Depois de mais de um ano e meio de discussão e muitas votações adiadas, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado aprovou ontem, dia 10de março, o projeto que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados em todo o país.
Embora seja a primeira etapa da tramitação – o texto ainda deve passar por outra comissão, antes de ser enviado à Câmara -, o resultado foi considerado uma grande vitória por antitabagistas. “Foram muitas as manobras protelatórias, mas conseguimos vencer a primeira etapa. Certamente agora ficará mais fácil”, afirmou a senadora Marina Silva (PV-AC).O projeto segue para a Comissão de Assuntos Sociais e, se aprovado, será encaminhado para a Câmara. Atualmente, a lei federal 9294/96 proíbe o fumo em lugares coletivos, mas abre uma exceção: para fumódromos isolados e com arejamento conveniente. O projeto aprovado ontem, de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), acaba com a exceção.
Um dos argumentos usados pelo grupo contrário à aprovação era o de que o projeto poderia dar margem a uma proibição total do cigarro: até mesmo em casas ou lugares abertos. Para evitar a confusão, o texto apresentado pela relatora Marina Silva deixa claro que a proibição é apenas em locais coletivos, como bares, colégios, restaurantes e empresas.
A regra do fim dos fumódromos já é seguida pelos Estados de São Paulo e do Rio e pela cidade de Curitiba. Os dois Estados e a capital paranaense editaram leis que proíbem o fumo em locais fechados. Em São Paulo, a lei entrou em vigor em agosto e, ao contrário do que temiam donos de bares e restaurantes, não houve impacto no movimento.
Para o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, o projeto “radicaliza ao tornar o cidadão que pratica um ato lícito em alguém de segunda categoria”.
ESTUDOS
Uma pesquisa do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas mostra que a proibição reduziu em 80% a concentração de monóxido de carbono e em 35,7% a concentração do monóxido de carbono no organismo de trabalhadores fumantes de bares, restaurantes e casas noturnas. “No Rio, apenas 35 das mais de 4.600 fiscalizações realizadas resultaram em autuações. O que mostra uma enorme adesão às novas regras”, afirma a diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACTBr), Paula Johns.
A luta pelo fim dos fumódromos há tempos vem sendo travada por médicos e por grupos antitabagistas de todo o País. O argumento mais utilizado é o de que fumódromos não são eficientes e, sobretudo, expõem não-fumantes a riscos de saúde desnecessários. Estudos mostram, por exemplo, que trabalhadores de restaurantes com fumódromos têm risco 30% maior de adoecer, quando comparados com funcionários de lugares onde o fumo é proibido. “Seria necessário haver um equipamento com potência de um furacão para eliminar riscos”, afirma a coordenadora do Centro de Tratamento de Tabagismo do Instituto do Câncer, Cristina Cantarino.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou ontem, dia 10 de março, em caráter terminativo - não precisa ser votado em plenário - o projeto de lei do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que prevê a cobrança de gorjeta de 20% sobre contas encerradas à noite, após as 23h, em bares, restaurantes e similares. A matéria segue agora para ser apreciada na Câmara.
A proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Gim Argello (PTB-DF). O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – decreto-lei 5.452/43) para prever a cobrança de tal percentual quando o fechamento da conta ou da fatura de consumo ocorrer entre 23h de um dia e 6h do dia seguinte.
A proposta de Crivella prevê ainda que as gorjetas recebidas constituam a base de cálculo das férias, incluído o adicional de um terço, bem como do décimo-terceiro salário, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outros direitos legais, contratuais ou convencionais dos trabalhadores do ramo. No entanto, explicou o senador, para o cálculo de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado esses valores não serão considerados, reforçando súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Crivella argumentou na justificação da proposta que a intenção é beneficiar garçons e outros trabalhadores de bares e restaurantes que exercem atividade tarde da noite e na madrugada. “Eles estão mais sujeitos a riscos de violência, sofrem com as dificuldades de transporte e estão submetidos a um grau de penosidade maior do que aqueles que trabalham nas primeiras horas da noite ou durante o dia”,destacou Crivella.
O prazo para pagar valores especiais para conhecer a maior feira de alimentação do mundo está se esgotando. Os preços dos pacotes obtidos pela Abrasel junto à CVC serão mantidos até o dia 15 de março
É hora de aproveitar a queda do dólar para participar da sexta missão empresarial promovida pela Abrasel com destino à maior feira mundial de serviços e tecnologias do setor de alimentação – a NRA Show 2010. Organizada pela National Restaurant Association e destinada a profissionais, alunos, professores e empresários do segmento, a feira acontecerá em Chicago, Estados Unidos, entre 22 e 25 de maio, com as participações de investidores e empresários de mais de 100 países. Só em 2009, a NRA recebeu 52 mil visitantes. Há cinco edições a Abrasel tem marcado presença no evento levando entre 60 e 120 empresários em sua missão.
Em um grande cenário de negócios para a indústria gastronômica, a NRA Show apresentará novidades em produtos e tecnologias para alimentação fora do lar, além de promover conferências sobre os principais assuntos que afetam diretamente o setor. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Abrasel, Célio Salles, “a NRA Show é um evento imperdível, uma das melhores oportunidades troca de experiências, observar novidades e tendências e inspiração para novos modelos de negócio”.
A Abrasel conseguiu condições super especiais para o evento, junto à CVC, a maior operadora de viagens do Brasil e está oferecendo pacotes a partir de R$ 3.450,00, em cinco parcelas de R$ 690,00. Mas atenção: estes valores estão garantidos até o dia 15 de março. Então, se você planeja ir à NRA 2010, não perca mais tempo, conte com a Abrasel. Confira todas as opções de pacotes oferecidos. Acesse na primeira página deste site, no banner à esquerda (NRA Show)e escolha o pacote que mais lhe atenderá. Quem sabe você não fará parte de um grupo poderoso como o nosso, formado por grandes empresários do setor, com quem poderá trocar experiências e estabelecer novos contatos? Para informações e reservas procure a Loja CVC 9 de julho: telefone: (11) 3074 3500 ou e-mail . Falar com Bianca e equipe.
Os pacotes da Abrasel incluem ingresso para a feira e um jantar oficial da delegação no Iate Spirit of Chicago. Este evento é patrocinado pela Ecolab e acontecerá no dia 23 de maio, com embarque às 17h30. A Abrasel conta também com apoio oficial do Serviço Comercial dos Estados Unidos, que enviará um especialista para nos acompanhar durante a feira.
A recomendação especial para quem for é não deixar para a última hora e iniciar as providências para o visto americano. O agendamento em São Paulo está levando em torno de 30 dias. Quem já tem visto de turismo não é necessário tirar outro, desde que seja absolutamente cuidadoso na imigração de entrada no EUA e informe que está no país somente por motivo de turismo. Se informar que está indo para uma feira poderá ser barrado por falta de visto de negócios. Quem vai solicitar o visto agora, a recomendação é que peça para a categoria B1/B2 – turismo e negócios.
Vamos lá, você escolhe! A Abrasel e a CVC cuidam de tudo pra você!
A Abrasel Maranhão lança o Guia de Gastronomia 2010, um roteiro de gastronomia, lazer, entretenimento e turismo do Estado. Há 44 casas, entre bares, casas noturnas, restaurantes e barracas de praia. No entanto, a entidade não confirma a data do evento que foi pré-agendada para a próxima segunda-feira (dia 15 de março)
“A finalidade do guia é servir de fonte de consulta confiável para os turistas e os próprios maranhenses, levando a eles as melhores opções gastronômicas”, disse o executivo da Abrasel-MA, Carlos Lula.
O guia, que será semestral, traz um histórico sobre São Luís e os pontos turísticos da capital. São mais de 20 mil exemplares distribuídos, gratuitamente, no aeroporto, rodoviária, Centro de Informações Turísticas (municipal e estadual), restaurantes, bares, hotéis, locadoras, agências de viagens e shoppings.
Para atender ao aumento no consumo, setor avalia importar embalagens
A combinação entre consumo aquecido e investimentos congelados dos fabricantes de latas de alumínio resultou na escassez da embalagem considerada a mais prática para refrigerantes e cervejas. A incapacidade dos fornecedores em atender a demanda, que tende a crescer ainda mais pelo impulso da Copa do Mundo, leva o setor a avaliar a possibilidade de importação para saciar a sede do mercado.
Na envasadora Vonpar, somente a carro-chefe Coca-Cola e cervejas chegarão aos postos de venda em latas. Os demais produtos, inclusive as versões Zero e Light de Coca-Cola, só serão vendidos em garrafas pet.
A novidade teria sido informada a supermercados e distribuidores de bebidas, com a justificativa de que as fabricantes de latinhas não estão conseguindo atender à demanda nacional. Em alguns estabelecimentos do Estado, começam a faltar latas de algumas marcas de refrigerante.
Negociações para baixar a tarifa de importação
Conforme o diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault Castro, prevendo que os efeitos da crise mundial perdurariam, as três indústrias de latas de existentes no país diminuíram o ritmo da produção e os investimentos em 2009. Mas o forte calor do verão aumentou de maneira supreendente o consumo de bebidas em lata.
Para resolver o gargalo, Castro estima que seria necessário comprar de outros países até 1,5 bilhão de unidades, o equivalente a cerca de 40 dias de consumo. O setor negocia com o Ministério da Fazenda a redução da tarifa de importação do produto de 16% para zero. “Só em janeiro, a venda de latas foi 26% superior ao mesmo mês de 2009. Hoje, a demanda é maior do que a oferta”, reconhece Castro, acrescentando que, nos últimos quatro anos, as vendas cresceram 10% em média.
O debate também envolve a indústria de bebidas, que busca em outras embalagens a saída para continuar envasando. O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Paulo Mozart, entende ser interesse do governo resolver a questão. Por um motivo simples:
– O setor de bebidas tem uma das mais altas contribuições tributárias.
O Festival Brasil Sabor, promovido pela Abrasel, em parceria com o Ministério do Turismo e Sebrae, é o único festival com participantes em todo o Brasil, entre chefs e estabelecimentos. Este ano o tema será "Festival Brasil Sabor. Sabores que contam histórias"
A ideia é valorizar a história que cada prato elaborado tenha para contar, resgatando os temperos de nosso país, os ingredientes específicos de cada região e o jeito único de preparar pratos inesquecíveis. A quinta edição do Festival Brasil Sabor ocorre no período de 15 de abril a 15 de maio.
Nessa edição acontece também a promoção “Por conta da casa”, na qual o cliente pede o prato Brasil Sabor e ganha outro prato do festival como cortesia, nos dias e horários especificados por cada estabelecimento. Na edição passada, cerca de 1.373 restaurantes participaram do festival em todo o Brasil. “A expectativa para este ano é que o evento seja um dos melhores que já realizamos. Além do tema ser bastante interessante, este ano o festival vem com uma promoção a mais – por conta da casa – que com certeza dará mais razão para que o público participe do festival”, aponta o diretor executivo da Abrasel-PE, Valter Jarocki. Ele conta que as inscrições em Pernambuco já estão abertas e que seguem até o dia 13 de março
Comerciantes da Asa Sul estão apreensivos com o fim do prazo para a regularização dos "puxadinhos". A lei determina que até o dia 6 de abril os lojistas deveriam estar adequados às novas normas. Na tarde desta segunda-feira (8/3) associados ao Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar) se reuniram na 902 Sul para discutir saídas para o problema.
Empresários, sindicatos e entidades que os representam lutam para mudar a legislação e ampliar este prazo. Ficou estabelecido pelo GDF que eles teriam um ano para se adaptar à lei Complementar nº 766/08, aprovada em abril do ano passado, que, além de estabelecer o limite de 6m para ocupação de área pública no fundo das lojas, exige padronização de cada bloco, com a apresentação de um projeto arquitetônico único.
De acordo com o advogado da Associação Comercial do DF (ACDF), Jacques Veloso, a norma vale apenas para os comércios da Asa Sul, o que prejudica os empresários da Asa Norte. Para ele, essa norma é inviável. “Ela exige que haja um consenso entre todos os donos de imóveis dos blocos comerciais, o que é impossível. Cada comerciante tem uma necessidade diferente, o que dificulta uma padronização”, afirma. Segundo ele, os comerciantes usam as áreas com a permissão do prórpio governo. “Eles pagam por elas e hoje são punidos por um ato do governo”, desabafa. De acordo com o advogado, 10% do total de comerciantes apresentaram um projeto para o governo, mas apenas 20% do total foram aprovados. “São cinco processos aprovados”, lamentou.
Em uma reunião com o governador em exercício, Wilson Lima, representantes do Sindhobar e da Associação Comercial do Distrito Federal ouviram apenas a promessa de que a reivindicação seria analisada.
Asa Norte
Entidades que representam comerciantes buscam uma saída para os “puxadinhos” da Asa Norte. Nesta tarde (8), o vice-presidente do Sindhobar, Nadim Haddad, foi até a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) para entregar uma proposta para legalização do comércio da região. Haddad está otimista quanto à criação de uma lei para o comércio do bairro. “É preciso amparar os comerciantes da Asa Norte. Os prédios comerciais da região têm arquitetura diferente, mas é possível encontrar uma solução que agrade a todos”, defende.
A Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) conseguiu um mandato de segurança que beneficia os comerciantes associados, da Asa Norte. A juíza Ana Maria Duarte Amarante, da 6ª turma cível, decidiu pela suspensão da demolição dos “puxadinhos” do bairro até a decisão final do processo.. Alguns comerciantes já haviam recebido a notificação.
Agência só vai manter alertas sobre riscos à saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desistiu de restringir os horários de propaganda de produtos alimentícios infantis que tenham altos teores de açúcar, gorduras e sódio. Também não vai mais limitar a publicidade de bebidas de baixo teor nutricional, como refrigerantes. Deverá manter, no entanto, alertas sobre os riscos à saúde desses produtos.
Em 2006, a agência havia proposto, por meio de consulta pública, que os comerciais dos alimentos infantis com essas características só pudessem ser veiculados entre às 6 horas e às 21 horas, período em que supostamente não haveria público infantil. Também chegou a debater a proibição dos anúncios dos alimentos açucarados e gordurosos ou com muito sódio em programas diretamente voltados para as crianças.
Agora, segundo técnico do órgão, a ideia é fazer normas gerais para alertar sobre os riscos desses produtos, sem focar no público infantil.
Segundo a reportagem apurou, a mudança de posição, que atende reivindicação da indústria alimentícia, decorre do fracasso da agência em tentativas de fazer restrições semelhantes, como a proposta de limitação de horário para a propaganda de cerveja, criticada depois por parecer da Advocacia Geral da União (AGU). O órgão que assessora o Executivo alegou que somente uma lei aprovada no Congresso Nacional permitiria as restrições ao anúncio da bebida alcoólica.
O próprio diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, vinha apontando dificuldades na restrição.
A mudança de posição revoltou nesta sexta-feira (5) entidades que defendem a proteção dos menores de 12 anos do apelo de produtos que podem fazer mal à saúde. “Apesar de afirmarem que os alertas serão mantidos, a criança não tem condições de fazer uma análise crítica da mensagem comercial inserida nesses produtos”, afirma a coordenadora-geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, Isabella Henriques.
“Quem perde é o cidadão brasileiro, porque essa é uma questão de saúde pública para gerações futuras”, disse a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Daniela Trettel. Procurada, a Anvisa não quis se manifestar, assim como a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação.
João Pedro se serve de comida balanceada
Escolas se adaptam à lei que proíbe venda ou fornecimento gratuito de alimento com alto teor de gordura ou açúcar, mas o perigo resiste no lanche que o aluno leva à sala de aula
A nova legislação da merenda escolar saudável entra em vigor, causa polêmica e encontra bons e maus exemplos em escolas públicas e particulares de Minas Gerais. A determinação, válida a partir desta semana e amparada na Lei 18.372/2009, proíbe a venda e o fornecimento gratuito de alimentos pouco nutritivos e com altos teores de calorias, gorduras, açúcar e sal nas instituições de ensino. Mas, enquanto as escolas e suas cantinas restringem o consumo das guloseimas, muitos pais não fazem a parte deles ao permitir que os filhos levem, de casa, chocolates, salgadinhos industrializados, refrigerantes, balas e chicletes. Contrária à decisão estadual, a Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) critica as normas e promete brigar pela liberdade do comércio nas cantinas.
Na semana em que a lei entra para valer na vida e no cardápio dos estudantes, o Estado de Minas visitou algumas escolas públicas e particulares de Belo Horizonte e constatou que, mesmo com as restrições, as tentações embrulhadas em papéis coloridos ainda dividem a mesa com refeições recheadas de frutas, legumes e verduras. É o caso da Escola Estadual Cesário Alvim, no Centro da capital, que pediu a ajuda de nutricionistas para seduzir o paladar dos alunos com alimentos nutritivos e negociou com a cantina terceirizada do colégio para tirar de cena produtos que põem em risco a saúde das crianças e adolescentes. Mas, numa concorrência desleal, muitos estudantes continuam trazendo as guloseimas de casa.
“Sempre peço à minha mãe para pôr na merendeira um salgadinho e um refrigerante. Ela sugere que eu coma também frutas e verduras, mas não gosto muito. De vez em quando ainda tento, mas todos os dias não dá”, diz o pequeno Marcos Vinícius Almeida, de 6 anos, aluno do 2º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Cesário Alvim. Já Sara El-Khal, de 8, se orgulha de ser adepta de uma alimentação saudável.
“Adoro os mingaus, sopas e lanches da escola. E meus pais não dão muito dinheiro para evitar que eu compre balas, chicletes e chocolates. Mas acho bom, porque, quando crescer, quero ser pediatra e não vou poder dar mau exemplo aos meus pacientes”, brinca a garota. O colega dela, João Pedro Ângelo da Silva, de 9, também é radical com a alimentação. “Refrigerantes, doces e salgadinhos só aos sábados e domingos. Às vezes, sinto falta, mas não caio em tentação durante a semana”, conta o menino, que se delicia com o mingau, a sopa de legumes, o feijão amigo e a polenta oferecidos no cardápio da escola.
Obesidade
Na última semana, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) publicou resolução que orienta as cantinas escolares sobre as novas regras de comercialização de alimentos. No documento, a pasta reforça que tantas normas e cuidados têm como objetivo diminuir os índices de obesidade infantil, que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 22 milhões de crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Além disso, especialistas em nutrição reforçam que o controle do sobrepeso é a principal estratégia para evitar doenças cardiovasculares.
“As escolas públicas já têm cardápios balanceados, mas a nova lei trata do comércio de alimentos nas cantinas. As regras têm benefícios imediatos, porque as crianças passam grande parte do dia na escola e, pelo menos enquanto estiverem em sala de aula, vão reduzir o consumo de refrigerantes, frituras e doces”, diz Valéria Monteiro de Jesus, nutricionista da SEE .
A especialista ressalta que leis e determinações precisam ser acompanhadas de mudança de hábitos em casa e de programas de reeducação alimentar. “A família é peça fundamental para preservar a saúde dos jovens, pois é impossível restringir o consumo de alimentos inadequados em casa ou nas ruas. Portanto, o caminho é a educação”.
A Abrasel-MG, órgão que representa as cantinas escolares, também defende a conscientização e critica as proibições. “Somos a favor de uma alimentação saudável, mas contrários a leis simplistas e ineficazes. Se o aluno não puder comprar no colégio o que está habituado a comer, vai trazer de casa ou recorrer a carrinhos e a estabelecimentos instalados nas imediações das escolas. Além de não mudar hábitos, ele estará sujeito a produtos sem a fiscalização sanitária adequada”, afirma o presidente da associação, Paulo Nonaka.
Campanha
Favorável à lei, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) orientou, no início do ano, as instituições privadas de ensino para o cumprimento das normas. O Colégio Padre Eustáquio, na Região Noroeste, foi além e contratou um nutricionista para dar palestras em salas de aula e nas reuniões de pais e professores. “Fizemos uma grande mudança na lanchonete, que não vende mais frituras e doces, e estamos fazendo uma campanha para buscar a adesão da comunidade escolar. Proibir o aluno de trazer guloseimas de casa não é possível, mas apostamos na conscientização, pois a medida é excelente para prevenir doenças e a obesidade infantil”, diz a coordenadora pedagógica do colégio, Dulce Maria Mantuano Netto.
No ano passado, cerca de 1,5 milhão de empregos diretos e quase 2 milhões de indiretos foram criados pelas franquias no país – número 9,71% maior do que o de 2008. Os dados fazem parte de uma pesquisa feita pela Rizzo Franchise, que há mais de 20 anos divulga os resultados do mercado brasileiro e da América Latina.
Somente no Distrito Federal foram mais de 109 mil empregos gerados pelas 26.753 franquias – entre próprias e franqueadas. Ao todo, são 33 empresas franqueadoras que nasceram na capital, garantindo um faturamento de mais de R$ 11 bilhões em 2009. Mesmo assim, a cidade ocupa o oitavo lugar no ranking de crescimento das franquias.
Minas Gerais ocupa o quinto lugar no ranking de crescimento das franquias, com geração de 59 mil empregos no ano passado. O faturamento do setor foi de mais de R$ 15 bilhões no mesmo período.
Para o especialista autor da pesquisa intitulada Franchise na Economia Brasileira 2010, Marcus Rizzo, “só no ano passado, foram inauguradas 39 franquias por dia, aproximadamente cinco por hora útil”, disse. De acordo com ele, esse crescimento coloca o Brasil em evidência e acaba refletindo tanto na economia, quanto na empregabilidade.
Segundo a pesquisa, a expectativa do setor para 2010 é gerar 145 mil novas oportunidades, o que representa um crescimento de 10,5% no número de empregos. Como exemplo de geração de empregos, pode ser citada as franquias do Grupo Ornatus – rede de bijuterias, das lojas: Morana, Jin Jin Wok e Balonê –, responsável por empregar cerca de 500 trabalhadores em 2009.
De acordo com o diretor de marketing e internacionalização do grupo, Eduardo Morita, a expectativa é abrir mais 100 unidades em todo o país. “Estamos falando em pelo menos 800 empregos diretos. Isso sem contar com os próprios franqueadores, que estão se auto-empregando e gerando fonte de renda para eles mesmos. Então, são 100 empresários a mais nessa perspectiva”, disse.
Economia
O desempenho das franquias em 2009 mostra que o faturamento do setor já representa 8,3% do PIB nacional. De acordo com o estudo, o setor de Alimentação foi o que teve o maior crescimento em 2009, disparado dos demais, com 33% a mais de franquias em relação a 2008. Em segundo lugar ficou o setor de vestuário, com 18,4% e em terceiro e quarto lugares, os setores acessórios pessoais e negócios e serviços, com 11,4% e 9,4% de crescimento, respectivamente.
Hoje, dia 08 de março, é o Dia da Mulher, e para quem ainda não sabe como aproveitar o dia especial, vários bares e restaurantes da capital paulista estão aproveitando a data para atrair a clientela, tanto homenageadas quanto seus acompanhantes,oferecendo drinques de cortesia às clientes
Abaixo, veja uma lista de seis estabelecimentos que dão espumantes, coquetéis e outros drinques de cortesia às mulheres na data:
Emiliano
Tanto no almoço quanto no jantar, as moças ganham uma taça de chá verde sparkling tea, da África do Sul, feito com gengibre e harmonizado com espumante.
Konstanz
A cortesia será um coquetel de espumante com frutas, chamado de cocktail frauen, que divide espaço no cardápio de bebidas com uma diversificada carta de cervejas nacionais e internacionais. É a oportunidade de provar os novos petiscos da casa, como o bolinho de cerveja, os pastéis de carne e queijo provolone e os salsichões grelhados.
La Tambouille
O restaurante de Giancarlo Bolla oferece uma taça de champanhe Veuve Clicquot para as mulheres que forem almoçar ou jantar na segunda-feira.
Sassá Sushi
O presente da casa é a caipirinha de saquê, a sassaquerita de frutas vermelhas. O chef Sassá Saber também criou o sashimi de salmão em formato de rosa (R$ 19,90) para a ocasião.
Tantra
Durante o almoço ou jantar, as mulheres ganharão um shot da bebida amor perfeito. Para as refeições, o chef Eric Thomas sugere o mango shrimp (R$ 56), com camarões flambados com manga e gengibre.
Torero Valese
A cortesia escolhida para a ocasião foi a taça de sangria de cava Codorníu, que será servida para todas as mulheres. O cardápio – preparado pelo chef Juliano Vales – inclui o carpaccio de salmão marinado em limão-siciliano, azeite quente e alcaparrones (R$ 35,90) e o atum levemente grelhado com aspargos frescos e shiitake (R$ 39,90).
Secretário Idenir Cecchim em reunião com representantes da Assoc. Brasileira de Restaurantes. Foto: Ocimar Pereira/PMPA
Abordar a questão relativa aos alvarás dos estabelecimentos quanto ao horário de funcionamento dos bares e restaurantes após as 24h. Essa foi a pauta de reunião ocorrida no dia 4 de março, entre o secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio, Idenir Cecchim, e a diretoria da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)
Cecchim avaliou como positiva a reunião, no sentido de diferenciar os estabelecimentos que perturbam o sossego público após o horário de silêncio com uso irregular de som e gerando impacto negativo de vizinhança. “É preciso avaliar uma alternativa legal na legislação dos alvarás para bares e restaurantes que comprovadamente não causam transtornos aos moradores do entorno”, disse o secretário.
A reunião contou com as presenças do presidente da Abrasel RS, Pedro Hoffman, do coordenador jurídico da entidade, Luiz Antônio Rodrigues Silveira, e do coordenador executivo, Paulo Meira.
Em Porto Alegre, existem 3.451 alvarás emitidos para bares e 2.811 para restaurantes, conforme levantamento do Setor de Licenciamento da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic).
