Abrasel: Associação Brasileira de Bares e Restaurantes

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Bobby Fong - presidente do Conselho Nacional da Abrasel

Bobby Fong - Presidente do Conselho Nacional da Abrasel

Reeleito para a presidência do Conselho para o biênio 2007/2008, no dia 30 de novembro, o empresário Bobby Fong, em entrevista ao site da Abrasel, analisa o trabalho realizado pela entidade nos últimos dois anos e apresenta as novas metas da instituição.

Bobby Fong é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Trabalhou na Geotécnica S/A, por oito anos, em Planejamento de Obras e Serviços de Engenharia, em São Paulo. Fundador da rede de franquias Chinatown, de culinária chinesa, e co-fundador da rede de franquias Sushimi, de culinária japonesa, ambas com sede em Recife (PE). O grupo possui 20 empresas na região Nordeste (PE, PB, RN, CE, PI, AL).

Bobby é também conselheiro da Abrasel PE, diretor da Associação dos Lojistas do Shopping Recife e vice-presidente da Associação de Lojistas de Shopping Center de Pernambuco – Aloshop. Ele assume agora seu segundo mandato como presidente do Conselho Nacional da Abrasel acreditando que os eixos da educação e qualificação, definidos no Planejamento Estratégico da entidade, serão os que mais exigirão investimentos e que criarão condições para o desenvolvimento sustentado do setor. Confira na entrevista!

Abrasel- Chegando ao fim do seu primeiro mandato frente ao Conselho Nacional da Abrasel, qual a avaliação sobre estes dois últimos anos de trabalho da instituição? Quais foram os avanços? Quais os principais entraves?

Bobby Fong- A Abrasel nestes dois anos deu um grande salto de qualidade e quantidade nos serviços prestados ao setor de alimentação fora do lar. Em nível de sua representatividade institucional destaca-se o reconhecimento das instituições governamentais, parceiros estratégicos e dos empresários do setor.

O aumento da base de associados não só nas capitais como nos destinos turísticos por todo país contribuiu para este fortalecimento. Este resultado é conseqüência do grande esforço da Abrasel na profissionalização por meio de programas de alto padrão como o Qualidade na Mesa e dos Festivais que tem por objetivo a divulgação da gastronomia como um dos valores culturais do Brasil.

As dificuldades são naturais e inerentes a aplicação de projeto nacional tão ambicioso a que se propôs a Abrasel. Vale sempre lembrar que este setor é o único presente em todo território nacional e é constituído principalmente de micro e pequenos empresários.

Abrasel- Com relação ao crescimento que a Abrasel vem apresentando o que podemos destacar?

Bobby Fong- Destaco a expansão da base de associados da Abrasel, quantitativa e qualitativamente, demonstrando para o país a sua enorme capacidade de geração de emprego e renda, que é condição essencial para o crescimento sustentável de qualquer nação.

Todas as fundações de seccionais são as ações marcantes, seja pelo desafio, seja pela entrada de um novo contingente de empresários comprometidos com a causa associativa.

Destaco ainda a gestão do Presidente Paulo Solmucci que foi o consolidador da importante expressão – alimentação fora do lar – e tem sido um incansável lutador para a conquista de reconhecimento pelo governo, parceiros e empresários deste setor.

Abrasel- Para o próximo biênio, para o qual o senhor foi reeleito com unanimidade, quais ações ou projetos necessitam de mais investimentos? Quais serão as prioridades na entidade?

Bobby Fong- A unanimidade na realidade é apenas um reflexo dos resultados proporcionados pela Abrasel e reconhecidos por todos os seus Presidentes. Esta unidade da Abrasel legitima e dá apoio à grande gestão do Presidente Paulo Solmucci, à frente do Conselho de Administração.

O Planejamento Estratégico da entidade estabeleceu seis eixos de ações prioritários: mecanismos de gestão, sustentabilidade financeira, ações de relacionamento político-institucional, responsabilidade social e educação e qualificação.

Sem dúvida o eixo da educação e qualificação exigirão maiores investimentos porque cria condições para o desenvolvimento sustentado do setor, hoje muito vulnerável como é para todas as micro e pequenas empresas brasileiras. Nestes próximos dois anos continuaremos construindo um ambiente mais saudável para nossas empresas e, conseqüentemente, para melhorando o padrão de vida de todos que trabalham neste setor.

Abrasel- Como está o andamento das ações definidas pelo planejamento estratégico iniciado em 2005?

