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Quando abriu uma pequena loja no bairro carioca do Leblon, em dezembro de 2006, o empresário Michel Jager acreditava que o temaki (um sushi em formato de cone) viraria moda. Ele estava certo. Sua empresa, a Koni Store, conseguiu aproveitar bem essa onda: promoveu uma expansão rápida pelo modelo de franquias e conquistou um sócio de peso, o Grupo Trigo (antigo Grupo Umbria, dono das redes Spoleto e Domino's).
Mas, quando a maré baixou e muitas temakerias fecharam as portas, Jager percebeu que seria difÃcil sobreviver com a venda de um único produto. Por isso, a rede Koni Store adicionou outros itens da culinária japonesa ao seu cardápio e agora começa a diversificar também seus modelos de loja. 'Só assim podemos continuar a crescer', diz Jager.
'Já existiram vários modismos no setor de alimentação e haverá ainda muitos outros', comenta Ricardo Daumas, diretor de food service da consultoria GS &MD - Gouvêa de Souza. 'Nesses casos, acontece sempre a mesma coisa: o mercado cresce mais do que deveria e depois faz ajustes até chegar a um ponto de equilÃbrio', analisa.
A Koni Store foi uma das primeiras temakerias do Rio de Janeiro. A localização da loja, bem no coração da zona sul carioca, ajudou a divulgar a marca e o conceito do negócio.
Além disso, a formação de Jager (em desenho industrial) e sua experiência como franqueado de uma rede de concessionárias de veÃculos ajudaram o jovem (que tinha 25 anos na época) a criar um restaurante com design e gestão bem cuidados.

Três meses após a inauguração, a Koni Store virou franquia. Nos 12 meses seguintes, vendeu 12 lojas. Entre os novos franqueados, havia uma empresária que também possuÃa uma loja Spoleto. Foi ela quem apresentou a rede aos donos do Grupo Trigo. 'Quando eles fizeram uma pesquisa com os consumidores de temakerias, nossa empresa foi a mais lembrada.'
Em 2008, o Grupo Trigo comprou 80% da Koni Store. Ao tornar-se parte do grupo, a temakeria reduziu custos administrativos e conseguiu negociações vantajosas com os fornecedores - o que ajudou a empresa a superar desafios que apareceram depois.
Em 2009, assim como outros negócios do ramo, a Koni Store viu seu faturamento cair. 'Uma empresa 'monoproduto' é fadada ao efeito modismo', reconhece Jager. 'Quando a moda passa, ela perde a relevância.'
Foi por isso que o cardápio, antes restrito aos temakis, ganhou novos pratos da culinária japonesa. A mudança surtiu efeito. O tÃquete médio das lojas, que era de R$ 18, passou a R$ 25 com os novos pratos e os consumidores começaram a frequentar as unidades mais vezes por semana.
Ao redefinir o conceito do negócio, a Koni Store passou a brigar por espaço nas concorridas praças de alimentação dos shoppings. A saÃda foi criar novos formatos de loja para dar continuidade à expansão.
Além do formato convencional (uma loja de 80 m², com investimento inicial de R$ 450 mil), os interessados em abrir uma franquia da marca podem optar por unidades mais compactas (com área mÃnima de 25 m² e investimento de R$ 340 mil) ou uma espécie de loja mista, no conceito 'store in store' . Nesse formato, um mesmo espaço será dividido em dois ou três balcões das empresas do Grupo Trigo. A Koni Store encerrou 2011 com 34 lojas em funcionamento e receita de R$ 44,4 milhões. Para 2012, o foco é expandir a marca em São Paulo e no Nordeste.
Fonte: Estadão
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