| 20/04/2011 - Restaurantes preparam funcionários para atender turista durante a Copa |
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Belo Horizonte (MG) - De cartão postal a canteiro de obras. O novo Mineirão só deve ficar pronto em 2013, para a Copa das Confederações. A região do estádio, onde também está a Lagoa da Pampulha, não para de se valorizar por causa dos grandes empreendimentos imobiliários.
“Um terreno de 1000 metros era na faixa de R$ 500 mil. Hoje está na faixa de R$ 1,3 milhão, R$ 1, 20 milhão. Quase uma mina de ouro. Realmente, está muito valorizado”, fala o dono de imobiliária, Anísio Barros.
Com a especulação, a empresária Marlene Batista Sena teve dificuldade pra comprar um terreno perto do estádio. A ideia é inaugurar até o fim do ano mais um restaurante, o quarto da rede. “Já era um projeto nosso abrir naquela região e agora, com a Copa do Mundo sendo no Brasil, mais ainda”.
Mas para fisgar o cliente não adianta apenas vender pratos saborosos, é preciso investir, principalmente, na qualificação da mão-de-obra.
“Primeiro nós precisamos entender que o turista estrangeiro é um turista diferente do que a gente tem dentro do Brasil. O primeiro desafio é a língua”, fala o presidente Nacional da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.
Uma choperia já começou a treinar os garçons. Os funcionários também têm aulas de etiqueta para receber os turistas estrangeiros.
“Treinamento de comportamento do europeu e do americano, para ele conseguir atender bem essa clientela”, informa o consultor organizacional William Reis.
Até a Copa, o empresário pretende investir R$ 400 mil na capacitação dos funcionários. “Estamos em um ponto turístico da Copa do Mundo e bem próximo ou ao lado do nosso estádio, o Mineirão. Então, temos que investir na nossa mão-de-obra, tanto em línguas, quanto em atendimento, quanto no próprio cardápio escrito em outras línguas. Nós precisamos disso. É obrigação de um restaurante que quer ter sucesso em vista a Copa do Mundo”, diz o dono de bar, Marcone Abdo.
Fonte: Jornal da Globo |