Bobby Fong- A realização de grande parte das ações de todos eixos estratégicos estão bastante avançadas. Algumas inclusive já concluídas ou em fase de conclusão.
Contudo a dinâmica do setor é tamanha que novas demandas e oportunidades surgem constantemente. Exigem-se assim adaptações para podermos estar em conformidade com este grande mercado de alimentação fora do lar.

Abrasel- Como a Abrasel tem atuado para conseguir um maior envolvimento de seus associados no trabalho que realiza?

Bobby Fong- Divulgando conquistas, mas principalmente criando condições para que as empresas do setor se desenvolvam diminuindo o índice de mortalidade reinante no país. O trabalho de envolvimento dos associados é um processo permanente e um dos principais focos de atuação dos Presidentes.
A realização do Planejamento estratégico nas Seccionais envolvendo os dirigentes e seus principais associados ampliará muito este envolvimento uma vez legitimará as ações futuras da entidade nos Estados.

Abrasel- Com anda o processo de interiorização da entidade?

Bobby Fong- Com a chegada dos Estados do Acre e Piauí e agora de Rondônia, prevemos chegar no final deste ano com representação em todos os Estados. O Festival Brasil Sabor 2006 acelerou o processo de interiorização, principalmente nas regiões de interesse turístico. Estas regiões demandaram ações rápidas que somente puderam ser atendidas através do grande apoio do Sebrae nestes Estados.

Abrasel- Na sua opinião as seccionais estão preparadas para os novos desafios que a instituição tem apresentado? E o que a Nacional tem feito para apoiá-las nesse sentido?

Bobby Fong- As seccionais estão recebendo por meio de seus Presidentes uma grande contribuição da Abrasel que é o Modelo de Governança Corporativa. Este manual elevará o padrão de governança nos Estados e conseqüentemente fortalecerá a entidade como um todo. Possibilitará também a profissionalização dos processos administrativos das seccionais liberando seus Presidentes para outras ações e, principalmente no preparo de outras lideranças locais.

Abrasel- Como a entidade trabalha para que no processo de sucessão de diretorias seja garantido o crescimento e a perpetuação do modelo de organização que torna a Abrasel um grande sucesso? Como isso acontece nos estados?

Bobby Fong- Da mesma forma que em nossas empresas, temos que identificar lideranças, qualificando-as cada vez mais, preparando-as para os desafios sempre crescentes por conta da importância que este setor possui.

Nos Estados temos as lideranças que recebem o apoio do Conselho de Administração, particularmente de seu Presidente, que é o coordenador maior destas importantes sucessões.

Abrasel- Como o senhor avalia o ano de 2006 para o setor?

Bobby Fong- Para o setor este ano foi melhor que 2005 apesar do baixo crescimento da economia brasileira. Acredito que a maioria das empresas espera que o Governo faça a sua parte na melhoria da infra-estrutura do país dando condições para o setor privado gerar trabalho e renda.

Abrasel- Qual ação foi de grande importância e merece destaque em 2006?

Bobby Fong- Foi a criação da Comissão Interministerial que representa um marco na história do setor de Alimentação Fora do Lar. Um marco porque até bem pouco tempo o setor sequer fazia parte das estatísticas econômicas oficiais.

Na medida que pudemos mostrar os impressionantes dados do setor, como a quantidade de empresas e a grande capacidade de geração de emprego, o governo federal sentiu que esta indústria precisa ser ouvida e entendida melhor.

A Comissão Interministerial poderá propiciar recursos para levantar e atualizar a base de dados do setor, cujas informações atuais, tenho convicção que são muito conservadoras. Precisamos fazer um mutirão para diminuir a mortalidade no setor, constituído na sua maioria por um enorme contingente de micro e pequenas empresas, em que sete de cada 10 possuem menos de 20 empregados.

Este setor precisa criar condições de autogeração de conhecimentos de forma a qualificar e profissionalizar este universo de empregados. Nos Estados Unidos cada dólar gasto em alimentação fora do lar gera 2,34 dólares para as outras indústrias envolvidas. Desta forma, todos os Ministérios envolvidos tem algum interesse e responsabilidade sobre os destinos deste setor e de seus trabalhadores.

Abrasel- Qual a sua mensagem aos associados e a todos os empresários do segmento neste fim de gestão e início do seu segundo mandato?

Bobby Fong- Vamos todos confiantes cumprir nosso dever de contribuir para a melhoria sócio-econômica de nosso povo, realizando ações estruturadoras e trabalhando com perseverança para que o Brasil seja um exemplo de nação digna. Que possamos nos orgulhar de sermos brasileiros e deixarmos um legado de bons valores para nossos filhos e as gerações futuras.

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