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Barraqueiros e ambulantes do Pelourinho se preparam para mundial
Vendedores ambulantes, baianas, barraqueiros, guias, monitores de turismo e outros profissionais que atuam no Centro Histórico de Salvador participaram na última segunda e terça-feira (30) do 1º Seminário de Economia Informal no Turismo com vistas à Copa de 2014.
O evento reuniu aproximadamente 300 profissionais do mercado informal, micro e pequenos empresários que exercem alguma atividade comercial no Pelourinho. “O objetivo do encontro foi trazer a Copa para mais perto das pessoas que trabalham no Pelourinho”, afirmou Rose Kalile, presidente do Conselho Comunitário Social e de Segurança Pública do Centro Histórico de Salvador, responsável pela organização do evento.
“Queremos que o trabalhador do mercado informal tome conhecimento antecipado das necessidades e exigências para a atuação durante a Copa”, afirmou. Segundo Kalile, este é o primeiro de tantos outros momento que estão por vir na preparação para o Mundial. “Sabemos que a Copa é um evento privado, cheio de regras e queremos fazer parte dele. Nossa intenção é aproveitar a Copa para melhorar a renda do nosso povo”, disse.
Orientação de crédito, controle financeiro, qualidade de atendimento, manipulação de alimentos, assim como marketing pessoal e até inglês, estão na programação de cursos que serão oferecidos aos profissionais. “Alguns treinamentos já foram iniciados, outros devem acontecer a partir do próximo ano”, diz Kalile.
Entre os projetos já iniciados está o de capacitação dos 45 barraqueiros do Terreiro de Jesus. O curso faz parte do Projeto Bar em Bar, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em parceria com Ambev, Senac e a Empresa de Turismo de Salvador (Saltur).
Abandono
O evento serviu também para os empresários formais e informais do Centro Histórico cobrarem do poder público mais atenção com o Pelourinho. “O que será do Pelourinho até a Copa?”, questionou o comerciante Clarindo Silva, proprietário do tradicional restaurante Cantina da Lua.
O empresário foi porta-voz de centenas de agentes econômicos que sobrevivem do turismo no Centro Histórico de Salvador. Silva cobrou medidas para requalificar e dar mais segurança ao comércio do Centro Histórico. Segundo ele, obras das etapas 7ª a 10ª do programa de recuperação estão atrasadas. “Obras que eram para ser entregues em 2008 até agora nem começaram”, afirmou. |