeras, existe um operador, que, em um intervalo de 25 minutos, reinicia o monitoramento manual. Todas também funcionam no modo automático. "Na Ciemp, também temos um policial 24 horas por dia, que acompanha o monitoramento. Recentemente, conseguimos prender em flagrante um homem que ateou fogo em uma lixeira na cidade e havia furtado seis torneiras do parque Botyra Camorim Gatti".  Fonte: Moginews |