Artigo do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojitas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior
Estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) indicam um crescimento de 20% para a indústria de cartões no país em 2010, superando a marca de R$ 500 bilhões de faturamento, com um volume recorde de mais 7 bilhões de operações/ano. Sem dúvida, trata-se de um negócio rentável. Contudo, apesar de toda esta magnitude de números, a indústria de cartões ainda carece de uma regulação e de uma legislação específica para harmonizar o mercado. Após uma luta conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com apoio das federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas e CDLs de todo o país, em conjunto com a Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista no Congresso Nacional, desde ontem, 1º de julho, a indústria de cartões de crédito entrou numa nova era. A data marca o fim do monopólio das credenciadoras de estabelecimentos comerciais e a unificação das máquinas leitoras desses meios de pagamento no varejo.
Esta mudança significativa vai representar para o varejo uma economia da ordem de mais de R$ 1 bilhão por ano, pois, ao invés de desembolsar seu dinheiro para alugar até quatro máquinas diferentes, o lojista precisará apenas de um equipamento de leitura para todas as bandeiras. A mudança vai forçar a redução das taxas que tanto afligem os lojistas e consumidores.
Estava na hora de termos um equilíbrio no relacionamento com as credenciadoras, pois somente estas, sozinhas, ditavam as regras. É importante destacar que esta primeira grande vitória é apenas o início da caminhada rumo à regulamentação da indústria de cartões de crédito. Precisamos, ainda, reduzir os prazos de recebimento, que, para quem vende com cartão, chega a 30 dias, e diminuir os juros e taxas impostos. Os lojistas devem analisar os contratos, evitando fidelização neste momento e buscando negociações em conjunto.
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