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Para empresários de bares e restaurantes, volume de vendas deve cair no inÃcio, mas logo será retomado
Depois de o aumento sobre as bebida frias ter sido dado como certo pela Receita Federal, inferindo reajuste anual de 10% a 20% sobre refrigerantes e cerveja a partir de 2011, os estabelecimentos de Fortaleza que têm nos produtos, principalmente desta última, o carro chefe das vendas, preparam-se para o impacto da alta sobre suas receitas. "No primeiro momento, acho que será até ruim, mas depois acredito que possa se reaver toda a clientela de antes", argumentou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Augusto Mesquita.
Proprietário da rede Boteco, ele estima em 30% a participação das vendas de cerveja no caixa dos estabelecimentos fortalezenses e afirma que o aumento aplicado sobre a tributação do produto será todo repassado ao cliente, o que deve vir a gerar o recuo do consumo mais de imediato.
Queda temporária
No restaurante Sal e Brasa, o gerente, Nonato Paiva Filho, tem a mesma interpretação de Mesquita, quando garante que "quem gosta mesmo, não vai deixar de beber por causa do preço". Ele também acredita na redução do consumo nas primeiras semanas ou até meses, mas avalia que o consumo atual será retomado pela clientela em pouco tempo.
Já no Chopp do Bexiga, a proprietária, Gisele Ardente, teme pela inclusão do chope na lista de produtos abarcados pela medida do governo. Segundo ela, por vender apenas uma marca de cerveja no estabelecimento e de ter no chope de vinho a principal bebida comercializada, o impacto que sentirá será mais ameno.
Arrecadação dispara
A decisão, classificada pelo presidente da Abrasel-CE como "abuso", foi anunciada pelo secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, e, agora, está sob a apreciação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao todo, o aumento que leva em consideração os preços médios das bebidas frias praticados em todo PaÃs e serve como referência para a cobrança de tributos como PIS e Cofins, gerará uma receita adicional de R$ 1 bilhão ao ano.
De acordo com o secretário, os preços em vigor até hoje são os mesmos de janeiro de 2009 e os novos foram definidos por pesquisa de mercado feita pela Fundação Getúlio Vargas no último bimestre de 2010.
Barracas de praia
Tendo na cerveja um dos principais produtos vendidos, o aumento da bebida também é preocupação para os proprietários de barracas de praia, na Capital cearense. Segundo a presidente da Associação dos Empresários de Barracas da Praia do Futuro, Fátima Queiroz, a receita dos estabelecimentos tem no produto de 25% a 30% de representação de todas as suas vendas, equiparando-se somente ao caranguejo. Mas, apesar da preocupação, ela também acredita na recuperação do consumo em seguida, quando diz que o preço "estará amenizado". Da mesma maneira também argumenta o gerente da barraca Chico do Caranguejo, José Queiroz, que chega a vender 150 caixas do produto por semana: "tem alguns que até deixam de comprar algum produto para garantir a farrinha do fim de semana".
Fonte: Diário do Nordeste ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA REPÓRTER
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