No período de 16 a 18 de março, acontece na capital da Paraíba o Encontro Abrasel João Pessoa. O evento reunirá empresários, fornecedores, prestadores de serviço, lideranças nacionais e locais do setor de alimentação fora do lar para discussões regionais com temas de extrema relevância para o segmento
O Encontro Abrasel contribui para o fortalecimento do setor nos estados, cria oportunidades de atualizar conhecimentos, gerar negócios para a região e aumentar o fluxo turístico nos estados. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Abrasel, Célio Salles, programação técnica oferecerá debates importantes para o desenvolvimento do setor. “Foi organizada também uma programação turística opcional que certamente atrairá muita gente para o Estado. Temos certeza que este Encontro, assim como os outros que realizamos em 2008 e 2009, será muito proveitoso e trará grandes novidades aos participantes. Quem for não se arrependerá”, garante.
O hotel oficial do evento, onde acontecerão as atividades do encontro será o famoso Tropical Tambaú, o maior hotel de João Pessoa, e um dos maiores do Nordeste.
MINI-CURSO
AZEITE & SABOR (Mini Curso e Degustação
Dia 17/03 (quarta-feira)
COZINHA SHOW
Dia 18/03 (Quinta-feira)
COZINHA SHOW
INVESTIMENTO:
O departamento de Tributação e Fiscalização Tributária da Prefeitura de Nova Mutum (MT) proibiu bares, lanchonetes e restaurantes de vender qualquer tipo de bebida (cerveja e ice) em embalagens de vidro conhecidas demoninadas long neck.
A informação consta em ofício circular que está sendo entregue a todos os estabelecimentos que se enquadram na referida categoria de atividade.
A prefeitura expõe que “a medida é necessária para a higiene pública” e está embasada “na lei complementar do Código de Postura do município, bem como no que se refere moralidade e sossego público”, situações estas também especificadas em artigos da referida lei. Quem não cumprir o comunicado ficará sujeito a multa e poderá ter o alvará de funcionamento da empresa suspenso.
De acordo com informações obtidas através da assessoria de Comunicação da prefeitura, a medida foi tomada mediante preocupação com a limpeza das vias públicas e com a própria segurança dos pedestres, “já que garrafas de vidro quebradas nas ruas, como muitas vezes é observado, pode ocasionar ferimentos aos pedestres ou mesmo danos materiais em veículos”.
O prefeito de São Luís, João Castelo, sancionou a Lei N° 5.268, de 13 de janeiro de 2010, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos bares e restaurantes de fornecer, sempre que solicitada, uma comanda impressa que permita o controle de consumo dos clientes no âmbito do município.O projeto de Lei é de autoria do vereador Francisco Viana (PSDB)
Segundo a Lei, a comanda impressa deverá ser feita em duas vias. Uma ficará de posse do cliente e outra de posse do funcionário do estabelecimento que o esteja atendendo. Segundo o autor da Lei, vereador Chico Viana, a iniciativa é muito importante no sentido de permitir um maior controle daquilo que está sendo consumido.
De acordo com o Art. 2º da Lei, as comandas serão utilizadas unicamente com a finalidade de facilitar o controle de consumo por parte do cliente e do estabelecimento e não podem ser consideradas documento fiscal.
Segundo a Lei, os bares e restaurantes de São Luís deverão fixar cartazes em suas dependências com a seguinte redação: “Estão disponíveis neste estabelecimento comandas para o controle de consumo dos clientes, conforme legislação vigente”.
A Lei diz ainda que as cartelas de consumo não deverão vir impressas com menções relativas à multa ou taxas abusivas cobradas por ocasião do seu extravio. O descumprimento da Lei acarretará ao infrator a multa de R$ 500,00 (quinhentos reais).
Proatur disponibilizará recursos para a construção, reforma e modernização do trade turístico nordestino
O trade turístico cearense terá, a partir de hoje, dia 03 de março, mais um incentivo para desenvolver a infraestrutura necessária a fim de suprir a demanda procedente da Copa do Mundo de 2014, da qual Fortaleza será uma das 12 cidades-sedes. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Ministério do Turismo (MTur) lançam, às 10h, o BNB Proatur Copa.
O programa de crédito, inserido no Programa de Apoio ao Turismo Regional (Proatur), com recursos advindos do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), disponibilizará R$ 100 milhões, apenas este ano, para as empresas privadas do Estado que realizam atividades no segmento turístico.
A iniciativa, que conta com a parceria dos governos estaduais do Nordeste, vem com o intuito de financiar investimentos e capital de giro para a construção, ampliação, reforma e modernização dos diversos empreendimentos ligados ao trade turístico, como hotéis, resorts, bares, restaurantes, empresas de transporte, lojas de suvenir´s, organizadoras de feiras e congressos, parques temáticos, museus e restauração de prédios históricos.
O BNB Proatur Copa custeia ainda outros itens ligados ao setor, como veículos automotores para o desempenho das atividades; máquinas e equipamentos; móveis e utensílios; aquisição, conversão, modernização, reforma ou reparação de embarcações no transporte turístico de passageiros; além de capacitação de mão-de-obra.
A importância do financiamento varia, também, de acordo com o tamanho do negócio. Para as micro e pequenas empresas, o Proatur financia 100% do desígnio, com taxas de juros de 6,75% ao ano. Nos empreendimentos de grande porte, o Banco do Nordeste financia entre 80% e 90% do projeto, aplicando 10% de juros ao ano.
De acordo com José Sydrião de Alencar, diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB, o pagamento do financiamento poderá ser feito em até cinco anos, no caso de empreendimentos de menor porte, e em vinte anos para grandes projetos, como construção de hotéis e resorts, por exemplo.
O prazo para início do pagamento do valor obtido é de seis meses após a liberação do recurso. “A facilidade para se adquirir o financiamento está maior. O banco está realizando isso da forma mais rápida possível, e está facilitando bastante as condições”, afirma o diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco. No Nordeste, o BNB Proatur Copa disponibilizará R$ 523 milhões este ano, mas os recursos serão crescentes até 2014.
As condições operacionais do Proatur serão divulgadas no lançamento do programa, cuja realização será no auditório do Gabinete da presidência do banco, no Passaré. O evento contará com a participarão do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e do ministro do Turismo, Luiz Barreto.
Barretto visita as obras do setor no Estado
Amanhã, dia 04, o ministro do Turismo Luiz Barretto estará no Ceará para acompanhar o andamento de obras com recursos do Ministério e lançar o programa de capacitação turística. A agenda inicia às 8h30 no Centro de Turismo. O local, que abriga a antiga Emcetur, enfim, encontra-se com sua reforma em fase final de acabamento, após dois meses de atraso na entrega.
Depois, às 9h30, Barretto vai conhecer o canteiro de obras do Centro de Eventos do Ceará (CEec) e, no auditório do Palácio Iracema, às 11h, lançará o conjunto de ações de qualificação para profissionais e empresários do turismo.
No início da tarde, às 14h30, o Ministro e o Secretário de Turismo do Estado, Bismark Maia irão conferir o andamento da obra de duplicação da CE 040, a principal rodovia do Litoral Leste. Haverá um sobrevôo no trecho já duplicado – entre o bairro de Messejana (em Fortaleza), e o entrocamento com a CE 453, na entrada do Iguape – e das obras em andamento da etapa Aquiraz / Beberibe, com pouso em Cascavel.
Cadeiras apreendidas no Peixinho Bar por estarem ocupando passeio público - foto Cristina Cabral - O Popular
Uma ação de fiscalização em bares e restaurantes de uma região nobre de Goiânia está causando polêmica. Em um dia foram recolhidas cadeiras e mesas que estavam em locais proibidos e aplicadas várias multas. Os donos de estabelecimentos reclamam que a ação foi exagerada. Ministério Público (MP) e outros órgãos envolvidos na operação justificam que apenas cumpriram a lei e garantem que ações semelhantes voltarão a ser feitas.
A motivação do trabalho, de acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico do Município (Sedem), teria sido a reclamações de moradores da vizinhança onde hoje estão instalados vários bares e restaurantes no Setor Marista. A área, originalmente residencial, foi ocupada por muitos bares e hoje é uma das principais referências da cidade no assunto.
Em 10 de fevereiro, a área de meio ambiente do MP convocou reunião com vários órgãos, incluindo Polícias Militar (PM) e Civil, Corpo de Bombeiros, Agência Municipal de Trânsito (AMT), Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Sedem, Vigilância Sanitária e Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. O tema foi aperfeiçoamento da fiscalização de eventos em Goiânia.
O bairro piloto escolhido para a ação conjunta foi o Setor Marista. No dia 18 de fevereiro foram acertados os últimos detalhes a respeito da operação. A data definida foi o dia seguinte, 19, uma sexta-feira, tradicionalmente uma das mais frequentadas da semana.
As equipes se reuniram no 1º Batalhão da PM e de lá seguiram, em carros e caminhões, para o destino. A primeira parada foi o Peixinho Bar, na Rua 1.135. Os fiscais da Sedem verificaram a documentação e descobriram que o estabelecimento não tinha autorização para ocupar parte da calçada. Com isso, 199 peças de cadeiras e mesas foram recolhidas e colocadas na carroceria de um caminhão. Estão recolhidas no depósito municipal e, para serem retiradas, dependem do pagamento de multa.
Dali, o grupo seguiu para outros bares. No Saccaria apreendeu outras duas mesas que estavam ocupando a calçada irregularmente. No Lokal foram encontrados produtos com o prazo de validade vencido. E a equipe seguiu adiante. Enquanto durou a operação, foram aplicadas multas por falta de licença de operação e a carros estacionados em locais proibidos. Também foram recolhidos cones que dificultavam a livre circulação nas ruas e impediam o estacionamento.
“Foi uma ação que seguiu os rigores legais. O resultado foi satisfatório. Nós iremos continuar agindo nesse sentido”, avisa a promotora Marta Moriya Loyola, da área de meio ambiente do MP, que coordenou a operação. O diretor de fiscalização da Sedem, Valfran Ribeiro, explicou que a ação do órgão é rotineira, mas que uma operação dessa envergadura é a primeira.
h3.Para Abrasel, exageros marcaram a operação
Para a seção goiana da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) a ampla ação da semana passada foi exagerada e fora de propósito. “Não somos contra a fiscalização dos irregulares. Mas somos contrários à forma como a ação foi executada”, afirma a diretora-executiva da entidade, Adriana Jota.
Ela cita o caso do Peixinho Bar, o primeiro a ser abordado no dia 19 passado. “No momento, o bar já estava cheio. Ali estavam famílias inteiras, com crianças. Tudo mundo ficou assustado com aquela movimentação de policiais e fiscais. Será que era preciso aquele aparato só para recolher mesas?”, reclama.
Ela acrescenta que a ação foi ofensiva contra um setor comercial que é um dos mais importantes de Goiânia. “Precisamos ser respeitados pela nossa importância. Nossos estabelecimentos são empresas legais e constituídas que geram empregos e renda”, ressalta.
A Abrasel quer se reunir com o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller. O POPULAR entrou em contato com a PM para saber sobre a atuação no caso, mas a assessoria de comunicação informou que foi apenas de apoio. “Quem estava à frente era o Ministério Público”, salientou o tenente-coronel Sérgio Katayama.
Foto: Marcos Negrini/Setec - MT
Projeto de lei que permite a bares, restaurantes e similares a cobrança de gorjeta de 20% sobre contas encerradas após as 23 horas poderá ser aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em reunião marcada para esta quarta-feira (3). A proposta é do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e receberá decisão terminativa da comissão
A proposta (PLS 472/09) prevê a cobrança de tal percentual pelos estabelecimentos quando o fechamento da conta for feito entre 23 horas de um dia e seis horas do dia seguinte. Atualmente, informou o autor, de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – decreto-lei 5.452/43), os estabelecimentos podem receber gorjetas equivalentes a dez por cento do valor das despesas do consumidor.
As gorjetas recebidas, determina ainda o projeto de lei de Crivella, constituirão a base de cálculo para outros direitos do trabalhador, como férias e décimo-terceiro salário. No entanto, pela proposta, esses valores não são considerados para o cálculo de aviso prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado.
Previdência
Também está na pauta da CAS, composta por 20 itens, e poderá ser votado nesta quarta-feira, o projeto de lei que pretende isentar da contribuição previdenciária para fins de custeio da seguridade os aposentados que voltarem a exercer atividade abrangida pelo Regime Geral da Previdência Social. A proposta (PLS 56/09), de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), também receberá decisão terminativa da comissão.
Emenda do relator, senador Paulo Duque (PMDB-RJ) estendeu o benefício aos servidores públicos aposentados que sejam filiados a regime próprio. A proposta atende os interesses de servidores aposentados que foram autorizados a permanecer no serviço quando admitidos por concurso público ou outra forma constitucionalmente permitida.
A reunião da CAS está marcada para as 11 horas, na sala 9 da ala Senador Alexandre Costa.
Fazer refeições fora de casa está cada vez mais incorporado à rotina dos brasileiros. No ano passado, esse hábito movimentou R$ 58 bilhões e o volume deve avançar mais 10% em 2010, como acontece há uma década, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia)
De acordo com um estudo da empresa de pesquisa de mercado GFK Brasil, 51% da população costuma comer fora com frequência, sendo que 23% faz suas refeições fora todos os dias, incluindo os finais de semana (isso representa a metade do que acontece nos Estados Unidos, onde mais de 50% dos gastos com alimentos são feitos na rua). O levantamento mostra, ainda, que o gasto médio semanal per capita no Brasil é de R$ 67,13 no almoço e de R$ 76,77 no jantar.
Há uma série de fatores para explicar o fenômeno. “A presença da mulher no mercado de trabalho, a urbanização acelerada do País e um ritmo de vida cada vez mais atribulado fazem com que o tempo para cozinhar em casa seja cada vez mais escasso”, diz Rodrigo Vassimon, vice-presidente da divisão de alimentação fora do lar da Unilever, que faturou US$ 4,5 bilhões em 2008. “Isso leva as pessoas a procurarem alternativas fora do lar para se alimentar”.
Por alternativas, entenda-se praticamente de tudo. Segundo Vassimon, o setor de alimentação fora de casa é muito pulverizado. Engloba desde o carrinho de cachorro-quente da esquina, cadeias de fast-food, bares e lanchonetes aos restaurantes de luxo, entre outros. “Essa dispersão exige um grande investimento em distribuição, que é o grande gargalo do setor”, diz Vassimon.
Dos menores aos maiores estabelecimentos, dos sujinhos aos cincos estrelas, esses fornecedores de refeições são clientes potenciais para as misturas de temperos, condimentos, sobremesas e caldos vendidos pela Unilever. “Vamos investir no lançamento de mais produtos nessa área”, diz Vassimon. “Nossa oferta ainda é reduzida em relação à de outros países”.
Para ele, as possibilidades de negócios são praticamente inesgotáveis no Brasil. Além do aquecimento da economia, Vassimon vê com entusiasmo as possibilidades geradas pela Copa do Mundo de 2014 e pelos Jogos Olímpicos de 2016, bem como o fluxo de turistas atraídos pelos eventos. “Deveremos crescer acima dos dois dígitos pelos próximos 20 anos”, afirma Vassimon.
José Patrício/AE - Fachada do bar Yakitori, em Moema, alvo de arrastão no último dia 7
Arrastões entre clientes têm sido comuns; este ano, foram 15 casos na Grande SP. Ladrões miram áreas nobres
O comerciante João Carlos não acreditou que escaparia da morte. À frente do China In Box – unidade Portal do Morumbi -, viu seu restaurante ser invadido por quatro ladrões em 17 de fevereiro. Além de levar o dinheiro do caixa, o grupo promoveu um arrastão entre os clientes. “Os assaltantes tinham revólveres e até facas”, lembra. O estabelecimento de João integra uma lista com 15 bares e restaurantes assaltados este ano – em 10 deles, os clientes também foram roubados. O número pode ser maior pois algumas vítimas não registram a ocorrência.
Dados consultados com policiais civis mostram que a maioria dos arrastões e roubos ocorre em regiões nobres da cidade, como os bairros de Vila Olímpia, Morumbi e Campo Belo, todos na zona sul, e por quadrilhas distintas. O sindicato do setor explica que, em 2009, os assaltos eram diferentes. Isso porque as quadrilhas exigiam o caixa do dia, em horários em que não havia mais clientes, por volta da meia-noite ou de madrugada. De dezembro para cá, bandidos têm preferido roubar quando a casa está cheia de clientes, pois levam também celulares, joias e carteiras.
Edson Pinto, diretor do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (SinHores-SP), diz que, no final do ano passado, a entidade chegou até a comentar o caso com o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. No encontro, que até então teria sido organizado para discutir a infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, teve o foco desviado para os roubos nos estabelecimentos. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública informou desconhecer o encontro na agenda do secretário.
MUDANÇA DE HÁBITO
Para o diretor do sindicato, a tendência é que os proprietários invistam na parte de segurança dos restaurantes e bares para garantir a tranquilidade dos clientes. “Do ano passado até agora, não é só o restaurante roubado. Infelizmente nossos clientes acabam sendo assaltados junto”. Segundo Edson Pinto, o setor está agindo com reforço de vigilantes e câmeras. Alguns improvisam e apelam para viaturas da Polícia Militar da área, para que atuem mais intensamente no patrulhamento das ruas.
Na opinião do especialista em segurança Felipe Gonçalves, criminosos têm dado preferência ao restaurante cheio para aproveitar e roubar também o cliente. “Eles aproveitam e levam também celular, palmtop, notebook, dinheiro e cartão bancário”. De acordo com Gonçalves, no restaurante acaba sendo relativamente fácil dominar as vítimas. “No geral, tem só duas entradas, uma principal e uma de serviços, aí o ladrão rende todo mundo, pega o dinheiro do caixa e dos fregueses”.
A Secretaria da Segurança Pública foi procurada para informar se houve aumento de casos em relação ao mesmo período do ano passado e orientou a reportagem a pesquisar as estatísticas no site. Mas nos índices o roubo a restaurantes e bares está diluído nos ataques a estabelecimentos comerciais da capital. Oficiais do 16º Batalhão disseram vão se manifestar sobre os arrastões próximos a uma base da Polícia Militar no Morumbi hoje.
DICAS DE SEGURANÇA
Membros do trade turístico e demais entidades ligadas ao ramo em Sergipe estiveram reunidos no dia 26 de fevereiro, na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia e do Turismo (Sedetec), onde participaram da primeira reunião de 2010 do Fórum Estadual do Turismo de Sergipe (Fortur).
Este primeiro encontro agrupou os presidentes de todas as comissões integrantes do Fórum, que tem como coordenadores representantes do setor privado. O Fortur é composto pela Comissão de Competitividade do Turismo, presidida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel); Comissão de Planejamento e Gestão, presidida pela Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH); Comissão de Promoção e Apoio à Comercialização, presidida pela Aracaju Convention & Visitors Bureau (AC&VB) e Comissão de Infraestrutura Básica e Turística, presidida pela Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav).
Todas as comissões já deixaram agendadas reuniões que acontecerão durante o mês de março. O objetivo é fazer com que no início de abril seja realizada a reunião ordinária do Fortur, já com as propostas das comissões.
Para o secretário do Turismo e presidente do Fortur, Jorge Santana, o encontro é um instrumento importante, tanto para o Governo, quanto para as demais partes interessadas. “Nosso desejo é que o Fórum seja atuante, propositivo, crítico e que faça cobranças ao Governo. Reuniões como essas são uma forma de fazer com que a agenda do Fortur seja ainda mais produtiva, trazendo para esse ambiente temas relevantes, a exemplo da malha aérea e do Centro de Convenções de Sergipe”, pontuou Santana.
O coordenador de Turismo da Sedetec, Joab Almeida, reforçou que o Fortur é uma boa oportunidade para dialogar, formular propostas. “Esse é o primeiro momento do ano em que as comissões de reúnem conjuntamente para discutir todos os compromissos que foram gerados. Temos a perspectiva de fazer a primeira reunião ordinária no início de abril, para levar o resultado do trabalho dessas comissões, verificar quais as ações priorizadas para o desenvolvimento do turismo de Sergipe e fortalecer outras ações que são prioridade para 2010, a exemplo do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur)”, informou.
Fortur
O Fórum Estadual de Turismo é a principal instância de governança do turismo no Estado, sendo responsável pela gestão do Plano de Turismo, pela discussão e apoio ao poder público e formulação da política de turismo. O Fortur é uma estrutura capaz de promover a discussão democrática entre os agentes públicos, trade turístico, empresários do setor e a sociedade civil organizada.
Os governos devem se empenhar mais para proteger funcionários de bares, restaurantes e locais de entretenimento do fumo passivo, e para restringir a publicidade e os patrocínios da indústria do tabaco, disse a Organização Mundial da Saúde.
Os países em desenvolvimento são as novas fronteiras das indústrias de cigarro, que costumam mirar especialmente mulheres e meninas, e os índices de tabagismo continuam elevados entre as pessoas pobres de países ricos, segundo a agência.
O fumo mata mais de 5 milhões de pessoas por ano no mundo, em decorrência de doenças cardiovasculares, câncer, diabete e outras enfermidades crônicas. Do total de vítimas, segundo a OMS, 600 mil são vítimas do fumo passivo.
“O mais alarmante de tudo é que o uso do tabaco está na verdade aumentando em muitos países em desenvolvimento. Se o Grande Tabaco (grandes empresas) está recuando em algumas partes do mundo, está em marcha em outras”, disse Margaret Chan, diretora-geral da OMS, numa reunião para avaliar a implementação de um importante tratado sobre o assunto que entrou em vigor há cinco anos.
“Todos nós sabemos que a indústria do tabaco é cruel, enganadora, rica e poderosa”, completou ela.
Normas foram divulgadas em comunicado conjunto com a Fifa, ontem, dia 25 de fevereiro
A Rede Globo esclarece ainda que TV Bandeirantes, Band Sports e ESPN (emissoras sublicenciadas da Rede Globo para a Copa do Mundo FIFA 2010) não poderão aprovar a realização de eventos públicos com a transmissão dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2010.
Vale ainda esclarecer que outras autorizações poderão ser oportunamente exigidas dos organizadores de eventos públicos, tais como autorizações municipais ou de outros entes públicos.
Pesquisa feita pela Abrasel mostra balanço negativo deste verão
A temporada frustrou as expectativas do segmento de bares e restaurantes no Litoral de Santa Catarina. É o que aponta a segunda etapa de pesquisa da Abrasel-SC com donos de cem restaurantes, ouvidos ao longo desta semana. Para 42% deles, o movimento de turistas foi menor do que no verão passado.
Fevereiro foi considerado pior, contrariando as previsões em torno do feriado de Carnaval. Em todas as regiões do Estado, 35% dos entrevistados avaliaram o mês de janeiro como melhor ou muito melhor do que no verão anterior, e apenas 28% disseram o mesmo sobre fevereiro.
O presidente da Abrasel-SC, Ézio Librizzi, aponta como um dos motivos para explicar o resultado ruim as fortes chuvas ocorridas em São Paulo e no Rio Grande do Sul. “Acreditamos que as chuvas causaram transtornos nos principais estados emissores de turistas, o que dificultou a vinda deles para veranear aqui” afirma.
Mesmo assim, gaúchos e paulistas continuam sendo os turistas com maior presença, segundo os estabelecimentos. Em Florianópolis, 29% dos bares e restaurantes afirmaram que havia uma grande quantidade de visitantes dos dois estados.
No Estado, a percepção de 28% dos empresários é que os gaúchos vieram em número maior este ano. Mais da metade dos estabelecimentos da Capital ainda afirmou ter atendido nesta temporada a mais visitantes estrangeiros.
Mais respostas negativas surgiram sobre o poder aquisitivo dos clientes. Dos entrevistados, 37% afirmaram que caiu neste verão.
Falta de mão-de-obra é uma das reclamações
Quando questionados sobre as dificuldades encontradas nessa temporada, os motivos mais lembrados pelos empresários continuam sendo os mesmos citados nas pesquisas anteriores: falta de mão-de-obra qualificada e a deficiência no sistema viário e na infraestrutura.
Para 40% dos entrevistados da Capital, a principal reclamação continua sendo o trânsito. No Norte do Estado, 42% consideraram como maior dificuldade a formação de uma equipe qualificada para atender a demanda. Dos entrevistados no Estado, 15% destacaram a infraestrutura como um agravante, tendo como consequência as quedas de energia e falta de água durante o verão.
A pesquisa engloba estabelecimentos dos litorais Norte, Sul, Central e das principais regiões da Capital, como Lagoa da Conceição, Ilha-Centro, Ilha-Norte e Ilha-Sul.
Fifa recua, mas estabelecimentos não podem usar marcas marcas oficiais da Fifa ou da competição. A decisão foi divulgada ontem, 25 de fevereiro, em comunicado junto com a TV Globo, detentora no Brasil dos direitos de transmissão dos jogos
Para a alegria dos torcedores e dos donos de bares, restaurantes e shoppings, a Fifa voltou atrás e vai permitir a transmissão dos jogos da Copa do Mundo em TV ou telões de estabelecimentos e eventos públicos. A decisão foi divulgada ontem em comunicado junto com a TV Globo, detentora no Brasil dos direitos de transmissão da competição.
“Eu já esperava por isso, toda Copa é assim. Primeiro a Fifa proíbe e depois sempre volta atrás”, afirmou Ricardo Ferreira, um dos organizadores do Alzirão, a tradicional festa que reúne os torcedores na Rua Alzira Brandão, na Tijuca, durante os jogos da Seleção.
Mas, no comunicado, a federação também impôs certas condições para a transmissão das partidas, como a não-utilização das marcas oficiais da Fifa ou da competição.
Para o gerente de Comunicação da TV Globo, Ricardo Frota, isso não vai impedir que as pessoas enfeitem as ruas para a Copa. “A preocupação da Fifa é evitar o uso comercial dos símbolos da competição”, alerta Frota, que garante que o torcedor que organiza a festa só para comemorar e se divertir poderá enfeitar os bairros, como sempre acontece em ano de Copa do Mundo.
A emissora assume uma postura diferenciada da Copa de 2006, quando proibiu a exibição das partidas em bares e restaurantes, por exemplo. Dessa vez, a Globo exige apenas que as partidas sejam veiculadas incluindo todos os intervalos comerciais e anúncios de patrocínio.
Não será permitida a cobrança de ingressos ao público; a realização de promoções comerciais e comercializar qualquer tipo de patrocínio relacionado à exibição.
