| 06/01/12 - Indústria de massas migra para linha de mais valor |
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Para driblar a estagnação do setor de macarrão, fabricantes de massas estão investindo em produtos de maior valor agregado. Duas das maiores fabricantes do PaÃs, Selmi e J. Macêdo adaptam seu portfólio, fazendo a lição de casa, após o Ministério da Fazenda reduzir a alÃquota de PIS/Cofins de 9,25% para zero, até 30 de junho de 2012, e estender a desoneração da farinha de trigo até dezembro. "A massa seca tem praticamente 100% de penetração nos lares brasileiros, enquanto a instantânea tem 90%, e a fresca, 40%. Então as oportunidades estão nesses dois segmentos", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Massas AlimentÃcias (Abima), Claudio Zanão. O PaÃs é hoje o terceiro maior mercado mundial de massas, atrás da Itália e dos EUA. Já em consumo per capita, que é de 6,4 quilos por habitante ao ano, o Brasil cai para 17º lugar no mundo. Segundo o presidente da Abima, o gargalo do crescimento é a ideia de que macarrão engorda, além do hábito de comer massa apenas uma vez por semana. "Para aumentar o consumo precisamos fazer o brasileiro variar o formato e as receitas", opina Zanão. Ele acredita que é possÃvel ampliar o consumo per capita em um quilo nos próximos três anos. "É um mercado de R$ 7 bilhões por ano, que ainda tem muito a evoluir", diz o empresário. Outro segmento em estudo pela empresa é o de achocolatados. A Selmi estima crescimento de receita de 17% em 2012, ante incremento de 21% no ano anterior. A expectativa é abrir o capital em 2014, quando a receita for 60% maior.
A cearense J. Macêdo, segunda maior fabricante do PaÃs e proprietária das marcas Petybon, Dona Benta e Brandini, teve queda de 11% na sua produção de massas nos nove primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo perÃodo de 2010, num total de 100 mil toneladas. Na sua produção em geral, a redução em volume foi de 7,5%, totalizando 599 mil toneladas. "Em 2011, a J.Macêdo voltou seu foco para a rentabilidade, reavaliou seu portfólio por região e redimensionou suas ofertas em busca de melhores resultados financeiros para suas vendas", diz o diretor-comercial Vagner Ludovichi. A receita bruta da empresa no perÃodo foi de R$ 1,03 bilhão, alta de 1,9% sobre 2010. As massas representaram 26,3% da receita da companhia no terceiro trimestre. |