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 Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina (Abrasel - SC) revela que mais da metade dos empresários catarinenses perceberam uma queda no movimento em relação ao ano passado.  A segunda etapa da pesquisa, feita entre 1° de janeiro a 9 de março, incluindo o Carnaval. revela que houve queda na circulação nos bares e restaurantes durante o verão em todo o Estado, inclusive na Capital. O estudo envolve estabelecimentos dos litorais Norte, Sul, Central e das principais regiões da Capital, como Lagoa da Conceição, Ilha-Centro, Ilha-Norte e Ilha-Sul.  O balanço foi o contrário do resultado da primeira etapa, que avaliou os dias 18 de dezembro de 2010 a 2 de janeiro de 2001, em que 50% dos empresários entrevistados indicaram melhora no movimento.  Frustação  O resultado frustra a expectativa dos empresários, que consideravam que o Carnaval tardio provocaria um incremento no número de turistas. Para o presidente da Abrasel SC, Fábio Queiroz, "com o Carnaval em março, o movimento no mês de fevereiro acabou prejudicado".  Falta de mão de obra  Além da redução do movimento, os empresários encontraram outras dificuldades. A principal delas é a falta de mão de obra e a falta de profissionais treinados. Cerca de 40% das empresas entrevistadas não conseguiram completar o quadro de funcionários. E dos que preencheram suas equipes, 45% não encontraram funcionários qualificados.  Ainda que a percepção do movimento não tenha sido boa, os proprietários de bares e restaurantes continuam otimistas. Aproximadamente 50% dos entrevistados acreditam em crescimento até o final do ano. Na Grande Florianópolis, por exemplo, o número de restaurantes que esperam um aumento no movimento é de 54,7%.  Matéria prima mais cara  Outro problema encontrado pelos empresários foi o aumento no preço das matérias primas, principalmente carnes e frutos do mar. Em Florianópolis, 16,8% dos entrevistados mencionam a alta no valor dos insumos como um problema grave, já que os restaurantes têm encontrado dificuldade para repassar a totalidade do aumento dos custos aos preços do cardápio.  Por causa disso, os restaurantes são obrigados a buscar economias, melhorar a produtividade ou reduzir sua margem de lucro, para garantir a clientela.  No total, foram entrevistados 102 restaurantes entre os dias 09 e 10 de março de 2011. A pesquisa foi realizada de acordo com a percepção de cada empresário.  Fonte: economia SC  |