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Arrastões em bares e restaurantes viram novo drama da capital  São Paulo - A onda de arrastões em bares, lanchonetes e estabelecimentos afins em São Paulo é alarmante, ao ponto de as próprias autoridades e dirigentes do setor admitirem que o número deles deve ser de pelo menos 50% pior que o divulgado.  Para Marcelo Segredo, presidente da Associação Brasileira do Consumidor, vários casos não chegam à mÃdia porque o alarde não interessa aos estabelecimentos, que perderiam muitos clientes por isso.  Já Eli Rahamim, especialista internacional em segurança, vê esse tipo de assalto como um fenômeno natural da relação entre os bandidos e a sociedade: "Por conta do aperfeiçoamento dos sistemas de segurança, certas modalidades de assaltos e roubos estão ficando cada vez mais difÃceis aos delinquentes. Então, eles procuram atacar outros nichos, que acham mais frágeis", constata.  Rahamim revela ainda que, nos bastidores da segurança, correm diariamente relatos de arrastões em bares e lanchonetes em toda a Grande São Paulo, com roubos de dinheiro, joias, relógios, celulares e até de bonés e tênis caros: "Os meliantes sabem que existem dezenas de milhares de estabelecimentos desses; 95% deles praticamente sem defesa", comenta. Segredo informa que os clientes de qualquer estabelecimento comercial têm direito a plena segurança, o que é de responsabilidade dos seus proprietários.  Seguranças  O presidente afirma ainda que o perfil dos seguranças desses estabelecimentos visa muito mais proteger o patrimônio da casa e evitar brigas e outros maus comportamentos, do que prevenir assaltos.  Rahamim, que é diretor de Ensino de uma das maiores Academias de Formação de Agentes de Segurança do PaÃs, (UZIL) afirma que qualquer ramo de atividade pode se defender de abordagens contando com um projeto adequado de segurança e agentes bem preparados.  Marcelo Coutinho, diretor da empresa de segurança Grupo BRV, também aposta em Projetos de segurança, e lembra dos assaltos a joalherias de shoppings e a bancos no interior como ondas recentes, que praticamente não ocorrem mais por força de um melhor preparo na segurança. Assim, especialistas recomendam aos consumidores procurarem saber se a segurança dos estabelecimentos que frequentam é preparada.  Fonte: DCI |