O comunicado explica ainda que a TV Bandeirantes, Band Sport e ESPN – emissoras sublicenciadas da Rede Globo para a Copa do Mundo Fifa 2010 – não poderão aprovar a realização de eventos públicos com a transmissão dos jogos.
Mesmo com as regras, o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio, Alexandre Sampaio, comemorou a decisão. “Esta medida vai beneficiar o setor de bares e restaurantes”, afirma Sampaio. Ele lembra que a Copa acontece em uma época em que a cidade não recebe muitos turistas. Por isso, a reunião dos amigos para assistir às partidas ajuda a aumentar a receita dos estabelecimentos.
Na imagem Tiago Renato dos Santos, de 23 anos, um dos primeiros a ser atendidos no Mutirão. Foto: Valdecir Galor
O Mutirão do Emprego na Praça Rui Barbosa - promovido pela Prefeitura de Curitiba em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego, Conselho Municipal do Emprego e Relações do Trabalho (Cmert) e Ministério do Trabalho - atendeu nesta quarta-feira (24), 5 mil trabalhadores, que foram encaminhados para entrevistas de emprego nas empresas com vagas abertas e cadastradas no Sistema Nacional do Emprego (Sine) em Curitiba. Mais 400 trabalhadores fizeram inscrições para cursos que serão oferecidos pela Abrasel Paraná
Foram recebidos mais de 10 mil currículos de trabalhadores, que passarão por uma triagem da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego e da Agência do Trabalhador, verificando o perfil dos interessados e encaminhando para novas vagas. Também foram inscritos 700 jovens de 16 a 29 anos para cursos do Projovem, que serão oferecidos a partir de abril, para diversas áreas como cabeleireiro, corte e costura e auxiliar administrativo.
Mais 400 trabalhadores fizeram inscrições para cursos que serão oferecidos pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), e vão preparar mão-de-obra para futuras vagas nos mais de 15.000 estabelecimentos em Curitiba e Região Metropolitana. Os cursos serão de três meses de duração, em média, e serão gratuitos.
O objetivo do Mutirão é preencher o maior número possível de vagas não preenchidas no Sine em Curitiba, que chegam a 6.000 por mês, em média. “Temos certeza de que o resultado do encaminhamento desses trabalhadores será um número muito grande de contratações. Os mutirões do emprego que promovemos em 2009 alcançaram excelentes resultados de empregabilidade. Por isso reforçamos esse modelo e fizemos novas parcerias com empresas e entidades que atuam na área de recursos humanos”, afirmou o prefeito Beto Richa.
Os números do sistema público do emprego mostram que o ano de 2010 começou com o mercado de intermediação de mão-de-obra bastante aquecido em Curitiba. Em janeiro, a Agência do Trabalhador recebeu 14.954 inscrições de trabalhadores e teve 9.662 vagas de emprego abertas. Destas, 1.800 foram preenchidas.
“Certamente em breve teremos novas mutirões. Esse é um esforço extra para promover um encontro entre as pessoas que procuram emprego e as vagas disponíveis, que são muitas na nossa cidade”, explicou o secretário do Trabalho e Emprego, Jorge Bernardo.
É nisso que aposta Tiago Renato dos Santos, de 23 anos, um dos primeiros a ser atendido no Mutirão. A empresa em que ele trabalhava como auxiliar de logística reduziu o número de funcionários e o dispensou seis meses atrás. Desde então ele procura outra oportunidade, mas foi com o Mutirão que as esperanças se renovaram. “Acho que até a Páscoa estarei firme num novo trabalho”, afirmou o jovem, que mora em Piraquara e também tem experiência como operador de empilhadeira e auxiliar de cozinha.
Ainda mais otimista ficou Jucimara Aparecida Poss, de 25 anos, moradora do Cajuru, que há dois meses procura um novo emprego como operadora de caixa. “Até o fim de semana quero estar com a carteira assinada outra vez”, disse a jovem, que procura trabalho na área de vendas ou como operadora de telemarketing.
Serviço funciona de segunda à sexta das 10h às 18h pelo 0800 77 171 04. Denúncias vão auxiliar nas investigações da CPI da Gorjeta
Desde o dia 18 deste mês, garçons, atendentes e outros funcionários contam com um serviço para denunciar bares, restaurantes, choperias e demais estabelecimentos ligados à gastronomia e hospedagem de São Paulo que não fazem o repasse da gorjeta – os 10% que são cobrados a mais nas contas apresentadas aos clientes.
De acordo com a lei, a cobrança da gorjeta não é obrigatória, mas, quando é feita, o estabelecimento comercial é obrigado a repassar o valor integralmente aos funcionários, que fazem o rateio do montante arrecadado.
A iniciativa do Disque Gorjeta Denúncia (0800 77 171 04) é do Sindicato dos Trabalhadores em Gastronomia e Hospedagem de São Paulo e Região (Sinthoresp), que representa cerca de 300 mil trabalhadores de 35 cidades da Grande São Paulo. O serviço funciona de segunda à sexta das 10h às 18h.
Andréa Heczel, diretora do departamento jurídico do Sinthoresp e responsável pelo recebimento das denúncias, disse que o serviço vai ajudar nas investigações que deverão ser realizadas pela CPI da Gorjeta, que está na pauta da Assembleia Legislativa de São Paulo. “Estamos recebendo uma média de oito a dez denúncias por dia”, disse.
Segundo ela, a maioria das denúncias são de dois tipos: quando a casa não repassa a gorjeta ou quando não repassa de forma correta. “Este segundo caso é porque a gorjeta complementa o salário e forma um rendimento mensal variável. Então o dono do estabelecimento tem de repassar também todos os benefícios ao trabalhador com base no valor deste rendimento”, afirmou Heczel.
O G1 conversou com um dos garçons que apresentaram uma denúncia por meio do telefone disponibilizado pelo sindicato. Ele trabalha há quatro anos em uma churrascaria de Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo. Apesar de acrescer os 10% nas contas dos clientes, a churrascaria não repassa a gorjeta aos funcionários.
“Só pagam o piso salarial da categoria. E a gente não pode nem conversar sobre isso, nem questionar, porque ameaçam demitir. Quando alguém questiona, eles repreendem”, contou.
Até mesmo quando recebem gratificações em dinheiro dos clientes os garçons são obrigados a entregar o valor para a churrascaria. “Eles colocam os mâitres para fiscalizar quem recebe a gorjeta em mãos e para recolher o dinheiro”, relatou o garçom. Segundo ele, como não há qualquer fiscalização, os proprietários da churrascaria alegam que não fazem a cobrança dos 10%.
De acordo com Andréa Heczel, o disque denúncia também está disponível para clientes destes estabelecimentos comerciais. Em outra denúncia, feita por meio de mensagem eletrônica, por exemplo, um consumidor explicou de que maneira um restaurante que integra uma rede especializada em servir pratos com frango adultera as notas fiscais para não repassar o valor da gorjeta aos garçons.
Depois de receber a conta e de autorizar o acréscimo dos 10% pelos bons serviços prestados pelo garçom, o cliente pediu a emissão da nota fiscal, para poder utilizar os benefícios concedidos pelo programa Nota Fiscal Paulista, do governo do estado.
De acordo com ele, no entanto, o débito foi feito pelo total (consumo + gorjeta), mas o valor da nota fiscal emitida apresentou o total da conta (consumo + gorjeta) e ainda um valor indicado como “devolução”, que, segundo o cliente, tinha o mesmo valor da gorjeta.
O consumidor chegou a questionar o gerente do restaurante se não havia engano na nota fiscal, já que não havia recebido qualquer troco, e o funcionário da casa explicou a ele que a tal devolução dizia respeito mesmo à gorjeta. De acordo com Andréa Heczel, esta é uma das maneiras utilizadas pelos empresários para evitar o repasse da gorjeta. “Para mascarar a cobrança, eles colocam outro nome nos recibos”, explicou.
Aos poucos, os empresários começam a se conscientizar da importância de cumprir a lei. Uma das cadeias mais famosas de hotéis e restaurantes, responsável por recepcionar as principais estrelas internacionais, já se antecipou e fez um acordo com o Sinthoresp para regularizar essa questão. ”_ Os trabalhadores terão a taxa de serviço registrada em carteira e parte deste valor será descontado para o pagamento de impostos_”, disse Francisco Calasans, presidente do sindicato.
Moradores de Florianópolis pagam em média R$ 17,90 por refeição. O presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel e conselheiro da seccional catarinense, Célio Salles, discorda da pesquisa e a considera incompleta. Ele diz que os critérios não são claros, mas concorda com a grande variação dos preços em Florianópolis
Santa Catarina tem o prato de comida mais caro e o mais barato do Sul do país. Enquanto os florianopolitanos pagam R$ 17,90 por refeição, em média, quem mora em Blumenau desembolsa apenas R$ 12,40. Joinville tem a segunda refeição mais cara da região (R$ 16,70) – R$ 0,10 a mais que em Porto Alegre. Os curitibanos gastam R$ 13,40.
Os dados são da pesquisa anual da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert). O presidente da Assert, Artur Almeida, lembra que em Florianópolis há uma grande variação de preços, por ser uma cidade turística.
Os pratos mais populares custam R$ 9,40, os executivos R$ 18,80 e os a la carte chegam a R$ 30. Almeida compara a situação ao Rio de Janeiro, onde os preços também ficam mais salgados no verão.
O presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel e conselheiro da seccional catarinense (Abrasel/SC), Célio Salles,Célio Salles, discorda da pesquisa e a considera incompleta. Diz que os critérios não são claros, mas concorda com a grande variação dos preços em Florianópolis.
Ele cita restaurantes que oferecem pratos feitos a R$ 3,90 no Centro da Capital, enquanto nos restaurantes por quilo se gasta entre R$ 10 e R$ 12, em média.
É o que a publicitária Aline Neves, 30 anos, costuma gastar. Ela não recebe vale refeição, mas sim uma ajuda de custo mensal, de R$ 150, em média. Moradora da Capital, sabe que o custo de vida na cidade é alto. “A gente se surpreende quando vai a outra cidade maior e tem preços menores, como Curitiba ou Porto Alegre. Aqui não é grande metrópole”, constata.
Salles explica que o custo é composto por 40% de insumos (alimentos), 12% de carga tributária, 25% com funcionários, entre 10% a 12% com aluguel e o restante é a margem de lucro, considerada “apertada”. O conselheiro acredita que a carga tributária é o que mais pesa no orçamento, porque empresas estão se profissionalizando. “É um ambiente de hiperconcorrência” — constata.
Há 20 anos no mercado, o proprietário da rede de restaurantes Mirante’s, Maurício João Lourenço, com 12 estabelecimentos na Capital, afirma que trabalha no limite e tem margem mínima de lucro de 10%, para não perder o cliente. Cobra R$ 25,90 o quilo e costuma reajustar os preços entre 5% a 7% por ano.
O proprietário do Fratellanza, Sylvio D’Alascio Junior, trabalha há 19 anos com restaurante e não acha seu preço fora do mercado. Ele cobra R$ 22,90 por quilo e costuma reajustar R$ 1 por ano. “Não dá para aumentar muito em função da concorrência”, observa.
No país, a pesquisa mostra que o preço das refeições é 45% mais alto que a média dos tíquetes oferecidos pelas empresas, cerca de R$ 10. O brasileiro paga, em média, R$ 18,20 por prato.
A região Sul é onde se gasta menos para se alimentar fora de casa (R$ 15,40). Em primeiro lugar está a região Sudeste (R$ 19,10), seguida da Centro-Oeste (R$ 19,10), Norte (R$ 16,90) e Nordeste (R$ 15,60), nesta ordem.
O estudo da Assert, realizado anualmente desde 2003, foi apurado pelo Instituo Análise. As cidades foram escolhidas pela movimentação de vouchers (vales). Almeida explica que Santa Catarina teve três municípios listados, porque ao contrário de outros estados, só a Capital não é suficiente para uma análise, já que Joinville e Blumenau tem importância fundamental.
A pesquisa ouviu 3.224 estabelecimentos em todo o país, entre 23 de novembro a 18 de dezembro de 2009. Foram consultados os restaurantes que oferecem prato feito ou comercial, autosserviço (por quilo ou preço fixo), prato executivo e a la carte. Todos tinham que aceitar pelo menos um sistema de vale refeição, de empresas filiadas ou não à associação.
As refeições incluem prato principal, uma bebida não alcoólica, sobremesa e café. O objetivo foi identificar os preços para que as empresas possam avaliar o valor do benefício que concedem aos seus funcionários.
O presidente da Assert, Artur Almeida, explica que a pesquisa não deve ser entendida como um índice econômico, e sim como um retrato do momento. Tanto que Florianópolis já figurou na terceira posição nacional do prato mais caro em 2008, e hoje está em 8°. Mas de lá para cá, o universo de estabelecimentos pesquisados aumentou. “É um parâmetro. As empresas nos procuram para as negociações trabalhistas, porque sabem a inflação oficial, mas não os preços praticados no mercado”, explica Almeida.
Mesmo com a inflação controlada, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,3%, abaixo dos 4,5% previstos pelo governo, a refeição fora do lar foi o que mais impactou nesse índice, aumentando 9,05% em 2009, segundo o IBGE.
Almeida afirma que, apesar da redução de preços de itens como arroz e feijão, houve aumentos significativos, como as tarifas públicas, o salário mínimo, as bebidas e alguns hortifruti afetados pelas chuvas no final do ano passado. Ele acredita que os preços devem ficar estáveis ou até subir mais, devido à lei da oferta e procura, com o aquecimento da economia.
O 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), recebeu na tarde desta quarta-feira (24) representantes da Associação Nacional dos Departamentos de Trânsito (AND). Eles defendem mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, como o maior rigor nas punições decorrentes da Lei Seca e a inclusão de um assento para essa associação no Conselho Nacional de Trânsito.
“É preciso aperfeiçoar o código visando à aplicabilidade de algumas leis, como é o caso da Lei Seca”, declarou a presidente da AND, Mônica Melo, referindo-se à Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008.
Segundo Mônica, “há no caso da Lei Seca um processo administrativo perfeito e acabado, mas é preciso avançar mais na questão penal”. Como exemplo, ela citou a sugestão de confirmar a embriaguez dos motoristas que se recusam a fazer o “teste do bafômetro”, desde que haja algum tipo de prova – como a testemunhal – ou mediante a realização de exames.
“Hoje, quando alguém se recusa a fazer o teste, não há consequências”, observou ela.
Representante no Contran
Ao defender um assento para a AND no Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Mônica argumentou que os órgãos estaduais que participam da execução direta, “no dia a dia”, da legislação de trânsito precisam participar do conselho. “E a AND congrega esses órgãos e entidades”, disse ela.
Mônica Melo lembrou que existem diversos projetos de lei, tramitando na Câmara e no Senado, que modificam o código de trânsito. E ressaltou que as sugestões da AND, antes de serem apresentadas nesta quarta ao 1º vice-presidente do Senado, já haviam sido apresentadas à Câmara. “Nossa expectativa é que o Senado agilize a tramitação das propostas que estão nesta Casa”, disse ela
Aproveite os preços acessíveis das casas participantes dessa semana gastronômica para saborear temperos surpreendentes
No dia primeiro de março começa a maratona gastronômica que agita os paladares dos paulistanos. Esse ano, a sexta edição do São Paulo Restaurant Week, que segue até o dia 14 do mesmo mês, contará com 200 estabelecimentos cadastrados. Para quem não está familiarizado, o SPRW é a semana (dessa vez serão duas) em que restaurantes criam um cardápio especialmente formulado para o evento, que inclui entrada, prato principal e sobremesa por um preço fechado.
No almoço, a refeição sai por 27,50 e no jantar 39,00. A esse valor, some um real, contribuição destinada para a fundação Ação Criança. E para não levar susto na hora de pagar a conta, vale lembrar que couvert, bebidas e 10% não estão incluídos.
Mas, não são apenas os preços atrativos que fazem desse um evento imperdível. Com restaurantes variados – dos estrelados, aos tradicionais e aqueles que estão despontando – o SPRW é também uma excelente oportunidade para experimentar comidas diferentes.
Quem nunca provou o sabor do zahtar, condimento bastante usado no Oriente Médio, ainda não comeu o pão pan indiano acompanhado de chutney nem se deliciou com uma receita tailandesa de arroz de jasmim, pode aproveitar o evento para saborear esses e outros elementos de diferentes cozinhas internacionais.
Marcada pela diversidade, a sexta edição do REstaurant Week conta com casas especializadas em cozinha indiana, árabe, tailandesa, judaica e até nipo peruana – além dos tradicionais restaurantes japoneses, italianos e franceses.
Para Andrea Esquivel, especialista em Gastroenterologia e Gastronomia, o Restaurant Week é a oportunidade ideal para perder o medo de conhecer cozinhas que trabalham com ingredientes com os quais não estamos habituados. “As pessoas temem pagar caro por algo que podem eventualmente não gostar”, diz. Para clientes com esse perfil, o evento representa a oportunidade para se aventurar por terras desconhecidas, sabendo exatamente quanto irá despender ao embarcar nessa, acredita Andrea.
Segundo Henrique Almeida, proprietário do Hitam, casa especializada em comida indiana, tailandesa e brasileira, não há o que temer. “Os restaurantes com pratos internacionais adaptam as receitas para o paladar do seu público-alvo, nesses casos os paulistanos”, afirma.
“Isso significa fazer pequenas alterações nas receitas, para aproximá-las do gosto de quem será servido”. Henrique revela pequenas sutilezas das quais faz uso para não causar estranhamento. “Em alguns pratos usamos menos coentro, uma especiaria com a qual o brasileiro não está acostumado, do que pedem as receitas tradicionais. Também controlamos a quantidade de cardamomo, condimento presente na receita do lassi indiano”.
Por fim, Andrea defende a ideia de que esses estabelecimentos merecem ser prestigiados. “Cerca de 65% dos restaurantes, bares e afins fecham no primeiro ano. E só 5% continua aberto depois de cinco”, diz. “Por isso é importante valorizar a iniciativa daqueles que trazem a sua cidade, um pouco da cultura, hábito e sabores de um outro país através da gastronomia”, conclui a especialista.
Veja as dicas para quem vai explorar uma culinária exótica pela primeira vez
Relação dos estabelecimentos da edição de verão 2010 do São Paulo Restaurant Week com culinária incomum:
Ak Delicatessen (cozinha judaica)
http://www.akdelicatessen.com.br
Rua Mato Grosso, 450, Higienópolis, tel. 0XX11 3231-4497
Arábia (cozinha árabe)
http://www.arabia.com.br
Rua Haddock Lobo,1397, Jardins, tel. 0xx11 3061-2203
Ban Kao (cozinha tailandesa)
http://www.bankao.com.br
Rua Manuel Guedes 444, Itaim, tel. 0XX11 3168-0662
Farabbud (cozinha árabe)
http://www.farabbud.com.br
Alameda dos Anapurus, 1253, Moema, tel. 0XX11 5054-1648
Ganesh (cozinha indiana)
http://www.ganesh.com.br
Avenida Roque Petroni Jr, 1089, Shop. Morumbi, Brooklin, tel. 0XX11 5181-4748
Govinda (cozinha indiana)
http://www.govindarestaurante.com.br
Rua Princesa Isabel, 379 – Brooklin, tel. 0XX11 5092-4816
Hitam (cozinha indiana, tailandesa e brasileira)
http://www.hitam.com.br
Rua Aurea – 333 – Vila Mariana, tel. 0XX11 5082-4589
Shimo (cozinha nipo-peruana)
http://www.shimo.com.br
Rua Jerônimo da Veiga, 74, Jardim Europa, tel. 0XX11 3167-2222
Tandoor (cozinha indiana)
http://www.tandoor.com.br
Rua Doutor Rafael de Barros, 408, Paraíso, tel. 0xx11 3885-9470
Thai Gardens (cozinha tailandesa)
http://www.thaigardensbrasil.com.br
Avenida Nove de Julho, 5871, Jardim Paulista, tel. 0XX11 3073-1507
Arena Gastronômica da Abrasel PE - foto:Paloma Amorim
Pelo quarto ano, a Prefeitura do Recife montou a Arena Gastronômica, uma praça de alimentação no foco da folia, com a coordenação da Abrasel-PE.
Em sua 4ª edição, a Arena Gastronômica, na Central de Serviços do Carnaval Multicultural do Recife, no Terminal 12 – Marco Zero do Recife Antigo, superou a expectativa. De acordo com estimativas da Abrasel-PE, 255 mil pessoas circularam pelo espaço durante os 12 dias de funcionamento, entre a sexta-feira, 05 de fevereiro e a terça-feira gorda, 16 de fevereiro. A movimentação gerou um faturamento de cerca de R$ 242 mil, um acréscimo de 10% em relação a edição de 2009. A ação da Prefeitura do Recife sob a coordenação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE) contou com a participação dos restaurantes Oficina do Sabor, Bar da Fava, Tabuleiro, Steffano, Top Café, Dona Preta, Hakata, Arte Café e Natrielle.
Segundo o diretor executivo da Abrasel-PE, Valter Jarocki, a expectativa é que o espaço aumente a cada ano. “Oferecemos um serviço de qualidade. Todos os restaurantes que instalamos no local adotaram diversas medidas de higiene e contamos, ainda, com fiscais que garantiram o bom funcionamento do espaço. Além de um lugar confortável para comer e assistir aos shows, os foliões puderam encontrar no local alimentos seguros. E isso é muito importante”, explicou. Além disso, o fato da Central de Serviços do Carnaval Multicultural do recife ser um espaço aberto desde a semana pré-carnavalesca faz com que as pessoas conheçam o local antes do Carnaval, havendo uma maior divulgação do espaço.
Para Naoko Le Hir, proprietária do restaurante Hakata, valeu a pena, sim, participar da Arena Gastronômica. Esta já é a segunda participação do restaurante na Arena, que mais uma vez garantiu resultados positivos. “A aceitabilidade da gastronomia oriental foi muito boa. Utilizamos uma média de 80 kg de pepino japonês no preparo do sunomono, um dos pratos mais vendidos nestes dias de carnaval”.
O restaurante Oficina do Sabor, que estreou na Arena este ano, também comemora a movimentação do espaço. “Como novato naquela estrutura, percebemos a importância de receber os turistas e foliões com qualidade e conforto. A experiência foi bastante válida”, aponta o Chef e proprietário do restaurante César Santos. No espaço, estavam disponibilizadas 90 mesas para acomodar uma média de 360 pessoas sentadas, mas o fluxo foi intenso também nos balcões dos restaurantes participantes.
Dos 21 grupos analisados pelo Índice de Preços no Varejo, 14 finalizaram janeiro com preços mais elevados O impacto das fortes chuvas na Região Sudeste fez com que os preços de alimentos nos supermercados, em janeiro, sofressem alta, de acordo com o Índice de Preços no Varejo (IPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) - indicador, que avalia os preços dos setores do comércio na cidade de São Paulo.
No mês passado, o IPV começou com alta de 0,63% em comparação a dezembro, que por sua vez havia registrado queda de 0,05% em relação a novembro. A alta de 0,63% foi a maior registrada pelo indicador desde junho de 2008, quando o IPV subiu 1,25%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula aumento de 1,30%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, 14 finalizaram janeiro com preços mais elevados.
O setor de Supermercados apresentou alta de 1,02% em janeiro, ante dezembro, invertendo a queda de 0,69% registrada em dezembro. Com ponderação de 32,02% na formação do índice, foi o fator mais relevante para a expansão do IPV. A alta do setor supermercadista se justifica por fatores sazonais, como excesso de chuvas e de umidade registrada em diversas áreas do País, sobretudo no Estado de São Paulo, comprometendo a safra de diversos produtos, caso de Verduras (12,98%), Tubérculos (4,70%) e Frutas (3,89%). Outros produtos que tiveram aumento de preço foram: Pescados (3,49%), Leites (3,38%) e Cereais (3,36%).
“Os produtos alimentícios devem continuar influenciando o aumento no índice geral por conta do excesso de chuvas, que prejudica o andamento de algumas safras”, vê Júlia Ximenes, economista da Fecomercio. Também impactado pelas chuvas, o setor de Feiras viu alta de 4,44% em janeiro, enquanto em dezembro, o índice se posicionou em 2,18%.
O projeto de Lei n° 328/2009 de autoria dos vereadores Sandra Lúcia Graça Recco e Marcelo Belinati Martins foi aprovado no dia 04 de janeiro de 2010, tornando a Abrasel Londrina uma entidade de Utilidade Pública
Este título significa o reconhecimento ao trabalho da entidade como útil, valioso e importante para o setor, coletividade e sociedade. O cumprimento das exigências legais contribuiu para a obtenção do título pela associação. Entretando, foi fator fundamental a realização de eventos e cursos com foco na qualificação e fomento do setor, além da preocupação com o meio ambiente. Ficou evidenciado, desta forma, a valiosa contribuição da entidade para a comunidade londrinense.
A sustentação da condição de utilidade pública depende da comprovação da realização de atividades, sem o intuito lucrativo, de objetivo social, ambiental e educacional voltados para o bem-estar e desenvolvimento da sociedade e do setor. Em termos práticos, a Abrasel Londrina deverá apresentar até o dia 30 de abril de cada ano, relatório dos serviços prestados no ano anterior.
Birra Moretti, da Itália
A Femsa está trazendo ao Brasil cinco cervejas européias que integram o portfólio internacional da Heineken. Amstel Pulse (da Holanda), Birra Moretti (Itália), Edelweiss (Áustria), Murphy's Irish Stout e Murphy's Irish Red, ambas da Irlanda, são marcas com mais de 100 anos de tradição e, a partir de agora, devem integrar o segmento premium brasileiro.
Segundo o diretor de Marketing da Femsa Cerveja Brasil, Ricardo Morici, a chegada dessas cervejas ao País estava sendo programada pela Femsa há aproximadamente um ano e meio, e não tem relação direta com a compra da divisão de cervejas da Femsa no Brasil pela empresa holandesa. Antes da operação, anunciada em janeiro, a Heineken já possuía 17% de participação na Femsa Cerveja Brasil.
