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A estrutura de pontos certos de passagem de quem vêm de fora poderá ser aproveitada para dar também informações turísticas. A ideia é transformar funcionários em um grande exército multiplicador de informações sobre a cidade e a cultura local.
A três anos e meio da Copa, definitivamente não é cedo para começar. Um grupo de funcionários de bares e restaurantes já está sendo treinado para receber turistas, principalmente os estrangeiros. Estudam a importância do trabalho em equipe, ética e, claro, as diferenças culturais.
O primeiro obstáculo a ser vencido é o da língua. “Na verdade, a gente pega palavras-chave em relação às nossas bebidas, nossos alimentos, que eles consigam compreender, entender, e pelo menos fazer um primeiro contato”, afirma o dono de restaurante Dênis Rezende.
Como o garçom José Rubens da Silva, muitos planejam fazer um curso. “O primeiro passo é o inglês. Já estou cotando, pesquisando, com apoio da empresa”, diz. “Se a gente se dedicar mais, um pouco mais, pode crescer dentro da empresa também”, afirma Eduardo Rodrigues Neto, também garçom.
A estrutura de bares e restaurantes, pontos certos de passagem de quem vêm de fora, poderá ser aproveitada para dar também informações turísticas. A ideia é transformar os funcionários da linha de frente do setor, como garçons, em um grande exército multiplicador de informações sobre a cidade e a cultura local. Para isso, os trabalhadores vão ter que sair da sala de aula.
O projeto da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do Ministério do Turismo pretende treinar 180 mil atendentes nas 12 cidades que vão sediar a Copa. O aprendizado deve entrar em campo antes mesmo de os jogos começarem, e a expectativa é que renda frutos para todos.
“O grande objetivo da Copa, além de ganhar o jogo, nós queremos ser campeões, é evidentemente continuar usufruindo dessa imagem positiva, com mais turistas vindo ao Brasil, mais empregos sendo gerados aqui”, diz Paulo Solmucci Júnior, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.
“O cenário vai render melhor. Esse cliente bem-atendido vai sair satisfeito. O turista tem uma referencia não só daquela casa, daquela localidade, daquela cidade, daquele país em que foi bem-atendido”, afirma Juliana Costa, consultora de treinamento.
Confira a matéria no Jornal da Globo pelo link:
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