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Setor turístico tem duas mil vagas para preencher

Paulo César Pedroso, vice-presidente do CNTur, e Gilmar Pomponi, do Sinditur durante entrevista - Fonte: Beto Oliveira

O setor turístico de Uberlândia, como bares, restaurantes, hotéis e similares, possui 2 mil vagas de trabalho em aberto desde o início do ano. As maiores demandas são por camareiros, garçons, cozinheiros, atendentes e faxineiros.

Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas (Sinditur).

Um dos principais problemas para o preenchimento de vagas, segundo o presidente do Sinditur, Gilmar Antônio Pomponi, é a falta de mão de obra qualificada. “Temos pessoas interessadas nas vagas, mas, na maioria dos casos, elas não têm cursos ou qualificação para prestar um bom atendimento ao turista, o que é fundamental nessa área”.

Para solucionar a falta de mão de obra, a Confederação Nacional do Turismo (CNTur) criou o projeto “Sistema S”, com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Turismo (Senatur) e o Serviço Social do Turismo (Sestur), que tramita no Congresso Nacional. Neles, o profissional poderá contar com lazer, cursos e treinamentos para capacitação.

A qualificação é o nosso maior gargalo. Pretendemos treinar toda mão de obra”, disse o vice-presidente Paulo César Marcondes Pedrosa durante entrevista na manhã de ontem. A previsão para aprovação dos projetos, conforme o vice-presidente, é até o fim do ano.

Enquanto espera a aprovação do “Sistema S”, o Sinditur deve implantar, até o fim de agosto, cursos específicos para as áreas com maior carência de mão de obra. “Estamos concluindo o projeto, e esperamos atender ao maior número de profissionais possível”, disse Gilmar Pomponi.

Mais cidades têm carência

A carência de mão de obra no setor turístico não é exclusiva de Uberlândia. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), Paulo Cesar Marcondes Pedrosa, o cenário é o mesmo em diversas cidades brasileiras. A explicação, segundo ele, é o crescimento em 7% da economia do Brasil. “A nossa mão de obra está deficiente e precisamos acordar para isso, pois temos dois grandes eventos de nível mundial se aproximando (Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016)”.

Empresas investem em qualificação de trabalhadores

O gerente-geral de um hotel de Uberlândia, Clóvis Rodrigues, disse que a empresa tem investido em treinamentos para que os profissionais realizem um atendimento de qualidade. “Contratamos uma profissional para cuidar dessa área e também encaminhamos para palestras, devido a deficiência de encontrar mão de obra qualificada”.

Em outro hotel, a preocupação é com o comprometimento dos funcionários. A gerente operacional Sibel Barros diz que a rotatividade é alta, o que prejudica a qualidade do atendimento. “Contratamos as pessoas sem experiência e oferecemos o treinamento, mas ela não fica muito tempo. Só este mês contratamos sete pessoas e temos mais três vagas em aberto”.

Na empresa de organização de eventos de turismo, a gerente administrativo Damiana Correia Martins diz que a busca por profissionais para atender aos eventos captados começa com antecedência.

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