De acordo com o executivo, a Femsa avaliou, dentro do portfólio da Heineken, quais marcas teriam espaço no Brasil. Escolhidas as cervejas que seriam trazidas ao País, a companhia iniciou o processo para autorizar as importações.
O lançamento é nacional, mas Morici informou que a distribuição deve ser focada em grandes metrópoles e algumas marcas devem ser mais direcionadas para as regiões Sul e Sudeste do País. A distribuição também será principalmente direcionada a restaurantes, bares especializados e supermercados voltados para a classe A e AA.
De acordo com o executivo da Femsa, o segmento premium responde por 1% do volume total de cerveja comercializado no País. Em faturamento, a participação seria de 1,5%, com esse nicho movimentando aproximadamente R$ 300 milhões por ano, ante R$ 20 bilhões de todo o mercado de cerveja.
Na Europa Ocidental, as cervejas premium chegam a representar 40% do setor. Na Argentina, essa participação seria de 10% e no Chile, de 8,5%. “Acredito que, no médio e longo prazo, podemos alcançar uma fatia em linha com a América Latina”, disse o executivo. Para ele, trazer novas opções de produtos para o consumidor deve ajudar a desenvolver o segmento premium no País.
Donos de bares de Alagoas acham que secretaria vai jogar dinheiro fora e onda de violência vai continuar
Implantada em 2007, com o aval do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e sinal verde da Secretaria de Defesa Social, a Lei Seca que tinha como objetivo minimizar a onda de criminalidade foi um fracasso. Tanto que acabou sendo desativada em nome de uma realidade que a polícia não admite, que é o alto índice de violência em Alagoas.
Quando entrou em vigor, pelo menos cinco bairros considerados violentos pelos estudiosos da criminalidade ficaram na mira das polícias Civil e Militar. Na época, o plano era fiscalizar as áreas diariamente com o apoio do Juizado de Menores e Vigilância Sanitária. A intenção era das melhores. Contudo, com um aparelho policial desestruturado e sem um efetivo para partir para o enfrentamento, a lei morreu na mesa dos bares.
O plano piloto colocado em prática pela secretaria de Defesa Social escolheu na fase de estréia da Lei Seca o bairro do Tabuleiro do Martins levando em consi-deração o alto número de homicídios, segundo dados do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, órgão subordinado a Defesa Social. A polícia fala em 70% na redução de assassinatos. Mas o IML continuou recebendo pilhas e pilhas de corpos mutilados em emboscadas.
A Lei Seca determinava que das 23h e 5h a venda de bebida alcoólica estava suspensa e quem não cumprisse seria preso e o estabelecimento fechado com o pagamento de multa. Nos primeiros dias a população teve que se acostumar com a lei. As viaturas eram estacionadas nas portas dos bares como forma de intimidar o comerciante e lembrar que lei é para se cumprir.
É evidente que nos dois primeiros meses a Lei Seca foi respeitada. Mas, depois descambou para a vulgaridade. É que membros da própria polícia nas horas de folga passaram a não respeitar os colegas escalados para fiscalizar os bares. Ocorreram alguns incidentes sendo necessário a interferência de delegados. Depois surgiram denúncias de pagamentos de propinas a maus policiais e a noite virou uma grande farra. A Defesa Social em vez de reativar a Lei Seca deve mandar para as ruas policiais que trabalham em gabinetes e não sonhar que se reduzir o consumo de bebidas vai efetivamente diminuir o número de homicídios. O que reduz a matança é uma polícia preparada e com condição de operacionalizar trabalhando com seriedade.
A volta da Lei Seca, a exemplo da sua primeira edição, deve ganhar espaço na mídia e muitas promessas de redução de assassinatos. A população contudo, precisa está alerta para a manipulação das estatísticas criminais. É claro que a vaidade na SDS não vai permitor que dados alarmantes sejam divulgados.
Reativação causa polêmica – Como a Lei Seca fracassou em sua primeira tentativa de reduzir a onda de violência, a população está de olho em seus resultados. É que dá primeira vez os policiais de forma discreta priorizaram os bares da zona nobre de Maceió. É, claro, afastando os consumidores problemas dos bares e restaurantes da orla marítima passaram a proteger os burgueses de Ponta Verde, Pajuçara, Farol e Cruz das Almas, que mesmo tendo que cumprir regras impostas pela lei não levaram muito a sério o objetivo. Já na chamada área pobre da cidade a imposição e perseguição funcionou. Mas, o fato é que muitos comerciantes não acreditam que a lei possa resolver a questão da criminalidade.
Alguns esperam que a medida seja para todos e que os grandes empresários também sejam punidos na forma da lei. “É uma questão de respeito a todos sem discriminação”, diz um dono de bar. A lei na verdade tem como seu principal objetivo evitar a onda de violência que toma conta da capital e interiores alagoanos. E mais, inibir a ação de bandidos que praticam assaltos a estabelecimentos comerciais. Não se sabe contudo, se as policias Civil e Militar terão desta vez condição de usar seus efetivos e fazer cumprir o que determina os princípios da lei.
O Conjunto Benedito detém hoje o maior números de bares abertos 24 horas. Detém também o maior número de homicídios. Comerciantes ali residentes não acreditam que a Lei Seca possa efetivamente mudar alguma coisa do ponto de vista redução de assassinatos. “Eu embora seja otimista, não vejo muito futuro na volta da lei”, alerta um dono de restaurante.
Um proprietário de uma casa de festa disse que para funcionar paga a seguraças particulares por que a polícia nunca aparece por lá. “Lei Seca é pura fantasia”, critica o comerciante.
Com o objetivo de apoiar a execução de projetos o Ministério do Turismo - Mtur está realizando uma capacitação para os grupos gestores dos Destinos Indutores do turismo no Tocantins (Palmas e Mateiros), para o uso do software de apoio à gestão.
Em Palmas a capacitação acontece nesta segunda-feira 22, e terça-feira, 23, ministrada pelo representante da empresa Módulo Solutions, contratada pelo ministério para aplicar os conhecimentos sobre um software, que automatizará a gestão da competitividade e apoiando as ações efetivas do grupo gestor.
De acordo com o ministrante, Bruno Araújo, o programa é aplicado para os 65 municípios indutores de turismo do Brasil com um modelo padrão, porém podendo ser adaptado a cada região.
Participam do grupo gestor de Palmas, representantes das entidades: Adtur – Agência de Desenvolvimento Turístico, Prefeitura de Palmas e Diretoria de Turismo de Palmas, Fórum Regional de Turismo, IFTO – Instituto Federal do Tocantins,Abrasel TO – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Abrajet – Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, ABBTUR – Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo e Sebrae. A ação será realizada em Mateiros na quinta-feira, 25 e sexta-feira, 26, sendo acompanhada pela coordenadora de Produtos e Roteiros da Adtur, Kleiryanne Aguiar.
Foi marcada para o próximo dia 25 de fevereiro, às 10h, no Restaurante Seu Ilha Botequim na Rua Theodoreto Cavalcanti, número 163, Ilha de Guaratiba, a segunda reunião para criação do Pólo Gastronômico e Turístico de Barra de Guaratiba
Participam desse projeto o Sindicato de Hotéis Bares & Restaurantes (Sindrio), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro e o Sebrae.
É muito interessante que o maior número possível de empresários e pequenos comerciantes da região compareçam para ouvirem as propostas dos responsáveis e possam apresentar novas propostas que permitam viabilizar esse projeto que deverá impulsionar o desenvolvimento de nossa região.
Para o Secretário Especial Marcelo Henrique da Costa, Polos do Rio é o encontro virtuoso do poder público com a iniciativa privada, do mercado com o consumidor, da cidade com o cidadão. “É o Rio que a gente mais gosta. O Rio do diálogo e do entendimento”.
Segundo a Sra. Tânia Módolo da unidade Bangu do SEBRAE:
“Nossa intenção no projeto é capacitá-los, treiná-los para receberem melhor seus clientes. Temos algumas ações que são prioritárias como promover o associativismo e capacitação, promover ações de marketing e eventos para trazer um público diferenciado para a região e apoiá-los na direção da formalização”.
As ações para formação do Pólo Gastronômico e Turístico de Barra de Guaratiba serão desenvolvidas por esse grupo de trabalho que necessariamente contará com os principais interessados que são os empresários da região, e para tanto se estima que quinze empresários que aderirem ao Pólo serão suficientes para dar início ao projeto.
Falta de qualificação, baixos salários e até desinteresse por algumas ocupações estão entre os motivos apontados para a sobra de mais de 6 mil oportunidades de emprego em Curitiba e região metropolitana. Esse é o número de vagas do Sistema Nacional do Emprego (Sine) que as secretarias do trabalho de Curitiba e do Paraná tentarão preencher amanhã, dia 24, no chamado “Mutirão do Emprego”, que será realizado na Praça Rui Barbosa, no centro da capital.
O total de vagas disponíveis é ligeiramente menor que o de pessoas contratadas no mês passado na região – cerca de 7 mil, já descontadas as demissões. Em todo o país, a retomada econômica tem evidenciado a lacuna que existe entre a especialização que as empresas exigem e a que os trabalhadores têm, assim como a diferença entre o salário esperado pelos candidatos e o oferecido pelos empregadores. Em Curitiba, por exemplo, apenas uma em cada cinco vagas abertas em janeiro por intermédio do Sine foi preenchida. Quase 15 mil trabalhadores se inscreveram e havia um total de 9,7 mil ofertas, mas apenas 1,8 mil pessoas foram contratadas.
“Além da baixa qualificação, também há um desinteresse por determinadas ocupações. Uma das funções mais ofertadas é a de operador de caixa de supermercado, mas é difícil encontrar candidatos”, conta Paulo Rossi, superintendente da Secretaria Municipal de Trabalho. Ele também cita o caso do Plano Setorial de Qualificação (PlanSeq) da construção civil, iniciativa do governo federal executada por estados e prefeituras, exclusiva para beneficiários do Bolsa Família. “As aulas de quatro turmas começaram hoje [ontem]. São 120 alunos no total. Mas tínhamos mais de mil vagas disponíveis”.
O economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR), aponta mais razões para o descompasso entre oferta e demanda de empregos. “Há casos em que não houve o estímulo à formação. Na construção civil, que ficou pelo menos uma década estagnada, houve perda de empregos, pessoas migraram para outras ocupações ou se aposentaram. Na retomada, o setor conseguiu recontratar parte desse pessoal, mas agora realmente há poucos trabalhadores disponíveis”.
Novos setores
Para Cordeiro, setores mais novos, como os da área de tecnologia, sofrem porque não houve tempo hábil para a formação de novos profissionais. E o desinteresse do trabalhador estaria ligado também aos baixos salários. “Se quiser reter profissionais, o mercado terá que pagar melhor. Com a economia crescendo, é natural que o trabalhador escolha a melhor oportunidade”. Em muitos casos, a vontade ao candidato não é suficiente para compensar a falta de experiência. “Já distribuí ‘milhares’ de currículos, mas, como todas as vagas exigem experiência prévia, me descartam logo de cara”, lamenta Michaela Barbosa Cruz, de 18 anos, que busca o primeiro emprego, como auxiliar administrativa. Sem ele, não conseguirá retomar a faculdade – ela chegou a cursar um semestre de Engenharia de Produção, mas teve de trancar a matrícula por causa do custo da mensalidade.
Veja algumas dicas para ter mais chances na conquista de uma vaga:
Entrevista
Caso preencha os requisitos para uma vaga, o candidato será encaminhado para uma entrevista em local definido pela empresa que está fazendo a seleção. Essa entrevista pode ou não acontecer no mesmo dia do mutirão. Lembre-se de não chegar atrasado e não usar roupas muito informais.
Currículo
Além dos documentos obrigatórios, o candidato também pode levar um currículo para ser apresentado no momento da entrevista. A dica é manter a objetividade – o ideal é conseguir resumir em apenas uma página seu histórico profissional e suas qualificações.
Capacitação
O mutirão também será uma oportunidade para quem está procurando capacitação profissional. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), por exemplo, vai cadastrar interessados em fazer cursos gratuitos para atuar neste segmento. Barreiras estão na falta ou no ‘excesso’ de qualificação A qualificação profissional é apontada como o principal entrave para quem busca uma vaga no mercado de trabalho. E o problema pode estar tanto na falta de qualificação, quanto no seu “excesso”.
Serviço: Mutirão do Emprego
Data: 24/02/2010
Horário: de 9 às 17 horas
Local: Praça Rui Barbosa, em Curitiba.
Mário Jorge Carvalheira, presidente da Abrasel-PE
Você é do tipo de pessoa que não abre mão de um barzinho no fim de semana para conversar com os amigos e tomar aquela cervejinha gelada? Ou daquele restaurante, cuja comida lhe dá água na boca só de pensar? Pois bem, se você se encaixa neste perfil deve se deparar com um fenômeno comum no Recife e em outras cidades: o fechamento precoce de bares e restaurantes que abrem suas portas causando um frisson na população, principalmente entre os jovens, mas depois de algum tempo encerram suas atividades para a surpresa dos clientes.
Seguindo este pensamento, qualquer pessoa é capaz de identificar algum estabelecimento deste tipo nos bairros mais nobres, perto da casa da namorada ou mesmo bem distante de onde mora. Quer fazer o teste? O problema na rotatividade de bares e restaurantes, segundo especialistas, está ligado ao amadorismo dos que se aventuram na atividade. Em um primeiro momento, a inauguração chama atenção pelo projeto e ambiente moderno. O público dá sinais de que aquele local vai “bombar”. Depois de algum tempo, no entanto, a bola da vez já é outro espaço.
Mas há as exceções. Sobreviver nesse meio é um misto de “olho no negócio” e boas estratégias diante da clientela. O bar Burburinho é um ponto alternativo que sobreviveu às instabilidades comerciais do bairro do Recife Antigo. Há quase oito anos, o local é referência gastronômica e cultural. E não se intimidou com as épocas em que o fluxo de público era bem pequeno em comparação com o período em que o bairro foi revitalizado. A fórmula do sucesso, segundo o proprietário, Fernando Ribeiro, é simples.
“Todos os dias eu recebo informações sobre opiniões dos clientes e guardo. Os garçons anotam e vou fazendo o possível para atender as necessidades”, contou Ribeiro. O Burburinho recebe uma média de público entre 1,5 mil e 2 mil pessoas todas as semanas. E para atrair ainda mais clientes adota uma tática infalível: a organização da casa faz parcerias com produtores para shows ou eventos culturais, como festivais de gastronomia, lançamentos de livros e exposições. Resumindo, o bar está em constante reciclagem. Procura um diferencial para se manter entre os mais queridos do público.
Com 24 anos de profissão e trabalhando há 11 na Companhia do Chopp, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, o garçom Josinaldo Barbosa, 37, mais conhecido como Migué, adota o discurso do bom atendimento para o sucesso do local. O bar recebe, em média, cerca de 300 clientes por dia. No seu celular, há mais de 200 nomes de clientes e Migué conta que sempre mantém o contato com todos. “Criamos um ciclo de amizade. Ligo, mando e-mail e pergunto quando vão aparecer, além de falar sobre as novidades do cardápio. Além disso, toda quinta-feira fazemos reuniões com o proprietário e discutimos novas estratégias”, revelou.
De acordo com Mário Jorge Carvalheira, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), a falta de profissionalismo na gerência dos estabelecimentos é decisiva para o fechamento precoce. “Segundo ele, 80% dos pagamentos nos bares e restaurantes é feito com cartão de crédito e os proprietários recebem depois de 30 ou 40 dias. Num universo de cerca de 4 mil estabelecimentos, somente no Recife e Região Metropolitana, o fechamento é um fantasma. “O resultado é que muitos ficam sem capital de giro e quebram”, explicou Carvalheira.
Desde a última sexta-feira, 19, técnicos do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) da Sesma retomaram a fiscalização nos bares e boates de Belém, para alertar proprietários e usuários desses espaços para o cumprimento à Lei Municipal nº 8.713, de 15 de setembro de 2009. Essa mesma lei incumbe a Vigilância Sanitária de orientar e fiscalizar ambientes de uso coletivo na prática do hábito de fumar, além da verificar se os estabelecimentos que foram notificados em ações anteriores estão cumprindo o que ela determina.
No primeiro estabelecimento visitado, que já havia sido notificado anteriormente, as normas estavam sendo rigorosamente cumpridas. De acordo com a gerência do bar, os garçons são orientados a conversar com os clientes para que não fumem no local. “Ficamos sempre atentos, porque se descuidarmos por um segundo, algum cliente acaba acendendo um cigarro escondido. Temos que vigiar o tempo todo”, afirma.
De acordo com Mailton Ferreira, diretor geral e secretário de Saúde em exercício, que também acompanhou a fiscalização, essas ações são de extrema importância. “Muitos estabelecimentos não seguem as leis. Temos que primar pelo bem-estar do cliente, dos funcionários e do próprio estabelecimento. Por isso vamos prosseguir com este trabalho até que todos os atores envolvidos estejam agindo em consonância com a lei”, afirma.
Em outro bar visitado também não foi encontrado nenhum indício de descumprimento da lei. Porém, o local não estava sinalizado com placas de “proibido fumar”. “Isso também está errado. Por isso, distribuímos adesivos e esperamos que o dono do estabelecimento sinalize todo o ambiente”, explicou o diretor.
Durante a operação, os técnicos também atenderam a uma denúncia de descumprimento da lei anti-fumo em um bar da cidade. Além da falta de sinalização, havia muitas pessoas fumando no local. A estudante Patrícia Mendes, uma das fumantes, explicou que não havia sido orientada a fazer o contrário. “Venho neste bar com frequência e nunca me pediram pra apagar meu cigarro ou me explicaram que, agora, pela lei, é proibido fumar aqui. Mas já fui orientada, vou tomar mais cuidado”, disse.
Itens como carteiras de cigarro e “narguilé” (cachimbo de água utilizado para fumar, que atualmente vem se popularizando em bares) devem ser retirados do cardápio, assim como cinzeiros, que não devem ser disponibilizados pelos estabelecimentos.
De todos os locais visitados pelos técnicos, apenas um não foi notificado, por estar de acordo com a lei municipal. Os responsáveis pelos estabelecimentos que receberam a advertência comparecerão ao Devisa na segunda-feira para serem autuados e terão um prazo para se adequarem perante a lei. Caso isso não ocorra, o estabelecimento poderá ser multado e, consequentemente, fechado.
O presidente da Abrasel CE, Augusto Mesquita diz que os empresários não foram ouvidos
A decisão da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) de restringir o trânsito de caminhões acima de 2,5 toneladas nas avenidas da região Leste de Fortaleza pode trazer problemas econômicos para os consumidores, segundo avaliação de comerciantes. Com o aumento do custo logístico com a entrega utilizando caminhões menores, os preços tendem a aumentar.
“Nossa preocupação é com o fornecimento. Se tivermos que trabalhar em horário noturno, os custos vão aumentar”, destacou o presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Aníbal Feijó. Ele explicou que os custos mais altos podem ser repassados ao consumidor final.
Além dos supermercados, a polêmica da entrega vai atingir também os bares e restaurantes, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-CE), Augusto Mesquita. “O primeiro problema é que não vamos ter onde colocar. A noite é o horário de funcionamento de muitos restaurantes. Como eu vou passar com uma caixa de cerveja entre as mesas?”, interrogou. Mesquita disse ainda que a decisão foi tomada sem levar em consideração a opinião dos empresários que poderiam ser prejudicados com a medida.
Para resolver a questão, segundo o Sindicato das Indústrias de Águas Minerais, Cervejas e Bebidas em Geral no Estado do Ceará (Sindbebidas), é necessário estabelecer alguns acordos para que os preços não sejam aumentados e os empresários não sejam tão prejudicados.
A assessoria de imprensa do órgão lembrou que entre as propostas está a de utilizar um veículo com um metro a mais do que a AMC determina e com a mesma largura. A AMC declarou através de sua assessoria de imprensa que as discussões foram feitas antes da medida ser aprovada.
Com um aumento de 400% no número de homicídios entre 2008 e 2009, Ibaté (SP), cidade com 30 mil habitantes, implantou o toque de recolher, previsto em uma lei municipal.
O Ministério Público e a Polícia Militar pediram para a prefeitura cumprir a legislação que determina o fechamento de bares, lanchonetes e restaurantes até as 22h. Os crimes acontecem, geralmente, após as 21h e, na maioria das vezes, envolve o consumo de bebidas alcoólicas.
Para alguns moradores, a lei pode ser radical, mas é necessária para conter a violência. Em 2008 foram duas mortes por homicídio, mas o número chegou a oito em 2009. Este ano são três homicídios. “É melhor beber em casa”, disse a trabalhadora rural Elza de Lins Machado.
Os comerciantes que quiserem abrir as portas depois das 22h terão que fazer um pedido especial para a prefeitura, além de pagar uma taxa, mas não há garantia de que vão conseguir a autorização.
O assessor jurídico da prefeitura, Alessandro de Melo Rosa, disse que está sendo dada preferência para estabelecimentos que vendem alimentação, além da bebida. “Como as lanchonetes”, disse o assessor.
Os cursos de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, o Site Consultoria em Turismo Bayard Boiteux,a Fundação Cesgranrio com o apoio da Planet Work realizaram de 14 a 17 de fevereiro de 2010, uma pesquisa com 1000 turistas estrangeiros, que estavam no Rio, para o carnaval nos bairros de Copacabana,Ipanema,Leblon,São Conrado,Barra,Flamengo,Glória,Catete,Centro e Santa Teresa.
A pesquisa foi coordenada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner,respectivamente presidente e diretor do Ipetur, o Instituto de Pesquisas e estudos do Turismo da UniverCidade,que auditou a pesquisa.Os turistas foram entrevistados por 60 (sessenta) alunos dos cursos de Turismo e hotelaria da UniverCidade.A margem de erro é de 3%.
Seguem os resultados da pesquisa:
Sexo
Nível de Escolaridade
Meio de Transporte
Forma de hospedagem
Países de origem
Gasto Médio
Pontos Negativos
Pontos Positivos
Desfiles no sambódromo
Avaliação dos desfiles no sambódromo
Faixa Etária
Avaliação da Segurança em áreas turísticas
Atrativos Turísticos mais visitados
Frequencia da Viagem
Satisfação
Outras Cidades Visitadas
Forma de organização da viagem
Permanência média
Avaliação do Carnaval
Segundo o Prof Bayard Boiteux,a cidade recebeu durante o carnaval 700 000 turistas,sendo que 40% dos mesmos eram estrangeiros.Ele ressalta que tal fluxo representa aproximadamente uma receita de 540 milhões de dólares.Disse que o carnaval de rua-leia-se blocos tem hoje um apelo muito grande nos estrangeiros,que cada vez mais viajam por conta própria e deixou claro que houve uma melhoria no aspecto qualitativo dos consumidores.
Só por meio da Abrasel PR estão sendo oferecidas 300 vagas para atendentes, balconistas, garçons, chefes de cozinha, cozinheiros, chapeiros, saladeiros e manipuladores de alimentos, entre outras funções
Desta vez o objetivo é preencher o maior número possível de vagas não preenchidas no Sine em Curitiba. A Abrasel PR participa da ação oferecendo 300 vagas para atendentes, balconistas, garçons, chefes de cozinha, cozinheiros, chapeiros, saladeiros e manipuladores de alimentos, entre outras funções.
A Prefeitura de Curitiba vai promover um novo Mutirão do Emprego, na Praça Rui Barbosa, no Centro, na próxima quarta-feira, 24 de fevereiro, das 9h às 17h. Desta vez o objetivo é preencher o maior número possível de vagas não preenchidas no Sistema Nacional do Emprego (Sine) em Curitiba, que chegam a 6.000 por mês. “Os mutirões do emprego que promovemos em 2009 alcançaram excelentes resultados de empregabilidade. Por isso reforçamos esse modelo e fizemos novas parcerias com empresas e entidades que atuam na área de recursos humanos”, afirma o prefeito Beto Richa.
Os números do sistema público do emprego mostram que o ano de 2010 começou com o mercado de intermediação de mão-de-obra bastante aquecido em Curitiba. Em janeiro, a Agência do Trabalhador recebeu 14.954 inscrições de trabalhadores e teve 9.662 vagas de emprego abertas. Destas, 1.800 foram preenchidas. “O Mutirão é um esforço extra para promover um encontro entre as pessoas que procuram emprego e as vagas disponíveis, que são muitas na nossa cidade”, explica o superintendente da Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, Paulo Rossi.
O Mutirão do Emprego será promovido em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego e terá apoio do Ministério do Trabalho e Conselho Municipal do Emprego e Relações do Trabalho (Cmert). Quem for à praça Rui Barbosa deverá levar documentos pessoais (carteira de identidade e de trabalho e o CPF).
Empresas interessadas em oferecer vagas no Mutirão devem procurar a Central de Vagas do Sine (41) 3883-2211.
O Mutirão do Emprego terá uma barraca dedicada à oferta de vagas para o segmento de bares e restaurantes. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), que representa mais de 15.000 estabelecimentos em Curitiba e Região Metropolitana, vai participar do Mutirão oferecendo 300 vagas para atendentes, balconistas, garçons, chefes de cozinha, cozinheiros, chapeiros, saladeiros e manipuladores de alimentos, entre outras funções.
Além das vagas de emprego, a Abrasel-PR vai cadastrar pessoas interessadas em fazer cursos de capacitação gratuitos para atuar neste segmento. “Vamos abrir um restaurante-escola, na região central de Curitiba, para oferecer cursos profissionalizantes e assim melhorar a qualidade de serviços oferecidos em bares e restaurantes de Curitiba”, explica a coordenadora de recrutamento e seleção da Abrasel-PR, Indiara Michele Cordeiro. “Além do objetivo de curto prazo, que é preencher as vagas que são abertas normalmente no segmento com profissionais qualificados, a longo prazo, estamos de olho no movimento turístico ligado à Copa do Mundo de 2014 em Curitiba”, afirma ela.
Os cursos que serão oferecidos pela Abrasel-PR serão de três meses de duração, em média, e serão gratuitos. A Abrasel-PR tem 600 estabelecimentos associados em Curitiba e região metropolitana.
O número de mortes e acidente nas estradas federais do país durante o carnaval foi 13% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Da meia-noite de sexta-feira até a meia-noite da quarta-feira de Cinzas aconteceram 3.233 acidentes e 143 mortes nos 66 mil quilômetros de estradas federais, de acordo com o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O dia mais violento, segundo a corporação, foi sábado, quando foram registradas 37 mortes em desastres.
No ano passado, foram computados 2.865 acidentes e 127 mortes. O número de feridos, neste ano, também foi maior: 7% (1.912 contra 1.784).
Assim como no ano passado, Minas Gerais foi o Estado que teve mais mortes (26) e mais acidentes (493) durante o feriado.
As outras mortes aconteceram no Rio de Janeiro e Bahia (11 em cada), Santa Catarina e Rio Grande do Sul (10 cada), Paraná (9) e Goiás (8).
Em nota, a PRF atribuiu o aumento da violência nas estradas a fatores econômicos e o tempo estável, que, segundo a corporação, estimulam o aumento da circulação de veículos e cargas e aquecem o turismo interno.
Segundo o levantamento, só na rodovia Washington Luís, no Rio (BR-040), que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora (MG), a movimentação de veículos aumentou 30%. Na BR-101, entre Rio e Santos, a quantidade de veículos foi 20% superior ao feriado do ano passado e na BR-290 (Freeway), que dá acesso a praias gaúchas, o trânsito foi 13% maior.
O crescimento da frota, com o licenciamento de 3,1 milhões de veículos, também foi apontado pela PRF como agravante: neste ano, 9.200 policiais fiscalizaram no Carnaval cerca de 59,3 milhões de veículos; no ano passado o mesmo efetivo “cuidou” de 54,5 milhões de automóveis.
Outra dificuldade apontada pela polícia foi a expansão da malha rodoviária sob sua circunscrição, de 62 mil para 66 mil.
Com 2.000 etilômetros (popularmente chamados de bafômetros) à disposição, os policiais fizeram neste ano 46.226 testes de embriaguês e interrompesse a viagem de 1.235 motoristas – quase metade deles foi presa em flagrante e encaminhada à Polícia Civil.
As autuações, que foram 43% superiores às realizadas em 2009, não impediram, porém, acidentes envolvendo álcool e direção.
Logo no primeiro dos seis dias de operação, um motorista embriagado atropelou uma mulher grávida em um acostamento da rodovia Fernão Dias (BR-381), em São Paulo. O homem tentou fugir, mas, segundo a polícia, foi preso pelos agentes. A mulher foi encaminhada ao Hospital São Luiz Gonzaga com escoriações.
O litoral paranaense recebeu mais de 3 milhões de turistas nesta temporada. Mesmo com números inferiores aos do ano passado, que registraram aproximadamente 4 milhões de visitantes, a Associação de Hotéis, Restaurantes, Casas Noturnas e Similares do Litoral (Asindilitoral) ficou satisfeita com o movimento de turistas e os negócios feitos pelos empresários do setor.
“Os turistas deixaram mais de R$ 1 bilhão na economia dos sete municípios litorâneos nesses 60 dias de temporada. Apesar das chuvas de janeiro, registramos a presença de muitos visitantes de última hora”, contou José Carlos Chicarelli, presidente do Asindilitoral.
De acordo com Chicarelli, no feriado do Carnaval, cerca de 1 milhão de foliões passaram pelo litoral paranaense e as ocupações dos hotéis e pousadas ficaram em torno de 85%. “As altas temperaturas e o tempo bom levantaram as vendas em bares, restaurantes, lanchonetes, quiosques e para vendedores ambulantes. A esperança é que os turistas estiquem o feriado até o próximo domingo (21)”.
TRABALHO – “A retomada e valorização do litoral paranaense tem muito a ver com os investimentos do Governo do Paraná, que priorizou, nos últimos sete anos, a segurança e o lazer dos moradores e turistas, buscando a qualidade e profissionalização do comércio e do turismo”, afirmou Chicarelli.
Com a operação Viva o Verão, o Governo do Paraná garantiu o policiamento e o serviço de guarda-vidas nas praias, realizou blitze ambientais, monitoramento para verificar a qualidade da água, fiscalização de ligações irregulares de esgoto, fiscalização ambiental e coleta de lixo além das ações socioeducativas e fiscalização do transporte de passageiros.
A operação também incluiu atividades de lazer, esporte e cultura para os veranistas de todas as faixas etárias. A Secretaria de Turismo, em parceria com as prefeituras dos municípios litorâneos, elaborou panfletos com as informações dos principais atrativos e roteiros turísticos da região. “Nosso principal desafio agora é inserir o litoral paranaense em pacotes turísticos de operadoras nacionais”, ressaltou Chicarelli.
Clientela no Distrito Federal deve voltar a aparecer no início de maio. Conforme as estimativas do Sindhobar, a tendência é que o movimento caia em torno de 15% a 20% neste primeiro bimestre
Acabou a folia para os donos de bares e restaurante do Distrito Federal. Após quatro dias de movimento intenso causado pelo carnaval, o setor vive agora um momento de queda. O problema é que depois do feriado, os cristãos entram no período da quaresma. Durante os próximos quarenta dias, a tradição recomenda não ingerir bebidas alcoólicas. A expectativa é que o comércio seja normalizado no início de maio, de acordo com o Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurante (Sindhobar).
Conforme as estimativas do Sindicato, a tendência é que o movimento caia em torno de 15% a 20% neste primeiro bimestre. Nas contas, estão inclusos tanto os dias de quaresma quanto as contas de fim e início de ano, como IPVA, IPTU, presentes de natal, material escolar e férias. “O próximo salário será para cobrir essas despesas. No mês de abril o pessoal começa a tomar um fôlego. O psicológico do consumidor só se recupera lá para o começo de maio”, afirmou o presidente do Sindhobar DF, Clayton Faria Machado. Segundo ele, até o fim do horário de verão interfere nos resultados financeiros dos estabelecimentos.
E a baixa já começou a ser sentida nos bares mais famosos da cidade. No Líbanus, o gerente Carlos Henrique Martins, conta que a quarta-feira de cinzas sumiu com 30% da freguesia. “Aqui não é como em Salvador, que eles comemoram o carnaval até o fim do mês. A gente só abre mesmo porque é tradição. Do fechamos no Reveillon”, comentou.
O mesmo aconteceu no bar Frederic Chopin, na 406 Sul. Segundo o gerente Leandro Frosen, a clientela caiu quase 80% ontem. ”_ Além da ressaca do carnaval, muita gente não chegou de viagem ainda_”, analisou. As colegas de trabalho, Gisele Bratz, Daniela Kolb e Cíntia Rocha, foram a exceção no lugar. Após passar o feriado separadas, elas resolveram matar a saudade depois do expediente. “Eu respeitava a quaresma até hoje às 18 horas. Agora…”, brincou Daniela. “Daqui a pouco enche. Tem jogo hoje”, apostou Gisele.
Os mais experientes do ramo não estavam tão esperançosos assim. No bar Leblon, na 208 Sul, o gerente Rafael Medeiros esperava para a noite cerca de 80 pessoas. O movimento no local, geralmente, chega próximo a 300 pessoas. O mais movimentado era o Beirute, na 109 Sul. Lá, os funcionários classificaram a movimentação como boa, embora não estivesse normal.
A Arena Gastronômica, localizada na Central de Serviços do Carnaval Multicultural do Recife, no Marco Zero, atendeu 255 mil pessoas durante os 12 dias de funcionamento, entre a sexta-feira (5) até a terça-feira gorda (16). O movimento gerou um faturamento de R$ 242 mil, um acréscimo de 10% em relação ao ano passado.
O espaço contou com a participação dos restaurantes Oficina do Sabor, Bar da Fava, Tabuleiro, Steffano, Top Café, Dona Preta, Hakata, Arte Café e Natrielle. A arena é uma ação da Prefeitura do Recife sob a coordenação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE).
De acordo com o diretor executivo da Abrasel-Pe, Valter Jarocki, a expectativa é que o espaço aumente a cada ano. Ele ressaltou também que o fato da Central de Serviços do Carnaval Multicultural do Recife ficar aberta desde a semana pré-carnavalesca faz com que as pessoas conheçam o local antes do Carnaval, promovendo uma maior divulgação do espaço.
A capital do Espírito Santo será palco de um dos mais importantes eventos de gastronomia do mundo: o Vitória Restaurant Week. Em sua primeira edição capixaba, entre os dias 1º e 14 de março, restaurantes de diversos estilos e etnias vão agitar a cidade em uma maratona gastronômica.
A capital paulista promove simultaneamente o evento gourmet, sendo a primeira vez que duas cidades realizarão o festival ao mesmo tempo. O desafio que o evento impõe aos restaurantes participantes é o de preparar cardápios diferenciados com entrada, prato principal e sobremesa a um preço fixo, igual: almoço por R$ 27,50 + 1,00 e jantar por R$ 39 + 1,00 (couvert e bebidas não inclusos). Este um real acrescentado à conta será destinado a uma entidade beneficente. Em Vitória será o Núcleo de Referência em Saúde.
O Vitória Restaurant Week já tem 31 restaurantes confirmados para a sua edição de estréia. A intenção é democratizar a boa gastronomia fixando valores únicos promocionais a menus completos, estimular o consumo em períodos de baixa temporada, atrair novos clientes e incentivar o turismo enogastronômico dentro do país. O Restaurant Week colocará Vitória junto a cidades importantes como Washington, Boston, Londres, Amsterdã e outras 100 grandes cidades do planeta que já participaram desta maratona gourmet.
O Restaurant Week chegou ao Brasil em 2007, no estado de São Paulo. Aliás, o empresário da área da gastronomia paulista, Emerson Silveira, foi quem trouxe o evento para o país. Emerson acreditou que o projeto poderia unir duas forças importantes no país e ainda pouco exploradas: gastronomia e turismo.
Brasília também recebeu a agitação do evento por duas edições do Brasília Restaurant Week. A estréia aconteceu em julho de 2009 com a participação de 50 bons restaurantes da cidade e a segunda edição ocorreu entre os dias 25 de janeiro e 7 de fevereiro de 2010, reunindo 75 restaurantes. Para este ano ainda está prevista uma nova maratona gourmet em julho naquela cidade.
O site http://www.restaurantweek.com.br apresenta a lista de casas participantes, com seus cardápios e horários de funcionamento. Os restaurantes podem escolher em que horário querem participar: almoço ou jantar ou nas duas refeições.
Restaurantes confirmados:
Estabelecimentos da Capital do Rio Grande do Sul investem em diferenciais para atrair o público
Inspirados a inovar os serviços para atrair e agradar o gosto dos clientes, alguns estabelecimentos de Porto Alegre estão investindo em alternativas que chamam a atenção e mostram novas formas de servir o público. Envolvimento em projetos culturais, busca por iniciativas ambientalmente corretas e até mesmo a possibilidade de o consumidor optar por pratos de outros restaurantes são alguns dos fatores que apontam para uma nova tendência no setor gastronômico: para fazer sucesso, os empresários vão muito além do cardápio.
Antes mesmo de entrar no Café Dometila, no bairro Moinhos de Vento, por exemplo, quem chega é recepcionado com uma chuva de pétalas de rosa. A música é programada para acompanhar o ritmo dos períodos do dia, alternando momentos entre uma trilha sonora mais calma ou agitada, conforme sugere a situação. O proprietário, Claiton Franzen, faz questão de receber todos os clientes, como forma de mostrar a preocupação em não pecar no atendimento.
Com oito anos de atividade, o Dometila mudou de endereço há quatro, da avenida Goethe passou para os arredores da Praça Maurício Cardoso, ambos os pontos no mesmo bairro. Franzen explica que a mudança trouxe grandes frutos, como a triplicação do faturamento, que ele credita à identificação do novo local com a proposta de atendimento, que atraiu um número muito maior de frequentadores.
O conceito idealizado pelo empresário é que quem permaneça no restaurante tenha os cinco sentidos estimulados, através do cardápio exclusivo, da música, da decoração, das pétalas que acompanham os pedidos e do aroma de baunilha renovado no ar periodicamente. “Não queria que fosse um simples negócio automatizado. Minha ideia era simplesmente atender como eu gostaria de ser atendido”, revela.
De acordo com Franzen, o resultado é a satisfação dos clientes, que sempre voltam ao local para uma segunda visita e sentem-se parte do Dometila, que tem pintado nas paredes o nome dos visitantes mais assíduos. “Não se trata de uma simples cafeteria, mas uma coisa muito maior”, define. Para oferecer aos consumidores um atendimento tão peculiar, os gastos são elevados, o que se reflete em parte nos preços dos cafés e ratos servidos, que estão um pouco acima da média, mas equilibrados com os de outros estabelecimentos próximos.
Os restaurantes das redondezas, aliás, adotaram uma política de concorrência saudável. Nas terças-feiras, o Dometila e empreendimentos próximos promovem o “Cardápio do Vizinho”, sistema em que o cliente pode sentar-se em um estabelecimento e pedir um prato de outro estabelecimento, se assim preferir. “Oferecer isso para as pessoas prova que nós, além de contemporâneos, não percebemos o nosso concorrente como uma coisa nociva, mas que podemos viver em paz e oferecer aos clientes a possibilidade de consumir o que realmente quer”, diz Franzen.
Não muito longe do Dometila, está uma das unidades do Café do Porto. Idealizado desde o princípio, há 15 anos, para agregar à gastronomia espaços de divulgação e incentivos culturais, o ambiente oferece diferentes opções em café, pratos quentes e atividades diversas, na movimentada rua Padre Chagas, também conhecida como Calçada da Fama do bairro Moinhos de Vento.
Até 2008, o local foi sede do Café Filô, um evento que reunia pensadores de diferentes áreas para discutir com os clientes à base de muito café. Com o surgimento de iniciativas semelhantes em outros empreendimentos de Porto Alegre, a proprietária Ana Cláudia Bestetti decidiu por mais uma inovação ao encerrar a atividade. Já está sendo planejado o evento que deve substituir o Café Filô, que será em formato parecido, mas sofrerá mudanças antes de ser apresentado ao público.
Hoje, o local conta com exposições quinzenais, que oportunizam aos artistas mostrar suas obras ao grande público que passa pelo estabelecimento, além de shows musicais semanais. Além disso, foi a primeira cafeteria brasileira a ganhar o certificado de empresa amiga da sustentabilidade, em 2008, atraindo mais um nicho de público que, preocupados com os problemas climáticos do planeta, optam por consumir em locais ecologicamente corretos.
Ana Cláudia diz que a estratégia dá certo, pois o investimento em diferentes opções de programação cultural gera uma cadeia de visitantes que, além de um ponto de gastronomia, buscam um local que ofereça algo além da culinária de qualidade. “O investimento compensa, considero como uma verba de comunicação. Em vez de fazer propaganda a gente realiza atividades culturais”, afirma a empresária.
A iniciativa de diferenciar o atendimento e os serviços pode trazer vantagens para a gastronomia local. Segundo o presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa), Cacildo Vivian, a criatividade aplicada em empreendimentos do ramo gastronômico é fundamental no processo de desenvolvimento do setor, além de chamar a atenção de turistas que não encontram esses diferenciais em suas cidades de origem. “O visitante tem em Porto Alegre a ideia de uma cidade cosmopolita, ao mesmo tempo em que é tradicionalista, então essas particularidades se tornam o fator de decisão da Capital como destino”, explica.
Apesar de ser uma transformação lenta, Vivian acredita que o incremento dos serviços gastronômicos pode se tornar uma tendência e apontar para uma mudança gradual da identidade do setor na Capital. “O mercado vive em evolução constante, e a busca de uma nova identidade está sujeita a erros e acertos, mas certas inovações podem vir a ser uma evolução nesse processo, tanto na gastronomia quanto na hospedagem”.
Foliões nas ruas do Recife nesta quarta-feira de cinzas
A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-PE) divulgou no início da tarde desta quarta-feira, os indicativos de hospedagem na capital pernambucana durante o Carnaval de 2010.
Os dados apontam um fluxo de 706 mil visitantes, na utilização de hotéis, pousadas, casas de parentes e excursionistas, mais de 50 mil em relação aos 665 mil de 2009. Recife registrou uma média de 99% na ocupação hoteleira. Foi o mais alto índice histórico na taxa dos hotéis da capital pernambucana.
Em 12 dias de festa, a movimentação financeira do Carnaval no Recife injetou R$ 415 milhões na economia local, contra R$ 362 milhões no ano anterior. Os dados superam todas as expectativas iniciais da Prefeitura do Recife e do trade, consolidando o trabalho desenvolvido para a captação, venda do destino e receptivo. Alguns destes números serão destacados na coletiva de avaliação que será feita pelo prefeito João da Costa e vários dos setores diretamente envolvidos no Carnaval Multicultural.
O número de desembarques no Aeroporto de Guararapes/Gilberto Freyre teve um incremento de 46%, passando de 54 mil (em 2009) para 79 mil neste 2010. Na Central de Serviços localizada junto ao Marco Zero e principal polo de movimentação carnavalesca, o público registrado pela Abrasel e Setur do Recife foi de 255 mil pessoas.
Pelas estimativas da Abih-PE, a permanência média foi de sete dias um a mais em relação a 2009. Entre os principais emissores, Pernambuco (não considerando a região metropolitana do Recife), com 30%, demais Estados nordestinos com 26%, outras regiões brasileiras com 37% e 7% do exterior. Além disso, a Semana Pré também foi de bons resultados. Uma intensa programação de prévias e bailes contribuiu para consolidar o período.
“Tivemos uma movimentação extraordinária a começar pela Semana Pré. Um carnaval de paz e alegria, âncora da folia em Pernambuco e um dos melhores no Brasil. Baseado em pesquisas, tivemos um aumento no volume de turistas, na permanência média e movimentação financeira. Superamos todas as expectativas com este que foi o melhor Carnaval Multicultural da década”, afirma o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira.
Neste carnaval, dentre as diversas ações inéditas que surpreenderam os visitantes esteve a de marketing receptivo no aeroporto. Enquanto o turista aguardava as malas na esteira de bagagens, grandes caixas com mensagens escritas apareceram, uma a uma, dando as boas-vindas: “Bom humor. Animação. Alegria. Que bom que você trouxe o que nossa festa tem de melhor. Bem-vindo ao Carnaval do Recife”. A iniciativa da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo contando com o apoio do Trade Turístico, está mostrando continuidade no retorno dos passageiros com mensagens de agradecimento no embarque: “No próximo ano, tem mais Carnaval. Volte e traga seus amigos”.
Leonardo Ananda e seu sócio, Leonardo Prata, no Bar La Cancha, que vai aplicar cerca de R$ 350 mil para reformar o espaço, trocar o mobiliário e comprar novas TVs e telões. Faturamento deve crescer 30%
Bares e restaurantes de BH vão investir cerca de R$ 10 milhões em infraestrutura para transmitir jogos da Copa do Mundo e atrair novos clientes
“Já que Minas não tem mar, eu vou pro bar”. O refrão da música de axé do cantor Alexandre Peixe, que já virou hino para os mineiros e embalou vários carnavais, é sinônimo da preferência regional quando o assunto é diversão. O que não deve ser diferente com a chegada da Copa do Mundo da África do Sul, mesmo com as partidas agendadas para as 8h30, 11h e 15h30. Para recepcionar os milhares de torcedores que devem lotar os cerca de 1,2 mil estabelecimentos que vão transmitir os jogos da Seleção Brasileira, os investimentos dos bares e restaurantes da Grande BH em infraestrutura e pessoal serão pesados.
“Esperamos um aporte em torno de R$ 10 milhões na Região Metropolitana de BH”, afirma Paulo Nonaka, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG). A previsão da Abrasel é de que pelo menos 4 mil televisores com mais de 42 polegadas sejam adquiridos pelos estabelecimentos que vão explorar a Copa do Mundo. “Em um dia de jogo da Copa as vendas crescem cerca de 200% em relação a um dia normal”, acrescenta Nonaka, que ainda prevê um movimento de contratação de mão de obra temporária para o período.
Quem já tem tradição na transmissão de jogos esportivos vai aproveitar o maior evento do futebol mundial para fidelizar a clientela. Somente o La Cancha calcula gastos em torno dos R$ 350 mil, compartilhado com os parceiros. “Vamos fazer nossa primeira grande reforma depois da inauguração do bar, na última Copa. Além da troca do mobiliário, vamos aumentar o número de televisões e telões e priorizar a estética e o conforto do bar”, explica Leonardo Ananda, um dos sócios proprietários do La Cancha.
As obras, que segundo Leonardo são apenas um ensaio para a Copa de 2014 no Brasil, devem durar cerca de 20 dias, período em que o estabelecimento ficará fechado. O aparente prejuízo será compensado pela duplicação do faturamento da casa nos meses de maio, junho e julho. “No ano, esperamos alta de 30%”, calcula. Ainda está em estudo a possibilidade de abertura de outro espaço de transmissão dos jogos com a marca La Cancha. “Pensamos em alugar um local para passar os jogos do Brasil, mas ainda estamos avaliando”, afirma Leonardo.
O Germano Chopp e Bar também planeja uma grande reforma, estimada em R$ 150 mil. “Faremos mudanças no mobiliário e nas instalações e investiremos pesado em tecnologia audiovisual. Teremos um telão de 100 polegadas e seis TVs de LCD com imagem digital. Vai ser um show de som e imagem”, afirma o proprietário, Pedro Martins da Costa. O quadro de funcionários da casa também deve ser reforçado. “Devemos ampliar em 20% a 30% no nosso pessoal. Serão mais manobristas, seguranças, garçons e pessoal da cozinha”, afirma.
No Exclusivo Choperia, o otimismo com o evento também é grande. “Vendemos em média seis mil litros de chope todos os meses e calculamos que, durante a competição, bateremos o recorde de sete mil litros mensais”, prevê Luciano Braga, diretor administrativo do Exclusivo Choperia. Para realizar as melhorias previstas na casa, serão destinados R$ 60 mil. “Faremos mudança no piso da fachada, toldo da varanda e teremos mais televisores disponíveis”, explica. Os clientes que quiserem garantir uma vaga para assistir aos jogos no bar poderão comprar pacotes que incluirão bebida e comida durante quatro horas de evento. “Vamos cobrar em torno de R$ 90 por jogo com direito a chope, caipi e comida liberados. Estamos estudando também um pacote completo que englobe todas as partidas”, afirma.
Com 200 pontos de venda em todo o estado, o Krug Bier vai destinar mais de R$ 100 mil em ações junto aos estabelecimentos que vendem chope Krug e cerveja Austria. “Vamos organizar sorteios e ações especiais que envolvam o cliente. Haverá ainda distribuição de brindes e promoções. No caso de quem acertar o placar do jogo, por exemplo, ganhará chope ou cerveja”, explica Herwig Gangl, dono da casa.
A Churrascaria Porcão pretende divulgar nos próximos dias as ações que fará com os clientes, mas já adianta que vai investir cerca de R$ 10 mil em equipamentos em cada uma das unidades espalhadas pelo país. “Hoje, 40% dos nossos salões são equipados para transmissão de jogos e a intenção é de que chegue a 100% com telões e TVs de plasma”, afirma Ronaldo Serpa, gerente geral do Porcão de Belo Horizonte.
A eficácia e o respeito à lei que proíbe o uso de álcool para os motoristas ainda geram polêmica e já não são respeitados como no início de sua aplicação.
Clientes de bares de Santo André, por exemplo, divergem na hora de pegar o carro e ir para casa depois de alguns copos de chope ou qualquer outro tipo de bebida alcóolica. “Já fui parado uma vez em uma blitz da Polícia Militar. Falei que tinha bebido. Mas, ele só revistaram o carro e me liberaram. Acho que perceberam que eu não estava embriagado”, revela o funcionário público I.R., 41 anos, que bebia uma garrafa de uísque com o amigo Otaviano Azevedo, 55, corretor de imóveis. “Eu já penso diferente. Minha irmã vem me trazer e depois me busca. Quando tomo meu uisque esqueço o carro”, brinca.
Washington Moura, 40, gerente de um bar na Rua das Figueiras, afirma que, depois da lei, mais clientes pedem táxi para voltar para casa e que o estabelecimento também oferece esse tipo de serviço. “Muita gente paga os R$ 10 para nosso funcionário levá-la para casa, mas, ainda tem aqueles que se arriscam.”
A funcionária de outro bar revela que vários clientes driblam as blitze realizadas na região. “Muitos esperam a polícia ir embora para pedir a conta e pegar o carro”.
80% dos produtores não têm mais o molusco para vender, o que inflaciona valor do prato na IlhaSuculentas, saborosas e... sumidas. As ostras de Santa Catarina, maior produtor do país, estão em falta no mercado.
Entre os motivos, as águas mais quentes do mar, que teriam contribuído com a morte de até 80% da produção. E como a procura pelo molusco foi grande na temporada, agora, na entressafra, os preços subiram ainda mais. O engenheiro agrônomo da Epagri, Alex dos Santos, afirma que dos 700 produtores do Estado, em torno de 80% não têm mais ostras para venda. Ele acrescenta que a comercialização da safra – que tem seu auge em outubro – termina somente em março, mas a venda 2009/2010 já é considerada muito boa, com a marca de 2 mil toneladas.
Em 2008, último balanço fechado oficialmente, a produção de SC aumentou 91,47% em relação a 2007, passando de 1,15 mil toneladas para 2,2 mil toneladas, mas não atingiu o patamar de 2006, quando foram comercializadas 3,15 mil toneladas. A maior parte da produção é concentrada em Florianópolis. O dono da Fazenda Marinha Ostra Viva, Rafael Westphal, da Capital, lembra que a ostra gosta de temperaturas entre 15ºC e 18ºC, mas atualmente o mar catarinense está com 28ºC. Nesse caso, as ostras que não morrem não se desenvolvem bem. Com pouca oferta e grande procura, a regra do mercado é clara: o preço aumenta. Mas há divergências sobre o tamanho do impacto. Alex dos Santos, da Epagri, estima que houve reajuste de 20% a 30% em relação a anos anteriores.
O biólogo da Fazenda Marinha Atlântico Sul, Mauro de Almeida, calcula 80% de acréscimo. Para ele, houve o resgate do “valor real” do produto. “A ostra de Florianópolis é a mais barata do mundo. Isso não tem o menor sentido. Mesmo com preço mais alto, a demanda não caiu, portanto estima-se que não haverá mais ostra no mercado a partir de abril. Além da mortalidade acima da média, outro fator que reduziu a quantidade de ostras no mercado foi a falta de produtores”.
O biólogo Almeida afirma que muitos deixaram a atividade pelo baixo preço da dúzia, R$ 4 em média, congelado há uma década. Santos, da Epagri, calcula em até 4% o abandono da atividade. Entre os motivos, aponta a profissionalização da cadeia produtiva, uma seleção natural em que os mais aptos permanecem. O presidente da regional catarinense da Associação Brasileira de Restaurantes e Restaurantes (Abrasel), Ézio Librizzi, lamenta a falta do “porta-voz da gastronomia local” e afirma que os clientes reclamam da queda na qualidade da ostra, que está “mais magrinha”. – Verificamos que o melhor da produção está sendo levado para fora.
Nem mesmo a chamada Lei Seca (Lei 11.705), em vigor desde 19 de junho de 2008, e as campanhas na televisão fizeram os jovens mudarem um hábito antigo e perigoso: o de beber e dirigir.
Com 20 anos de profissão e trabalhando em uma região de muitos bares, ao lado da prefeitura de Campo Grande, João Antonio de Lima afirma que 95% das pessoas que frequentam os barzinhos vão e volta de carro e moto independente de terem bebido ou não.
Ele conta que quase nunca vê as pessoas embriagadas passando o volante para um amigo sóbrio. João diz ainda que os motoristas deixam os bares em alta velocidade, ultrapassando os sinais vermelhos e apenas buzinando para alertar um outro motorista.
Para ele, a polícia de trânsito deveria fazer blitz durante a madrugada para coibir esses abusos. “Se a pessoa tivesse consciência de não dirigir, ela pegaria um taxi. O taxista dá segurança no trânsito e depois ainda espera abrir portão, entrar em casa, principalmente as mulheres para não serem abordadas por criminosos”, diz.
O taxista Sérgio da Silva Marques, que tem 30 anos de profissão, também diz que as campanhas na televisão alertando que bebida alcoólica e direção não combinam tiveram resultado pífio.
“Se a pessoa saiu de carro ou moto, ela não deixa de conduzir porque resolveu beber”, afirma.
Desde que começou Lei Seca, apenas uma vez que ele teve como cliente um grupo de rapazes que resolveu ir e voltar de táxi para um clube porque iam tomar bebidas alcoólicas.
Neste Carnaval, os taxistas que tiveram mais trabalho não foram porque estavam levando foliões conscientes, mas porque tinham mais pessoas sem carro e moto que queriam ir às festas e precisavam voltar para casa.
A “lei seca” proíbe o consumo da quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue) por condutores de veículos. O transgressor está sujeito a multa, suspensão da carteira de habilitação por 12 meses e até a detenção.
Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em segundo turno um novo Código de Posturas para a cidade. Entre as medidas, esrá a proibição da atuação de flanelinhas nas ruas e a propaganda por meio de faixas e outdoor na área delimitada pela Avenida do Contorno. A votação aconteceu no dia 13/02, véspera do carnaval.
Quando vencerem as licenças dessas publicidades não haverá mais publicidade dentro da Contorno, explicou o vereador Paulo Lamac (PT), líder do governo na Câmara. No restante da cidade, a propaganda também vai ser limitada.
“Fora da avendida do Contorno haverá possibilidade,em alguns lugares específicos, dentro de uma quantidade já prevista na lei, para que o setor continue existindo. Haverá publicidade na cidade, mas a poluição visual será reduzida em cerca de 85%”, disse o vereador.
Colocar mesas e cadeiras assim em frente aos bares e restaurantes é uma tradição em Belo Horizonte. Por isso, os vereadores decidiram permitir a ocupação dos passeios, desde que haja uma faixa de no mínimo um metro de largura, para a passagem de pedestres. Lembrando que as calçadas devem ter largura superior a três metros e, para fazer a ocupação, é preciso licenciamento prévio.
Outra mudança é na instalação de abrigos para passageiros nos pontos de ônibus. Os bancos para assentos também serão obrigatórios.
A proibição dos carros de som, prevista nas mudanças do Código de Posturas, foi excluída da votação. Segundo o líder do governo na Câmara, a lei precisa de mais estudo para regulamentação.
A Feira Hippie continua na Avenida Afonso Pena e foi afastando a hipótese de transferência para o Barro Preto.
Quiosques terão permissão para vender água mineral, de coco, bombos e sorvetes em pistas de corrida ou caminhada. Engraxates poderão vender cadarços, palmilhas e fazer pequenos consertos.
Já a atividade de flanelinhas está proibida.
“A lavagem de carro é uma prestação de serviço. Consideramos isto razoável, desde que esteja cadastrado na prefeitura. Agora, cobrar para usar a via pública é ilegal, é um constrangimento indevido ao cidadão. A única cobrança regulamentar é a do estacionamento rotativo. Fora isto não se pode cobrar pela utilização da via pública”, acrescentou Paulo Lamac.
O prefeito terá 15 dias, depois de receber o projeto para sancionar ou não as alterações no Código de Postura.
No dia 25 de março a lei será regulamentada. O decreto dará um prazo de 30 dias para a realização de campanhas junto à comunidade e aos estabelecimentos comerciais.
A lei antifumo de Florianópolis, que deveria entrar em vigor ontem (10/02), vai esperar o Carnaval passar. O presidente da Câmara de Vereadores, Gean Loureiro, e o secretário municipal de Saúde, João José Cândido da Silva, concordaram não ser oportuno impor a vigência dela em uma época de festas, com milhares de visitantes na Capital. A nova data é no dia 25 de março.
Alei municipal proíbe fumar cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, narguilé e outros derivados em qualquer espaço de uso coletivo, público ou privado. Uma das novidades é que os fumódromos precisarão seguir uma série de especificações.
Além de equipamentos de exaustão e ventilação, os locais não poderão ter comunicação aberta com o restante do estabelecimentos. Comida e bebida e circulação de funcionários estarão e crianças também estão proibidas nos fumódromos.
No dia 25 de março a lei será regulamentada. O decreto dará um prazo de 30 dias para a realização de campanhas junto à comunidade e aos estabelecimentos comerciais. Passado o tempo, serão aplicadas as punições.
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Dez dos melhores restaurantes de Belo Horizonte oferecem até o dia 14 de fevereiro um menu degustação criado especialmente para o Festival, a preços promocionais.
Uma das novidades do Verão Arte Contemporânea (VAC) 2010 foi a participação da gastronomia, trazida pela Abrasel Minas Gerais, com o Festival BH Sabor & Arte, que começou no dia 28 de janeiro e segue até o próximo dia 14 de fevereiro. Dez dos melhores restaurantes de Belo Horizonte oferecem um menu degustação criado especialmente para o Festival, a preços promocionais. Ione de Medeiros, idealizadora do Verão Arte Contemporânea, destaca: “O Festival vai propor o olhar e o paladar dentro de uma visão expressiva e estética da culinária”.
A criação de menus degustação, compostos por pratos preparados exclusivamente para a terceira edição do festival BH Sabor & Arte, está atraindo os apreciadores de uma boa comida para Belo Horizonte.”O evento tem o objetivo de estimular a alta gastronomia dos estabelecimentos de Belo Horizonte. Os mineiros não têm apenas botecos, mas também requintados restaurantes com o melhor da sofisticação gastronômica”, explica Paulo Nonaka, presidente da Abrasel MG, entidade organizadora.
Este ano, participam os restaurantes A Favorita, Chez Bastião, D’Istinto, Haus München, Hermengarda, O Dádiva, Vecchio Sogno e os estreantes Bistrô Verde Essencial, Flores Restaurante, La Pasta Gialla, Restaurante Merlin e Trattoria Via Destra, com requintadas criações. Os estabelecimentos participantes prepararam menus degustação inéditos, que variam de R$ 69 a R$ 110, sem incluir bebidas e taxa de serviço.
Medalhão de lombo defumado sobre radicchi agridoce, com raviole de maçã, do restaurante O Dádiva; e linguado com manga grelhada e quinoa tostada, do restaurante Hermengarda, são algumas das maravilhas que ainda podem ser degustadas até o último dia do festival. No restaurante Trattoria Via Destra, além das delícias preparadas para o evento, quem fizer reserva para 4 pessoas terá a primeira garrafa de vinho como cortesia da casa.
Para facilitar ao público a identificação dos restaurantes participantes, foi colocado na porta dos restaurantes um totem com o nome do festival. O evento também conta com cardápios especiais assinados pelos chefs de cozinha e que servem de souvenir para o público. De acordo com a associação, cerca de 3 mil exemplares da revista BH Sabor & Arte serão produzidos para orientar o público com informações dos menus e dos estabelecimentos participantes.
O festival BH Sabor e Arte está inserido na programação do projeto BH Espera por Você, que tem o objetivo de transformar a cidade na capital da cultura, do entretenimento, das compras, do lazer e dos negócios nos meses de janeiro e fevereiro, atraindo turistas para a cidade. Integra ainda a quarta edição do Verão Arte Contemporânea (VAC), que oferece propostas criativas na área da cultura. Uma série de atrações são realizadas em teatros públicos e espaços alternativos entre janeiro e fevereiro, atendendo a uma demanda de novas produções artísticas em Belo Horizonte, envolvendo teatro, dança, música, artes visuais e gastronomia.
A expectativa de crescimento de 8% no número de turistas durante o carnaval anima os empresários do setor. Segundo estimativas do governo, 800 mil visitantes vão circular no estado nos 12 dias de festa, incluindo a semana pré-carnavalesca. Os turistas, segundo dados da Prefeitura da Cidade do Recife, têm uma média de gastos de R$ 450 por dia . Foto: Cecília de Sá Pereira/DP/D.A Press - 31/12/09
Apenas com os hóspedes de hotéis e pousadas, serão gerados R$ 400 milhões. Estes turistas, segundo dados da Prefeitura do Recife, têm uma média de gastos de R$ 450 por dia.
Além dos 83 voos regulares, em média, que aterrissam no Aeroporto Internacional dos Guararapes diariamente, chegarão à capital pernambucana outros 60 aviões fretados, entre 6 de fevereiro e o próximo sábado de Zé Pereira. “Devem circular no aeroporto por dia cerca de 20 mil pessoas, quando a média na baixa temporada é em torno de 14 mil passageiros”, revela o superintendente da Infraero, Fernando Nicássio.
“Já estamos sentindo um cenário melhor. Desde terça a ocupação começa a ficar próxima dos 100% e o desafio é aumentar o tempo de permanência, assim como acontece na cidade de Gramado, onde a comemoração do Natal começa ainda em novembro”, ressalta José Otávio Meira Lins, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH) em Pernambuco.
No segmento de bares e restaurantes, o crescimento no faturamento deve ficar 10% maior. Mário Jorge Carvalheira, presidente da Abrasel Pernambuco (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) lembra que o carnaval não é uma época naturalmente boa para o setor, pois a tradição de festa de rua faz a maioria das pessoas se alimentarem de lanches nos pontos de animação. “O faturamento neste período depende da localização do empreendimento, mas esperamos crescimento, pois a cidade está cheia de turistas e este início de 2010 já mostra resultados positivos”.
Uma das iniciativas para facilitar a vida dos que decidirem de última hora brincar o carnaval em Pernambuco é a Central de Disponibilidade de Hotéis, instalada no Aeroporto dos Guararapes. Até ontem, os leitos estavam com 97% de ocupação, mas José Otávio Meira Lins garante que haverá lugar para quem chegar.
“Este é o terceiro ano de operação, numa parceria com a Prefeitura do Recife. Os resultados são muito positivos e a intenção é manter o funcionamento em outras épocas do ano”, explica. As informações sobre hospedagem são atualizadas (incluindo os preços), através de um sistema ligado diretamente aos hotéis, possibilitando saber com precisão onde há apartamentos disponíveis no Recife ou em municípios próximos.
Pesquisa – Com a imagem do carnaval consolidada, o Recife investe agora em detalhar o perfil do folião. Para tanto, a Prefeitura do Recife vai aplicar uma pesquisa nos pontos de animação e nos hotéis, em busca do nível de satisfação dos visitantes. Serão abordadas questões objetivas (segurança, infraestrutura, destinos visitados) e também do imaginário (lembranças e sensações). “Vamos ter a dimensão do impacto do carnaval na economia. Serão 20mil questionários com os turistas e também com os gerentes de hotéis, antes e depois da festa”, conta o secretário de Turismo do Recife, Samuel Oliveira.
Serviço
Fiscais do Procon vão percorrer bares, restaurantes e clubes de baile no Mato Grosso do Sul, na sexta-feira (12/02) e no sábado (13/02) de Carnaval para verificar se está sendo respeitado o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado entre o órgão e a Abrasel- MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes-seccional MS), que veda a cobrança da taxa de 10% sobre o consumo, comumente chamada de taxa do garçom.
Durante a fiscalização será possível constatar se os estabelecimentos estão prestando informações claras, precisas e ostensivas ao consumidor, conforme prevê o Termo firmado em 18 de novembro de 2009, entre elas está a não obrigatoriedade do pagamento da comissão de 10% (dez por cento) pelos serviços (garçons).
O mesmo Termo obriga os estabelecimentos a informar o cliente sobre a cobrança do couvert artístico, o valor e a identificação dos artistas, o tempo de apresentação, o prazo de início da cobrança (que é de 15 minutos após a chegada do cliente), tudo informado antecipadamente em cartaz afixado na entrada do estabelecimento.
Além disso, estarão em pauta as proibições de cobrança de multa por extravio da comanda em bares que trabalham com esse sistema de controle e a exigência de consumação mínima no local.
No sábado (13/02), a equipe com representantes de todos os órgãos visitará os clubes da Capital que promovem bailes carnavalescos para orientar sobre a cobrança de meia entrada, além de outras relações de consumo que possam se estabelecer neste período.
A quarta edição da campanha Carnaval sem Fome mobiliza os foliões para doar alimentos não perecíveis antes do Carnaval na Bahia. Até agora foram arrecadadas aproximadamente 100 toneladas de alimentos. A campanha segue até a terça-feira de carnaval com 20 postos de arrecadação espalhados pelo circuito do carnaval em Salvador.
A quarta edição da campanha Carnaval sem Fome mobiliza os foliões para doar alimentos não perecíveis antes do Carnaval, em todos os grandes shows, ensaios e nos pontos de vendas de camarotes, abadás, supermercados e academias, além da arrecadação durante o Carnaval, nos postos instalados nos circuitos.
A campanha foi lançada pela Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida – Comitê Salvador, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes). As Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), juntamente com a Flem, apoiaram a Campanha em uma ação específica de mobilização dos servidores públicos do Estado da Bahia, para arrecadação de alimentos não perecíveis.
Durante o período de 29/01 a 16/02/2010, as doações podem ser feitas em 20 Postos de Arrecadação espalhados pelo circuito do carnaval em Salvador. Até agora foram arrecadadas aproximadamente 100 toneladas de alimentos. Estima-se que até o final dessa ação tenham sido recolhidas 200 toneladas de alimentos.
Este ano a campanha realizou uma promoçÃO específica para os servidores públicos. A cada 3 Kg de alimentos doados, eles receberam um cupom para participar do sorteio de brindes que aconteceu ontem, dia 10/02, na Flem. Várias instituições doaram brindes para ser sorteados. A Abrasel-BA disponibilizou 10 livros “Segredos dos Chefs”. do festival Brasil Sabor na Bahia para serem sorteados entre os participantes da campanha.
Nos últimos três anos, o Carnaval sem Fome arrecadou mais de 300 toneladas de alimentos e beneficiou cerca de 30 mil famílias em toda a Bahia. Este ano, além de Salvador, Porto Seguro também abraçou a ação beneficente com postos de doação espalhados pela cidade. Toda a arrecadação será doada para associações e entidades espalhadas por toda Bahia. Serão priorizadas as cidades em situação de emergência e com menores índices de Desenvolvimento da Família (IDF).
Média de acidentes envolvendo bebidas chegou a subir 12%
Dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apontam quem em Campinas a Lei Seca, que pune severamente quem for pego dirigindo após consumir bebidas alcoólicas, não teve impacto no número de acidentes envolvendo carros. A média mensal de atendimentos entre julho de 2008 e dezembro de 2009 é praticamente igual ao mês que antecedeu a nova legislação, em 20 de junho de 2008.
O número de acidentes teve redução de 20% logo após a lei entrar em vigor. Depois, o índice voltou a subir, chegando a ficar 12% acima do registrado antes da lei. Em média, o Samu atendeu 221 acidentes por mês desde o início da Lei Seca. “A eficácia da lei não foi tão interessante. Falta fiscalização”, afirmou o diretor do Samu, José Roberto Hansen.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o número de mortes no trânsito caiu de 4.670 em 2008 para 4.536 em 2009.
Em Campinas não é difícil encontrar desrespeito à Lei Seca. Em um posto de combustíveis no distrito de Sousas a EPTV flagrou jovens consumindo bebidas alcoólicas e depois dirigindo os seus carros. E eles ainda deixam o local sem os cintos de segurança. Em outro ponto da cidade, mais um flagrante. O motorista dirige com uma latinha de bebida na mão.
A Polícia Militar informou que nunca deixou de coibir o uso de álcool no trânsito. Mas a fiscalização é limitada pelo número de bafômetros. São 12 em uma cidade de um milhão de habitantes. E ainda de acordo com a PM, foram feitas 630 autuações entre novembro de 2008 e dezembro de 2009. Trinta e três pessoas foram detidas em flagrante.
A Lei Seca determina multa de R$ 957 e perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por uma no. Em casos considerados graves, o motorista pode ser preso.
Adeildes Vilas Boas, do Bem Natural, conta com quatro unidades do restaurante
Demanda por alimentos naturais aumenta e incentiva empreendedores em Belo Horizonte. Segundo a Abrasel MG, só em 2009, 20 casas, entre franquias e lojas próprias que oferecem este tipo de refeições foram abertas na capital mineira.
Refeições rápidas, com 0% de gordura e ingredientes frescos, de primeira. A receita para lá de saudável promete revolucionar o setor de alimentação em Belo Horizonte, que já conta com pelo menos cem casas do gênero, segundo a Abrasel-MG. Somente no ano passado, de acordo com a entidade, foram abertos 20 estabelecimentos, entre franquias e lojas próprias. Outros 40 deverão engrossar as fileiras neste ano.
De olho neste filão, empresários mineiros, entre os já estabelecidos e os que acabam de ingressar no mercado, planejam a expansão de seus negócios por meio de franquias. Aberta há apenas dois meses na avenida Prudente de Morais, no Bairro Cidade Jardim, a Smoo, a mais nova casa da cidade especializada em refeições leves, vem atraindo uma média 150 pessoas ao dia. O sócio-proprietário Raphael Menezes revela que a ideia foi concebida já com a intenção de partir para o licenciamento.
A marca própria, segundo Menezes, foi baseada em franquias norte-americanas e canadenses e tem como carro-chefe no cardápio as mais novas manias do momento, os wraps (sanduíches com recheios leves, enrolados em pão especial de massa finíssima) e os smoothies (vitaminas naturais que combinam sucos de frutas batidos na hora com sorbet ou frozen iogurte, uma versão light do milk-shake), além de diferentes combinações de saladas. Essa modalidade de cardápio vem sendo adotada por muitas lanchonetes e restaurantes fast-food da cidade.
O Smoo tem capacidade para 35 pessoas, e a ambientação da casa prima pela sofisticação. O investimento, segundo Menezes, foi da ordem de R$ 150 mil e gerou dez empregos diretos. Animados com o sucesso, os sócios articulam a abertura de uma nova casa, nos próximos seis meses, período em que pretendem implantar também o sistema delivery. “Nos encaixamos num setor embrionário, mas com um futuro altamente promissor”, acredita Menezes. A opção por um ambiente clean, completa o sócio Saulo Fróes Júnior, facilita a montagem de novas unidades. “Pensamos em tudo, até mesmo na flexibilidade, no conforto do ambiente”, diz.
O empresário Felipe Rajão é mais um a apostar na nova tendência. Há seis meses, abriu na Rua Goitacazes, no Hipercentro, a Saladeria BH, com capacidade para 250 clientes e também inspirada em casas americanas e da Europa. O grande diferencial, segundo ele, é a possibilidade de o cliente montar o próprio prato, lançando mão de 40 variedades de verduras e legumes, além de oito opções de carne, obviamente preparadas com ingredientes naturais. O valor das refeições foi decisivo para o sucesso do empreendimento. Pratos com cerca de 500 gramas custam R$ 12,90.
O investimento de R$ 280 mil, prevê Rajão, será mais que multiplicado, assim que for finalizado o processo da oferta de franquia. Seus planos incluem ainda a abertura de duas novas casas até o final deste ano. “Como os junkie foods estão em decadência, e a alimentação natural, em franca ascendência, não há como fugir a essa tendência de mercado”, avalia.
Franquias já estabelecidas também disputam sua fatia no mercado, como a norte-americana Salad Creations. Aberta há cinco meses no BHShopping, é a segunda loja da rede em Minas Gerais. O empresário Heli Ferreira Júnior afirma não ter hesitado em apostar no empreendimento, cujo investimento foi da ordem de meio milhão de reais e gerou 12 empregos diretos. “A aceitação foi, de cara, excelente. Não é para menos que pretendemos abrir mais uma loja na cidade até o final do ano”, afirma.
Até mesmo casas já estabelecidas, como a Bem Natural, que conta com quatro unidades na cidade, todas com nutricionista de plantão, prevê um futuro ainda mais promissor com o lançamento da franquia própria no mercado. “Tiramos aquele aspecto natureba da comida e assimilamos o naturalismo. Garantimos agora opções naturais, mas sem deixar de lado a tradicional cozinha mineira, mas tudo feito com pouco óleo e nada de tempero químico ou glutamato de sódio, que é um veneno para a saúde. Além disso, toda a nossa linha de sobremesa é preparada com açúcar mascavo ou demerara_”, diz Adeildes Vilas Boas, sócia-proprietária, lembrando que seu estabelecimento foi pioneiro na cidade no ramo de self-service de comida natural.
Ela revela que a ideia da franquia vem amadurecendo a cada investida, principalmente de clientes que insistem na ideia. “Achamos que o caminho aponta mesmo nessa direção. Já recebemos propostas de parceria em São Paulo, Campinas, cidades da Região Sul do país e até mesmo do exterior, como Madri, Nova York e Toronto, no Canadá”, conta. Os franqueados, prevê ela, fariam investimento inicial da ordem de R$ 400 mil e receberiam todo o apoio necessário, como ambientação do estabelecimento e treinamento de todo o pessoal envolvido no negócio. “É um filão ainda pouco explorado, justamente por exigir mão de obra qualificada e muita vigilância. E esse know-how que adquirimos foi fruto de muita persistência, de muita determinação”, diz. Além do cuidado todo especial com a comida, outro grande diferencial apontado por Adeildes é o fato de a casa não servir bebida alcoólica ou refrigerantes.
Outra casa já estabelecida na cidade, a Light Life, mantém há 15 anos, na Rua Paraíba, na Savassi, a tradição de servir alimentação leve e saudável. A oferta de kits congelados para dietas especiais e delivery de pratos quentes, segundo a proprietária, Maria Ernestina Cotta, se tornou um dos chamarizes do empreendimento, que também pode vir a se tornar uma franquia.
“Temos uma extensa lista de interessados em ser nossos franqueados, desde empresários mineiros a outros de São Paulo, Rio e Brasília. Ainda estou estudando essa possibilidade, que não é nada remota. Como não tenho sócios, penso em contratar uma empresa especializada para dar esse passo”, diz.
Maria Ernestina serve hoje, em média, 3 mil refeições ao dia. São mais de 70 pratos diferentes, além de sanduíches e sobremesas sem adição de açúcar. “Quando abrimos, havia três casas, mas duas fecharam em pouco tempo”, lembra.
O segredo do sucesso, segundo ela, é a determinação e o profissionalismo. “Não dá para ser amador, aventureiro. Para partir para esse ramo, deve-se estar muito bem embasado e, principalmente, acompanhar de perto toda a produção”, afirma. Há cinco anos, a Light Life ganhou nova cara. Maria Ernestina investiu R$ 30 mil na expansão da casa, que passou a oferecer 50 lugares, 20 a mais, e ganhou um empório com produtos vindos da roça.
O diretor da Abrasel MG, Lucas Pêgo, observa que a expansão de casas do gênero na cidade é uma tendência irreversível, diretamente relacionada com a mudança de hábitos alimentares do belo-horizontino. “O número de lanchonetes e restaurantes que oferecem ou agregam alimentos saudáveis em seu cardápio cresce na mesma proporção das academias de ginástica. As novas casas são, em geral, modernas, com o conceito interativo, e atraem principalmente mulheres”, diz.
Um dos produtos e serviços mais consumidos no Carnaval vai pesar mais no bolso dos foliões. O Carnaval do brasileiro poderia ser mais barato se não fosse pelo governo, atesta um estudo divulgado ontem, dia 08, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a incidência dos impostos sobre os principais produtos consumidos nesta época do ano.
O folião que abrir uma latinha de cerveja durante o Carnaval vai ter repassado 54,80% de seu preço ao Leão. O Chope e a cerveja em bares estão quase 10% mais caros na comparação com fevereiro do ano passado. O levantamento é da Fundação Getulio Vargas (FGV). O reajuste foi causado pela alta dos preços dos serviços em geral. “As políticas para alavancar a demanda fizeram com que o consumo não parasse”, afirma o economista Andre Braz, completando que a cerveja ainda sofre efeito sazonal: nos meses de maior calor, como dezembro, janeiro e fevereiro, o consumo aumenta e, consequentemente, também os preços.
Outra bebida que está mais cara é a caipirinha. A cachaça, o açúcar e o limão acumularam altas consideráveis no último ano. Somados, o valor pago pelo folião pode ser até 54,29% maior que no Carnaval de 2009. Segundo a FGV, o açúcar subiu 69,81% em 12 meses. No mesmo período, a aguardente de cana teve alta de 17,4%. O limão, por sua vez, avançou 8,93%. Todos foram bem acima da inflação do ano passado, de 4,31%.
Uma boa notícia é que, depois de beber cerveja e caipirinha mais caras, o folião não vai pagar muito para cuidar da ressaca: o preço do antiácido subiu 4,34%, praticamente em linha com a inflação.
Enquanto o preço das bebidas destiladas subiu 13%, o álcool combustível para viajar no feriado está 27% mais caro. O etanol foi o item da lista de Carnaval da FGV que mais aumentou no período de 12 meses.
Em média, a cesta de produtos mais consumidos durante a folia subiu quase 5%, acima dos 4% do índice geral de preços. O levantamento contou com itens como roupas leves, sandálias, antiácido, desodorante, hotel, passagens e pedágio, por exemplo. As passagens aéreas podem ser uma alternativa, já que tiveram a maior queda no período. Também caíram os preços das sandálias femininas. Já os protetores solares para pele subiram 3% e os desodorantes quase 2,5%.
Se o folião quiser vestir uma fantasia para correr atrás dos tradicionais blocos, serão entre 33,91% e 36,41% que irão parar nos cofres da Receita Federal. E ai de quem pensar em soltar confete e serpentina: 43,83% do valor são do governo.
“O governo federal, para atacar os reflexos da crise mundial, procurou direcionar a sua política de desoneração para itens que teriam maior repercussão na economia brasileira, deixando de fora os produtos considerados supérfluos, como os consumidos no carnaval”, explica João Eloi Olenike, presidente do IBPT.
A assessoria na Receita Federal não quis se manifestar sobre a alta carga tributária dos produtos.
h3.Inflação
Como se não bastasse o peso dos tributos, alguns dos itens mais consumidos durante o Carnaval também subiram de preço em relação ao ano passado. A cerveja está 9,57% mais cara, segundo pesquisa da FGV.
Confira a lista do IBPT com os tributos sobre produtos de Carnaval:
Alfredo Lopes - presidente da ABIH-RJ
Alfredo Lopes, atual presidente da ABIH-RJ, formou uma chapa de oposição para disputar a presidência da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS). Alexandre Sampaio, presidente do SindRio, era o único executivo que concorria ao cargo ocupado no momento por Norton Lenhart. As eleições estão marcadas para maio.
“Como vice-presidente da CNTur há 12 anos, entendo que não é de agora a necessidade do turismo ser trabalhado como uma atividade de grande importância para o mercado. A CNC tem um bom desempenho, mas vincular a Federação à CNTur permite um desenvolvimento focado de acordo com o crescimento do setor”, declara Lopes.
Sobre algumas ações defendidas, o atual presidente da ABIH-RJ explica a vontade de abrir maior número de sindicatos para ampliar a democracia, base da participação dentro da Federação. “A diversidade da demanda é grande, o que torna preciso agregar informações do que acontece em cada lugar. O destino Angra dos Reis, por exemplo, está sofrendo queda na ocupação em plena alta temporada, tendo em vista o acidente ocorrido no Réveillon”, explica Lopes, destacando que identificar os problemas regionais contribui para pleitear investimentos na região, bem como em campanhas publicitárias.
Em 2009, denúncias de abuso registraram recorde. Presidente de conselho critica criança no posto de madrinha de bateria
Foi lançada nesta segunda-feira (8) a quinta edição da Campanha de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no carnaval. A iniciativa é da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que escolheu o Morro da Urca, na Zona Sul do Rio, como cenário para o lançamento.
O objetivo do governo é usar o carnaval para alertar sobre a exploração de menores e mulheres durante o período de festas. Dados do Conselho Nacional de Crianças e Adolescentes registraram que, no Rio, dois terços dos casos de abordagem ilegal a menores é feito por turistas.
“A prevenção é a melhor solução. Acho que não se deve aproveitar a liberação e a fragilidade da festa de carnaval para cometer crimes contra menores, como a exploração sexual”, explicou o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.
h3.Polêmica no carnaval carioca
O presidente do Conselho estadual de Defesa dos Direitos a Criança e Adolescente do Rio, Carlos Nicodemos, criticou novamente a decisão da escola de samba Viradouro em colocar a pequena Julia Lira, de 7 anos, no posto de madrinha da bateria da agremiação. A menina é filha do presidente da escola, Marco Lira.
“Nós defendemos a participação de crianças e adolescentes em desfiles de escolas de samba, porém em alas infantis e mirins, e não em uma ala onde há a comercialização da beleza e da estética, como a de madrinha ou musa. Esperamos que o juiz não conceda o alvará de permissão ao desfile desta menina”, destacou Nicodemos.
h3.Campanha em bares e hotéis
Representantes do Conselho de Direitos Humanos iniciaram uma campanha em bares, hotéis e restaurantes para orientar os funcionários dos estabelecimentos a denunciarem os casos de abuso ou prostituição infantil.
De acordo com subsecretária nacional dos direitos da criança e do adolescente, Carmen Oliveira, em 2009, o Disque 100, serviço do governo que recebe denúncias contra menores, registrou cerca de 30 mil ligações, número recorde do programa desde sua criação, em 2003.
“Esse número recorde demonstra que as pessoas estão se conscientizando e estão denunciando esse tipo de crime. Essa ação não é so para o carnaval, e sim para todas as épocas do ano”, constatou a subsecretária.
h3.Esclarecimento às famílias
Para a secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, a campanha serve também como um esclarecimento às famílias, que moram próximas de estradas, praias e outros pólos de exploração sexual a menores.
Segundo ela, um mapeamento anual da Policia Rodoviária Federal apontou nas estradas brasileiras 1.200 pontos vulneráveis à prática da prostituição.
“Vamos distribuir cartilhas, fazer seminários e debates em escolas para mostrar como identificar e evitar casos de abuso em crianças e adolescentes”, disse a secretária.
As primeiras-damas Marisa Letícia, esposa do presidente Lula, e Adriana Ancelmo, esposa do governador Sérgio Cabral, não compareceram ao evento, apesar de convidadas.
Sucesso no carnaval do Recife,o espaço gastronômico está funcionando desde o dia 05 de fevereiro e segue até a terça-feira gorda, dia 16
Alimentação segura e de qualidade, com conforto e segurança sem sair do foco da folia. Esse contexto existe. É o que garante a Arena Gastronômica, localizada na Central de Serviços do Carnaval Multicultural do Recife, no Terminal 12, no Marco Zero do Recife Antigo. Em sua 4ª edição, a Arena que é fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo, com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco (Abrasel-PE), conta com a participação de nove restaurantes da cidade. São eles, a Oficina do Sabor, Bar da Fava, Tabuleiro, Steffano, Top Café, Dona Preta, Hakata, Arte Café e Natrielle que oferecerem uma grande variedade de lanches e refeições até o dia 16 de fevereiro, com muito frevo, samba e maracatu. A entrada é aberta ao público.
Para o presidente da Abrasel-PE, Mário Jorge Carvalheira, a expectativa para o carnaval é bastante positiva. “A Arena é um evento que está se consagrando ao decorrer dos anos como um sucesso total. O público é o turista que encontra na Arena um ambiente confortável, arejado, bem localizado, com um horário estendido e preços acessíveis”. A previsão é que cerca de 250 mil pessoas circulem pela Arena Gastronômica nos 12 dias.
A praça de alimentação irá dispor de 90 mesas e espaço para 360 pessoas sentadas.
O consumidor brasileiro irá gastar 4,97% a mais este ano ao comprar produtos típicos de Carnaval, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A variação ficou acima da inflação pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no mesmo período, de 4,42% entre fevereiro de 2009 e janeiro deste ano.
Entre os 20 itens pesquisados pela entidade, o álcool combustível (27,33%) foi o que mais aumentou no período pesquisado. Já a gasolina encareceu bem menos, 2,6%.
Em segundo lugar no ranking dos produtos que tiveram as maiores altas, estão as bebidas destiladas (13,65%), como vodka e cachaça. O chopp e a cerveja consumidos em bares ficaram em terceiro lugar, ao registrar elevação de 9,57%. Comer fora de casa também ficou mais caro: em média, 6,63%. As refeições em restaurantes subiram 6,83% e as realizadas em bares e lanchonetes aumentaram 6,37%.
Quem vai viajar no feriado de Carnaval também deve preparar o bolso. Os reparos em automóveis subiram 7,09%, o pedágio ficou 4,54% mais caro e o preço das diárias em hotel aumentaram 3,65%. Com o forte calor que atinge boa parte do País, os protetores para pele (3,60%) e os desodorantes (2,45%) também avançaram.
Já as passagens aéreas (-31,89%) apresentaram a maior queda de preços no período analisado pela FGV. Outro produto que também pesou menos no bolso do consumidor foi sandálias femininas (-1,65%).
Consolidar o Carnaval de Fortaleza não é apenas uma questão de política cultural. Uma festa concorrida como a de Salvador, por exemplo, onde o investimento da iniciativa pública e privada é em torno de R$ 30 milhões, o movimento da economia local chega a R$1 bilhão, segundo dados da Prefeitura de Salvador.Atraindo cerca de 650 mil turistas, a cidade consegue gerar, com o Carnaval, aproximadamente de 220 mil empregos. Em Fortaleza, para este ano, as expectativas da Prefeitura é que receita turística chegue a R$ 169,8 milhões no período.
De olho nessa movimentação, a Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor) aposta nas transformações do Carnaval fortalezense para vendê-lo como produto turístico em feiras do setor. “O turismo precisa de atrativos, precisa qualificá-los. Fortaleza sempre foi vendida como uma cidade de sol e praia e desde que assumimos, estamos tentando vender algo a mais, tentando qualificar atrativos na área cultural. Um desses foi o Réveillon e agora, estamos partindo para o Carnaval”, explica o coordenador de planejamento e informações da Setfor, Rafael Cordeiro.
Embora os esforços do poder público tenham crescido, entre alguns dos principais setores do trade turístico o clima ainda é de descrença e o fato de Fortaleza ``não ter Carnaval`` não incomoda. “Já tem gente vindo para o Pré-Carnaval, mas para Carnaval o pessoal vem para descansar”, diz o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/CE), Augusto Mesquita. Segundo ele, alguns restaurantes não abrem durante o feriado e aproveitam a época para dar folga aos funcionários. “Nós temos uma particularidade em Fortaleza. Os restaurantes fecham e os que ficam abertos, ficam lotados”, conta.
Já no setor hoteleiro é o contrário. Conforme publicado no O POVO, na última quarta-feira, 3, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Ceará (ABIH/CE) é chegar a uma média de 91,74% de ocupação da rede hoteleira em Fortaleza entre o sábado que antecede o Carnaval, 13, e a quarta-feira de cinzas, dia 17. Em 2009, o percentual foi de 87,84%, enquanto em 2008 chegou a 85,66%. De acordo com o presidente da ABIH, Régis Medeiros, 90% desses turistas são brasileiros, a maioria famílias e casais que procuram tranquilidade no período momino.
Para alguns setores empresariais, como o de serigrafia, o investimento nas festas de Carnaval de Fortaleza tem sido uma oportunidade de crescimento de negócios. O empresário Ricardo Vasconcelos, proprietário da SVC Camisetas, conta que entre o início de janeiro e o Carnaval, o ritmo de produção de camisetas aumenta em cinco vezes. Já o faturamento chega a dobrar neste período do ano. Neste ano, para dar conta de toda a demanda, a empresa contratou 15 novos funcionários.
“Os blocos deixam tudo para a última hora e, às vezes, eu tenho que negar pedido para dar conta”, destaca o empresário. “Nos últimos anos, teve muito crescimento, principalmente durante o Pré-Carnaval. No Carnaval também tem crescido, mas é tudo do interior”, completa.
Bloco em 2008
Dizem que baiano não nasce, estreia. Pois em Pernambuco, onde a paixão por carnaval é um caso só claramante explicado pela genética, o bebê já estreia fantasiado…
Não dá para explicar tanta criatividade! Quando a gente pensa que viu a mais hilária de todas as fantasias de carnaval, eis que surge na sua frente uma ainda mais inventiva. Claro, e bloco. Não dá para pular um carnaval em Recife sem ter um bloco. Com três pessoas já dá para formar um…
A gastronomia também tem a tradição de ir às ruas no carnaval de Pernambuco. O Bacalhau do Batata é o mais antigo dos blocos formados pela turma da cozinha, pelo menos que eu me lembre. Mas este ano, nas prévias carnavalescas do Recife Antigo, fiquei sabendo do bloco *“Eu só como na rua”*, que desfila na segunda-feira que vem, dia 8 de fevereiro. O bloco já tem três anos de ’saída’ e é formado por chefs de cozinha, donos de bares e restaurantes, estudantes e professores da área gastronomia e os amantes da gastronomia em geral.
A concentração está marcada a partir das 18h, na Arena gastronômica — instalada na Central de Serviços do Carnaval Multicultural do Recife – Marco Zero. A arena também é uma grande sacada do carnaval no Recife Antigo…
A organização é da Abrasel-PE, com o apoio da Engenho Comunicação & Marketing – empresa que edita a revista Engenho da Gastronomia (vendida também em Natal).
O bloco será animado por uma orquestra que entoará os autênticos frevos pernambucanos. O bloco – o primeiro gourmet do Brasil – sai do Marco Zero e percorre as ruas do Recife Antigo.
“Eu só como na rua” também marca a confraternização carnavalesca de um dos setores que mais cresce no Recife, que é o 1º Pólo Gastronômico do Norte e Nordeste e o terceiro do país.
“O carnaval é muito forte em nossa cultura e o setor gastronômico não poderia ficar de fora”, diz o diretor-executivo da Abrasel – PE , Valter Jarocki.
Outra ação do que merece destaque é a Arena Gastronômica. Trata-se de uma ação da Prefeitura local, sob coordenação da Abrasel, na qual nove restaurantes da cidade estarão oferecendo refeições de qualidade e com segurança para os foliões, sem sair do foco da festa. A Arena Gastronômica vai funcionar a partir do dia 05 de fevereiro até o dia 16, terça-feira gorda de carnaval.
Diferente de 2009, este ano será repleto de feriados prolongados. Ao todo, 11 feriados nacionais irão cair em dias úteis, o que deve resultar no aumento de movimento em destinos turísticos. Para os setores de hotelaria, bares, restaurantes e entretenimento, as datas são sinônimo de muito trabalho e boas chances de aumentar os lucros.
Para o litoral catarinense, o benefício vem também dos feriados dos estados vizinhos, Paraná e Rio Grande do Sul, e também de São Paulo. A extensão do litoral, a proximidade de vias rápidas, como a BR-101, e o esforço de operadoras, agências de turismo e empresas aéreas em oferecer pacotes aos turistas tornam a visita à Santa Catarina uma oportunidade cada vez mais viável. “Nosso Estado já faz parte do destino obrigatório de muitos turistas durante o ano, e os feriadões só vem a fortalecer o aumento no movimento”, explicou o presidente da Abrasel SC, Ézio Librizzi.
Assim como o início de temporada gerou grande movimento em Santa Catarina, a expectativa para o restante do ano também é positiva. E para aproveitar tantos dias de folga, o Sistema Brasileiro de Hotéis, Lazer e Turismo (SBTUR), especialista em Turismo Social, sugere que os turistas planejem os passeios com antecedência. “Por meio do Turismo Social é possível parcelar em até 12 vezes, uma viagem com 7 diárias, com café da manhã, para duas pessoas”, explica o presidente da Associação Brasileira de Cooperativas e Clubes de Turismo Social (Abrastur) e do SBTUR, Paulo Brito de Freitas.
Especializado nessa modalidade, o SBTUR é considerado uma das maiores redes de agências de turismo do sul do país e exemplo de como o turismo social tem crescido. A rede conta com 20 franquias distribuídas em seis estados brasileiros, mais de 500 hotéis cadastrados por todo o país e mais de 20 mil associados. “Quanto mais associados, mais barato fica o turismo social”, afirma Freitas.
Alfredo Lopes, atual presidente da ABIH-RJ, lançou chapa de oposição para concorrer com Alexandre Sampaio à presidência da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS). A chapa é apoiada por Nelson de Abreu Pinto, presidente da CNTur. Lopes, que atualmente também é segundo vice-presidente do SindRio, tinha até hoje às 17h para registrar a chapa. As eleições estão marcadas para maio.
Segundo o presidente do SindRio e canditato da situação, Alexandre Sampaio, a notícia foi uma surpresa para o trade fluminense, que esperava uma chapa única de conciliação, e passa a ideia de divisão do setor, “que tem lutado para trabalhar de forma unificada”.
Sampaio destaca que a chapa da situação tem o apoio do trade e da maioria dos sindicatos ligados à FNHRBS, incluindo o atual presidente, Norton Lenhart. “Montamos uma chapa muito plural, com a participação da maioria dos sindicatos. A idéia é que a chapa seja representativa e participativa”, disse. O candidato a vice de Sampaio é Wilson Kalil, do Sindbares de Vitória (ES).
Novas cédulas do Real: tamanhos diferentes, como o Euro
O governo apresentou nesta ontem, dia 03 de fevereiro, uma nova família de cédulas do real e afirmou que as notas, mais resistentes à falsificação, contribuirão para preparar o País a ter uma moeda que circule internacionalmente.
O Banco Central gastará R$ 1,152 bilhão até 2012 (R$ 384 milhões por ano) para pôr em circulação a nova família de cédulas de real. “Temos que nos preparar para que o real tenha circulação internacional”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao apresentar as novas cédulas ao lado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. “Para isso, é importante termos papel-moeda sólido, que seja a prova de falsificações”. As novas notas custarão 28% a mais do que as atuais.
A substituição das cédulas de real que estão em circulação será feita de forma gradual, à medida que o Banco Central for recolhendo as notas desgastadas pelo tempo. Em uma primeira etapa, explicou o presidente do BC, Henrique Meirelles, serão fabricadas e trocadas apenas as cédulas de R$ 50 e R$ 100, as mais falsificadas. A primeira fornada sairá da Casa da Moeda a partir de abril. Serão 200 milhões de notas de R$ 50 e 50 milhões de R$ 100 – no total, há, atualmente, 1,6 bilhão dessas cédulas circulando pelo País. No primeiro semestre de 2011, será a vez de substituir as cédulas de R$ 10 e R$ 20. E, nos primeiros seis meses do ano seguinte, as notas de R$ 2 e de R$ 5. Não está prevista a fabricação de cédulas de R$ 1 pelo novo modelo. O BC optou pela produção de moedas nesse valor. As novas cédulas terão as mesmas cores e temáticas das notas já em circulação, mas terão tamanhos diferenciados para facilitar o reconhecimento por deficientes visuais.
Meirelles fez questão de ressaltar que não há necessidade de a população correr aos bancos para trocar as atuais notas de real. “Durante um bom tempo, as duas famílias de notas vão circular normalmente pelo Brasil, sem nenhuma distinção”, afirmou. Ele chamou a atenção ainda para o fato de, pela primeira vez na história, o Brasil fará uma troca de cédulas sem mudança no padrão monetário. “Desta vez no Brasil a mudança na família de moedas veio dentro de um critério de continuidade, de estabilização, e não de uma mudança no padrão da moeda. Isso é muito importante”, disse Meirelles. Nos processos anteriores, devido ao descontrole inflacionário, o País tinha que mudar o nome de sua moeda e cortar zeros. Agora, o que se vê é apenas um aperfeiçoamento no sistema de segurança.
“Estamos acompanhando a revolução tecnológica que ocorreu em todo o mundo. Teremos cédulas compatíveis com um país que consolidou um processo de estabilização, mantém a inflação na meta, e está se internacionalizando. É natural, portanto, que o real se torne uma reserva de valor, que as pessoas passem a guardar parte do dinheiro em casa”, disse o presidente do BC. Ele ressaltou, porém, que houve a preocupação do governo de tomar alguns cuidados para não criar confusão na população. Ou seja, não haverá grandes modificações na aparência das notas. As cores das cédulas continuarão as mesmas, assim como as figuras ilustrativas.
O que mudou foram os sistemas de segurança, para dificultar a falsificação, e as dimensões. Cada nota terá um tamanho, como ocorre em 83% dos países do mundo, sendo que, quanto maior o valor, maior será a cédula. Essa diferenciação, justificou o diretor de Administração do BC, Anthero Meirelles, contempla uma reivindicação da Justiça para facilitar a vida de mais de 2,5 milhões de deficientes visuais. Haverá, ainda, um detalhe como se fosse um chip de cartão de débito. “Absorvemos a melhor tecnologia do mundo usada para a fabricação da nova família do dólar, do euro e do peso chileno.”
Na avaliação do chefe do Meio Circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho, com os novos instrumentos, a falsificação do real tenderá a cair, aproximando-se dos padrões mundiais. Segundo ele, o índice no País é de 143 notas falsificadas por lote de 1 milhão. Na Europa, a relação é de 53 cédulas por grupo de 1 milhão. Ele lembrou que, há dois anos, as notas apreendidas pelo BC e a Polícia Federal equivaliam a R$ 28 milhões. Em 2009, esse valor recuou para R$ 23 milhões.
Artigo de Fernando Thadeu publicado no Jornal O Globo
A Lei Seca se reveste, em grande parte, de flagrantes e indiscutíveis ilegalidades. O Brasil é signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica – que foi incorporado e ratificado pelo Brasil em 25 de setembro de 1992, que em seu artigo 8º diz claramente que todos são inocentes e ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo.
Isso quer dizer que, se eu me recusar a assoprar o bafômetro ou a fazer qualquer exame de sangue, não posso ser objeto de nenhuma sanção. Além do mais, as penas da chamada Lei Seca são absolutamente desproporcionais. Os juízes podem tranquilamente alterar e denunciar leis que os legisladores prescreverem de forma absurdamente desproporcionais, como foi o caso da famigerada e inconstitucional Lei Seca. É ilegal, arbitrária e discriminatória a forma de abordagem dos motoristas por estar sendo violado o Princípio da Presunção da Inocência.
Ninguém pode ter cerceado seu direito de exercer sua liberdade de locomoção, a menos que esteja cometendo flagrante delito ou exista ordem judicial para sua privação do direito de ir e vir. Burocratas da prefeitura, Detran, Cet-Rio e outros órgãos afins não podem presumir que condutores de veículos que não tenham praticado nenhuma infração estejam alcoolizados.
Motoristas só podem ser abordados quando for constatada de forma indiscutível a prática de alguma ilicitude. Não se pode impor a ninguém realização de prova de qualquer natureza contra si próprio, principalmente constrangendo-o em plena via pública como vem acontecendo rotineiramente. Além disso, o poder público é totalmente incompetente, omisso e irresponsável em relação ao transporte público. Esses burocratas não podem continuar coagindo os motoristas a assoprar o bafômetro nem rebocando carros como eles têm feito sistematicamente.
Trata-se, na verdade, da insaciável ânsia do estado em punir e arrecadar rebocando carros sem nenhum critério, numa verdadeira indústria dos reboques. Aliás, a quem pertence esses reboques? Para onde está indo todo esse dinheiro arrecadado pelo Detran? O bafômetro não se constitui em prova irrefutável. É preciso que existam provas materiais mínimas. Ninguém é obrigado a fazer teste nenhum, nem mesmo o exame de sangue. No caso, não cabe nem flagrante. Essa lei nova na parte criminal é uma tragédia.
Não existem estudos científicos em nenhum lugar do mundo que assegurem que a dosagem de álcool fixado pela tal Lei Seca (seca de inteligência) comprove o estado de embriaguês. Direitos fundamentais dos motoristas estão sendo desrespeitados diariamente. E o desrespeito a qualquer direito dos cidadãos levará o Judiciário inevitavelmente a absolver qualquer acusado que não tiver os seus direitos fundamentais respeitados.
Não estamos vivendo, até que me provem o contrário, num período de trevas, de obscurantismo. Não se pode misturar, de forma alguma, política com religião como fazem alguns deputados demagogos. Somos ou não um estado laico? O que temos presenciado cotidianamente são agentes, particularmente do Detran, em nome do estado, abordando arbitrariamente milhares de motoristas e uma gigantesca e suspeitíssima indústria dos reboques atuando impunemente. É preciso, acima de tudo, respeitar a Constituição.
Representantes da Abrasel Alagoas se reuniram ontem, dia 02 fevereiro, com os promotores de Justiça Karla Padilha e Flávio Gomes da Costa para solicitar apoio do Ministério Público Estadual(MPE) no combate aos assaltos a bares e restaurantes de Maceió. Na última semana, um dos crimes chegou a ser filmado por um empresário. De acordo com a Abrasel, nesse primeiro mês de 2010, mais de 20 assaltos já foram registrados nos estabelecimentos da capital.
Segundo o presidente da Abrasel-AL, Luiz Alberto Barbosa, o grupo saiu da reunião esperançoso. “O Ministério Público vai solicitar às duas polícias (Militar e Civil) um programa contínuo de segurança, para que as pessoas possam sair de casa sem medo”, contou. Ele acrescentou ainda que vai aguardar o posicionamento do MPE e dos órgãos ligados à Segurança Pública, para então continuar as cobranças por mais segurança.
Os promotores de Justiça se comprometeram a cobrar dos comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil este planejamento de ações de curto, médio e longo prazo que possam atenuar os problemas de segurança nos bares e restaurantes de Maceió.
“O Ministério Público, por meio da Promotoria Coletiva de Controle Externo da Atividade Policial, vai acompanhar mais de perto o que está sendo feito para que os índices de criminalidade trazidos à reunião, que são preocupantes, possam retornar a níveis toleráveis”, garantiu a promotora de Justiça Karla Padilha. Segundo a promotora, a redução da criminalidade só pode ser obtida com planejamento e organização e não apenas por meio de ações pontuais.
Acompanharam a reunião o vice-presidente da Abrasel/AL, André Generoso, Fábio Luiz Russo, da Central de Negócios do Sebrae e o representante do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares, Eutímio Júnior.
Na maior parte das vezes, os criminosos invadem o estabelecimento, rendem clientes e levam bolsas, celulares, jóias e dinheiro. Os bandidos ainda conseguem levar dinheiro do caixa do estabelecimento e fogem.
Na semana passada, um dos bandidos foi preso depois de ser ferido pelo próprio comparsa. O assalto aconteceu em um restaurante especializado em frutos do mar, que fica na Jatiúca. Três bandidos anunciaram o assalto, mas um cliente reagiu e houve troca de tiros. Um dos bandidos foi atingido e levado para o Hospital Geral do Estado, onde foi autuado e preso em flagrante.
Outro caso foi registrado em um bar localizado no Poço. Os bandidos estacionaram o carro na frente do estabelecimento, esperaram os clientes saírem e levaram um televisor de plasma, um aparelho de som e R$ 700. O dono do estabelecimento contou que chegou a acionar a PM, que demorou bastante para chegar e acabou não encontrando os criminosos.
O presidente do STF, Gilmar Mendes
O primeiro semestre do ano será de decisões polêmicas para os ministros que compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os processos com peso político que devem movimentar o plenário da Corte está o de revisão da Lei de Anistia e o que julgará a constitucionalidade das cotas raciais em universidades federais. Além, claro, das ações que têm autoridades públicas como alvo.
Mas o STF também se debruçará sobre temas que afetam diretamente o cotidiano dos brasileiros. Na pauta do tribunal, por exemplo, estão os *julgamentos de constitucionalidade da chamada Lei Seca e da polêmica Lei Antifumo editada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A aplicação do regime jurídico das uniões estáveis para uniões homoafetivas e a interrupção de gravidez em que os fetos são anencéfalos também serão temas debatidos pelos ministros. “Quando enfrenta o desafio de analisar controvérsias que dividem a sociedade, esse tribunal se coloca corajosamente em condições de vanguarda”, ressaltou o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.
No dia 01 de fevereiro, durante a abertura oficial dos trabalhos do Judiciário, Mendes afirmou que o calendário eleitoral não vai interferir nos trabalhos da corte. “Não há nenhuma dificuldade. Vamos continuar a pauta do ano passado e, assim que os relatores colocarem os processos, organizaremos a pauta”, garantiu.
Mendes também fez um balanço das ações do STF em 2009. O ministro destacou a aprovação de 11 súmulas vinculantes e a redução de cerca de 40% no número de processos distribuídos nos últimos dois anos. Entre os julgamentos de grande repercussão no ano passado, estão a demarcação de terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o monopólio dos Correios e a revogação da Lei de Imprensa, por exemplo.
O presidente do STF ainda foi questionado sobre a possibilidade de novas discussões entre os magistrados que compõem a corte tomarem o plenário. “Todos nós aprendemos, mas eu não posso garantir desde logo que não haverá debates, discussão ou escaramuça, porque isso faz parte da vitalidade da corte”, respondeu.
No ano passado, o próprio Gilmar Mendes se envolveu em debate com o colega Joaquim Barbosa. Na ocasião, os dois protagonizaram um bate-boca. Barbosa chegou a dizer que o presidente do Supremo estava ”_ destruindo a credibilidade da Justiça brasileira_”. O embate pôs fim à sessão e instalou uma crise na mais alta corte do país.
Confira alguns dos temas controversos que serão debatidos no Supremo este ano:
Promoção acontece de 3 a 28 de fevereiro.
Os bares e restaurantes da capital aderem, pelo quarto ano consecutivo, ao Liquida Porto Alegre. A promoção, que acontece de 3 a 28 de fevereiro, contará com a participação de estabelecimentos de diferentes culinárias e estilos. Descontos, sobremesas, drinques e até pedidos em dobro estão entre as vantagens oferecidas pelos estabelecimentos durante o período.
“O Liquida já é uma marca do verão em Porto Alegre. É uma excelente oportunidade para aquecermos nosso mercado, aumentarmos nossas vendas e possibilitarmos ao público que usufrua ainda mais da gastronomia diferenciada da capital”, afirma Pedro Hoffmann, presidente da Abrasel RS, que coordena a ação junto às empresas. Os estabelecimentos interessados em participar da promoção devem inscrever-se gratuitamente no site http://www.liquidaportoalegre.com.br.
Outras informações
Informações para a imprensa:
A queda no faturamento de bares e restaurantes, que chegou a 30% no primeiro mês de aplicação da Lei Seca, hoje varia entre 7% e 8%, segundo o sindicato que representa os estabelecimentos (SindRio).
O índice, porém, não reflete a realidade do sofisticado bistrô Intervinos que, depois de um ano e quatro meses na Estrada da Gávea, em São Conrado, não digeriu os efeitos das operações e fechará as portas neste domingo. Conforme Ancelmo Gois noticiou em sua coluna no GLOBO, o dono da casa calcula que o faturamento do restaurante caiu em 70%, desde o início das blitzes.
Idealizado pelos irmãos Pedro e Álvaro Borgerth, o Intervinos é especializado em gastronomia europeia e seu diferencial é a carta de vinhos a preços de importadoras. O valor cobrado pela garrafa, no entanto, não foi atrativo suficiente para prender a clientela, temerosa das blitzes realizadas no entorno da casa.
“Quando abri o restaurante não havia Lei Seca. Hoje, tem operação na Gávea, na Lagoa e na Barra. O custo-benefício do restaurante é bom, o vinho sai pelo preço de custo de uma importadora, mas estamos num ponto afastado e rodeado de blitzes. Pensei em levar a casa para o Leblon, mas não poderia cobrar lá o mesmo valor de São Conrado”, disse Álvaro.
Com o encerramento das atividades, 24 funcionários do Intervinos serão dispensados. A casa, com 18 mesas, tem capacidade para 60 pessoas:
“Dirigir bêbado sempre foi proibido. Só que, antes, podia beber duas taças. Essas operações são apenas para esse governo arrecadar mais. Eu, por exemplo, moro na Lagoa. Poderia ir beber no Leblon e, depois, voltar para casa dirigindo pois, nesse caminho, nunca há blitz”, disse Álvaro.
Estado diz que a lei não proíbe ninguém de beber
Segundo o estado, as operações, que começaram em março de 2009, salvaram a vida de 3.700 pessoas no Rio. Em nota, a Secretaria de Governo disse que “o objetivo das operações é salvar vidas, combatendo a imprudência da mistura de bebida alcoólica e direção”. O lema, “Nunca dirija depois de beber”, segundo a secretaria, é bastante claro em relação ao caráter da ação, que pune como manda a lei federal 11.705/08, mas também previne e educa. A recomendação, segundo o estado, não é “não beber”, mas “não dirigir depois de beber”.
Presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Alexandre Sampaio acredita que o ocorrido no Intervinos seja um caso isolado:
“Ele foi um caso específico, que não reflete a realidade da cidade. As leis contribuíram para a queda no faturamento, que chegou a 30% no primeiro mês, mas as casas foram absorvendo o processo, fizeram convênios com cooperativas de táxi, incentivaram o uso do motorista da vez e conseguiram se manter, mesmo com a queda de até 8% na receita”.
Instalação atende pedido de deputada de Sorocaba
A Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI)da Gorjeta, que investigará bares e restaurantes que não repassam a gorjeta aos funcionários, vai começar em março na Assembleia Legislativa de São Paulo. O pedido da instalação foi feito por meio de requerimento da deputada estadual sorocabana Maria Lúcia Amary (PSDB), em 2008.
Entre as principais discussões está o fato de muitos estabelecimentos não repassarem a gorjeta aos funcionários ou repassar apenas parte dela. “Muitas vezes o dinheiro é usado para cobrir gastos como louças quebradas”, disse a deputada.
Outro ponto que a CPI deve apurar é porque as gorjetas não são utilizadas para cálculo de direitos, como férias. “É preciso definir se é parte integrante do salário ou apenas uma gratificação”, avalia Maria Lúcia.
A CPI deverá investigar também questões trabalhistas e a sonegação fiscal por parte de donos dos estabelecimentos. “O repasse dos 10% precisa ser regulamentado com urgência. Isso é para que a fraude na gorjeta não tome proporções gigantescas”, acredita a deputada.
Nem chuva nem restrição ao fumo no Estado de São Paulo foram páreo para o crescimento das vendas de cerveja no país no ano passado. Com vendas totais de R$ 31,576 bilhões, as cervejarias faturaram 11,8% a mais que em 2008, segundo dados da Nielsen referentes aos 12 meses de 2009.
Além de serem beneficiadas por um consumo 5,9% maior – já que o volume vendido atingiu 7,729 bilhões de litros no ano – a indústria nacional da cerveja lucrou com o aumento do preço médio da bebida. “O ano parecia que ia ser muito difícil mas no final foi muito bom graças à melhora do poder aquisitivo da população”, disse Paulo Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Lanchonetes (Abrasel). “Com mais dinheiro no bolso o consumidor absorveu o aumento do chope, que ficou entre 10% e 11% no ano e também o da cerveja, que na média ficou em 6%”, acrescentou.
A alta no preço da cerveja foi de 11,20% no acumulado entre janeiro e dezembro do ano passado, segundo o IPC-Fipe (índice que mede a variação de preços ao consumidor no município de São Paulo). Além do reajuste, os novos formatos, como as latinhas de 310 ml, colaboraram para levar o faturamento para cima. Embora custem menos para o consumidor, o preço por ml é mais alto. No mercado mundial, o Brasil foi um dos poucos países em que as vendas de cerveja cresceram em 2009, segundo Trevor Stirling, analista da Bernstein Research, de Londres. “E a alta foi bastante forte devido aos fundamentos sólidos do mercado de consumo do país e do aumento de renda real”, disse. Mas o analista faz uma ressalva. “Dois mil e oito foi um ano de crescimento muito baixo”, observa. Naquele ano o período de maior consumo (verão e Carnaval) foi muito curto e com clima ruim. “Por isso, na comparação, fica mais fácil conseguir bons percentuais para 2009”, explicou Stirling.
Em 2008, segundo a Nielsen, foram vendidos 7, 278 bilhões de litros de cerveja no país ou R$ 28 bilhões. Aquele foi o único ano desde 2005 que o mercado não cresceu a dois dígitos em faturamento, com alta de 9,3% sobre 2007. Na corrida das marcas, a Ambev acabou o ano de 2009 com participação 2,1 pontos percentuais acima do que tinha em dezembro de 2008, passando de 67,8% em dezembro de 2008 para 69,9% no mês passado – depois de ter atingido 70,6% em outubro. Cada ponto percentual equivale a cerca de R$ 315 milhões em vendas. A Schincariol foi a que mais perdeu, deixando sua fatia de participação no mercado encolher 1,4 ponto percentual, passando de 13,2% (dezembro de 2008) para 11,8% (dezembro de 2009). A Petrópolis caiu 0,39 ponto. A Femsa, dona da marca Kaiser, conseguiu terminar o ano como começou: com os mesmos 7,6% de dezembro de 2008.
Prato do Chez Bastião - foto: Christoph Here
Prato do A Favorita - Foto: Christoph Here
As delícias da terceira edição do festival BH Sabor & Arte podem ser apreciadas em doze dos melhores restaurantes da capital mineira
A criação de menus degustação, compostos por pratos preparados exclusivamente para a terceira edição do festival BH Sabor & Arte, promete atrair os apreciadores de uma boa comida para Belo Horizonte. Entre os dias 29 de janeiro e 7 de fevereiro, doze dos melhores restaurantes de alta gastronomia da capital mineira estarão reunidos para evidenciar o que há de melhor na culinária. “O evento tem o objetivo de estimular a alta gastronomia dos estabelecimentos de Belo Horizonte. Os mineiros não têm apenas botecos, mas também requintados restaurantes com o melhor da sofisticação gastronômica”, explica Paulo Nonaka, presidente da Abrasel MG, entidade organizadora.
Este ano, participarão os restaurantes A Favorita, Chez Bastião, D’Istinto, Haus München, Hermengarda, O Dádiva, Vecchio Sogno e os estreantes Bistrô Verde Essencial, Flores Restaurante, La Pasta Gialla, Restaurante Merlin e Trattoria Via Destra, com requintadas criações. Os estabelecimentos participantes prepararam menus degustação inéditos, que variam de R$ 69 a R$ 110, sem incluir bebidas e taxa de serviço.
Medalhão de lombo defumado sobre radicchi agridoce, com raviole de maçã, do restaurante O Dádiva; e linguado com manga grelhada e quinoa tostada, do restaurante Hermengarda, são algumas das maravilhas que poderão ser degustadas durante o festival. No restaurante Trattoria Via Destra, além das delícias preparadas para o evento, quem fizer reserva para 4 pessoas terá a primeira garrafa de vinho como cortesia da casa.
Para facilitar ao público a identificação dos restaurantes participantes, será colocado na porta dos restaurantes um totem com o nome do festival. O evento também contará com cardápios especiais assinados pelos chefs de cozinha e que servirão de souvenir para o público. De acordo com a associação, cerca de 3 mil exemplares da revista BH Sabor & Arte serão produzidos para orientar o público com informações dos menus e dos estabelecimentos participantes.
O festival BH Sabor e Arte está inserido na programação do projeto BH Espera por Você, que tem o objetivo de transformar a cidade na capital da cultura, do entretenimento, das compras, do lazer e dos negócios nos meses de janeiro e fevereiro, atraindo turistas para a cidade. Integra ainda a quarta edição do Verão Arte Contemporânea (VAC), que oferece propostas criativas na área da cultura. Uma série de atrações são realizadas em teatros públicos e espaços alternativos entre janeiro e fevereiro, atendendo a uma demanda de novas produções artísticas em Belo Horizonte, envolvendo teatro, dança, música, artes visuais e gastronomia.
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O Projeto “Caminhos do Sabor – A união faz o destino” realizado pela Abrasel, em parceria com o Ministério do Turismo e Sebrae, está com lançamento marcado em Palmas (TO) nesta quarta-feira, 27 de janeiro, às 8h30, no Cabana do Lago Eventos
O projeto é voltado para a valorização dos atrativos turísticos da gastronomia local, melhoria na qualificação profissional nos estabelecimentos do setor de alimentação, buscando também a competitividade nos principais destinos turísticos do Brasil.
De acordo com a presidente da Abrasel-TO, Rosa Eufrásio, as ações serão voltadas para os empreendimentos, com a realização de pesquisas sobre a culinária local, oficinas de qualificação e outras atividades que irão atender restaurantes, quiosques, feiras e outros.
“Queremos fazer com que o turista se alimente bem e seja bem atendido em todos os tipos de estabelecimento”, afirmou Rosa.
O presidente da Adtur, Wylkyson Gomes de Sousa recebeu o convite para o lançamento do projeto e confirmou o apoio, ressaltando a importância da atuação da Abrasel no Tocantins como entidade associada ao turismo.
“Temos visto o fruto da atividade da Abrasel com seu crescimento tanto em número de filiados como no produto final, quando se trata de qualidade no serviço e atendimento”, frisou.
Nem só de descanso vive quem desce a Serra do Mar paranaense. Enquanto os turistas se divertem, muita gente trabalha duro para garantir o sossego e o bem-estar de todos. Nesta época do ano, costumam aumentar as oportunidades de emprego no litoral.
Embora o mês de janeiro já esteja no fim, muitas empresas instaladas nas praias e nas cidades históricas ainda estão contratando, principalmente para o período do carnaval.
No litoral, os contratos geralmente são realizados de 20 de dezembro até o primeiro domingo depois do carnaval. Porém, neste período, acontece de pessoas desistirem das vagas e haverem reposições. Para o carnaval, também existem contratações específicas, para períodos de trabalho de apenas alguns dias.
“Ainda estão havendo muitas contratações para vagas temporárias. Nesta época do ano, pessoas de vários locais procuram trabalho no litoral. A grande emissora de mão-de-obra é Curitiba. Porém, também buscam emprego pessoas de outras regiões do Paraná e mesmo de outros estados”, comenta o diretor-executivo da Abrasel-PR, Luciano Bartolomeu.
Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Matinhos (Acima), Adalto Mendes Luders, como muitos estabelecimentos comerciais do litoral são empresas familiares, também é comum que haja a contratação de parentes e conhecidos.
“Isto acontece em todo litoral. Muitas empresas instaladas nos municípios litorâneos sobrevivem em função da temporada de verão, começando a faturar a partir do mês de setembro”, diz.
Segundo a Agência do Trabalhador de Guaratuba, a oferta e a procura de trabalho no período das férias de verão costuma crescer entre 20% a 30%. Entre as funções mais solicitadas estão auxiliar de serviços gerais, recepcionista de hotel, camareiros, repositor de mercadorias para supermercados, caixas, balconistas de lojas, auxiliares e promotores de vendas ou de produtos.
Foto: Pedro Sarapio/Gazeta do Povo
Casos de diarreia e vômito preocupam autoridades sanitárias no Litoral do Paraná, que recomendam verificar a higiene dos estabelecimentos
Para não acabar trocando um dia de praia por uma ida ao hospital, os veranistas precisam estar atentos às condições de higiene de onde se alimentam – seja em restaurantes e lanchonetes ou mesmo na casa de praia. Longe de casa, fica-se mais suscetível a incômodos alimentares, porque a flora microbiana varia de um local para outro. “Todo veranista é um turista. Ou seja, uma população de risco que está fora de seu ambiente de convívio, estranha a água e a comida”, diz a nutricionista Lígia Carlan, especialista em vigilância sanitária de alimentos e consultora da Abrasel-PR. E o clima quente ainda piora a situação, pois facilita o crescimento de bactérias.
Nesta temporada, os casos de diarreia e vômito no Litoral começam a chamar a atenção das autoridades sanitárias. Só no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos, entre 15% e 20% dos 250 a 300 atendimentos diários são de casos de gastroenterocolite adulta , cujos sintomas são vômito, diarreia e febre. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) investiga se a contaminação está sendo causada por vírus ou bactéria. Seja qual for o caso, a responsável pela Epidemiologia do hospital, Gina Giandarresi, reforça: é importante cuidar da higiene na alimentação sempre.
Só nos primeiros 31 dias da temporada, entre 19 de dezembro e 20 de janeiro, a Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) – força-tarefa de fiscalização que reúnde as polícias Militar e Civil, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar – interditou no Litoral 24 estabelecimentos entre restaurantes, lanchonetes e bares. Só em Matinhos foram 15. “A maioria estava precisando de uma limpeza geral e de dedetização”, diz o chefe da seção de Vigilância e Saúde da 1ª Regional de Saúde da Sesa, Diovaldo Almeida de Freitas.
Justamente pelo temor de ter problemas de saúde que a professora Ionete Hasse, de Pato Branco, no Sudoeste do estado, toma todas as precauções na hora de escolher o estabelecimento onde se alimentar em Matinhos. Ela verifica se as verduras são frescas e se os alimentos estão bem condicionados. “Sou gata escaldada”, diz a professora, que já sofreu intoxicação alimentar em viagem. “A atitude dela é correta, mas deve-se observar a limpeza do estabelecimento como um todo, desde os banheiros, salão, apresentação dos atendentes e, se possível, ver como está a cozinha”, orienta Lígia.
Quem faz as refeições na casa de veraneio, em especial alugada, também precisa se ater à adequação da cozinha, que nem sempre é bem equipada. Na falta de um local para resfriar os alimentos, a ordem é desistir do consumo. “Ou você consome o alimento mantido sob refrigeração ou não consome, principalmente os protéicos”, orienta a nutricionista. Outra dica é para os dias de festa: nada de deixar os alimentos expostos em temperatura ambiente por muito tempo. “Em duas horas de exposição, há grande risco de danos à saúde”.
A dona de casa curitibana Vera Pimentel, 54 anos, toma todas essas precauções quando ela mesma está no fogão, como usar toca e avental. Mas nunca havia tomado o cuidado de verificar essas questões quando se alimenta fora de casa. Ontem, pela primeira vez, ela foi à cozinha do restaurante onde almoçava. “Foi importante ver que eles também têm higiene. Isso me deu uma ótima impressão”.
Período de férias, aliado ao calor, colabora para alta de até 50% no movimento em estabelecimentos da Capital
Nas férias, o movimento nos bares de Goiânia chega a apresentar aumento de até 50%. Com o crescimento do número de frequentadores, os estabelecimentos tendem a estender o serviço além dos horários convencionais. O calor nestes dias é um dos incentivos para que o consumidor goianiense saia de casa.
De acordo com o gerente do Celsin&Cia, Fortunato de Castro, o aumento de vendas nesta época é de 30% a 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Ele, que trabalha com bares há 25 anos, afirma que normalmente, em época de férias, a tendência é que haja uma diminuição da frenquência nos bares, mas atualmente o crescimento tem sido contínuo. Para ele, o motivo seria o preço estável e o calor.
Como atrativo ao cliente, o bar oferece mesa de frios enriquecida e também trabalha em parceria com o projeto Goiânia por Inteiro 2010, que tem por objetivo promover o desenvolvimento do turismo sustentável na cidade, aumentando a demanda turística no período de baixa ocupação, janeiro e fevereiro, segundo a Abrasel-GO. De acordo com Fortunato, 10% do percentual de aumento nesta época se refere aos turistas que estão na Capital. Por volta das 19 horas a casa já está lotada.
Na Cervejaria Mangueira a movimentação também ultrapassa os 40% em relação ao período normal, principalmente do público jovem. Como não há aula no dia seguinte, os consumidores ficam até mais tarde e a casa passa a fechar entre 4 e 5 da manhã. Segundo o garçom Odilon Lopes dos Santos, que fala pela gerência do local, a maioria dos clientes são goianienses. Para ele, houve uma queda de 20%, em média, sobre o período de férias de 2009. “A cada ano a cidade tem mais opções de lazer e novos atrativos como festas e shows”, diz. Para cativar o consumidor, o bar investe em promoção de cervejas, espetos e caldos. De acordo com Odilon Lopes, este é o período mais movimentado do ano. “O calor ajuda e quando chove atrapalha, pois o goianiense não sai de casa”, afirma. Ele comenta ainda outro fator que, às vezes, atrapalha a clientela: a falta de estacionamento, que pode gerar multas.
Os amigos Renan Ferrari, 24, Arthur Rezende, 26, Alexandre Bessa, 25, e Danilo Nascimento, 21, frequentam assiduamente os bares de Goiânia e já são até conhecidos de alguns garçons, caso de Elvino Oliveira (Bigode). Os rapazes, que estavam no bar desde as 15h30, dizem que saem com este objetivo, de quatro a oito vezes por semana. Apenas um deles está de férias, mas todos concordam: a época influencia o movimento. “O calor também, apesar de não haver empecilho quanto ao clima”, comenta o empresário Arthur Rezende, na conversa com os amigos.
Apesar do fim de semana chuvoso, o movimento permanecia normal para o período da tarde. Mas o garçom afirma que em época de férias praticamente não há “happy hour”. O cliente aproveita para chegar mais tarde e ficar até de madrugada. De acordo com as contas de Odilon, só neste estabelecimento, são atendidos cerca de 100 consumidores por garçom, diariamente.
A Abrasel Goiás, em parceria com instituições do setor turístico e hoteleiro da cidade, como o Goiânia Convention & Visitors Bureau, Sebrae, o Governo do Estado de Goiás, através da Agência Goiana de Turismo (Goiás Turismo), o Ministério do Turismo, a Prefeitura de Goiânia, a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih-GO), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e outros, estão unidos pelo terceiro ano consecutivo no incentivo à participação de empresas associadas no projeto Goiânia por Inteiro para movimentar a cidade nos meses de baixa temporada. Nesta edição se realizará o festival Bar em Bar de Verão, que pretende contribuir para impulsionar as vendas nos bares e restaurantes já nos primeiros meses do ano. Cerca de 70 bares da Capital são ligados à Abrasel, de acordo com o site da associação.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode iniciar os trabalhos de 2010 votando um dos projetos mais polêmicos em tramitação no colegiado no último ano. Trata-se de proposta que proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público.
A proibição ao fumo no Brasil já está prevista na Lei 9.294/96, que admite, atualmente, o uso desses produtos “em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente”, os chamados fumódromos. Mas o projeto (PLS 315/08), de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), acaba com essas áreas.
A matéria já constou da pauta de votações do colegiado em dezembro de 2009, mas a polêmica em torno do assunto adiou a sua votação. Durante a discussão da proposta, o plenário da CCJ ficou repleto de entidades favoráveis e contrárias à proibição. Entre as que pediram a rejeição do projeto, estavam a Associação de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), que chegou a distribuir um folheto que tinha como título “sim à restrição, não ao banimento”. Para eles, além de cercear a livre iniciativa, a proposta prejudica o faturamento do segmento de bares, restaurantes e hotéis em todo o país.
Já representantes da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) também marcaram presença na CCJ para defender a aprovação do projeto. Para eles, a legislação que prevê a manutenção dos fumódromos em ambientes fechados está defasada e vai de encontro à chamada Convenção Quadro para Controle do Tabaco, que prega, segundo explicaram, o banimento do fumo em locais públicos fechados. A ACT divulgou ainda estudos que comprovariam que todos os dias pelo menos sete não fumantes morrem no Brasil por problemas ligados ao fumo passivo.
A relatora da matéria, senadora Marina Silva (PV-AC), é favorável ao projeto, mas propõe alteração de parte do texto que proíbe o fumo “em ambiente fechado, público ou privado”. Para ela, da forma como está a proposta, passa a ser proibido o uso de produtos fumígenos inclusive na residência do fumante, “constituindo-se em restrição desarrazoada a direito, considerada a legalidade do uso de tais produtos”.
Para o autor do projeto, a proibição é o único meio de proteger os não-fumantes da ação dos poluentes que decorrem da queima do tabaco. Ele lembra decisão da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, adotada pelos países que integram a Organização Mundial da Saúde, em favor da adoção de medidas de proteção das pessoas contra a exposição à fumaça do tabaco em ambientes de trabalho, transporte coletivo e outros ambientes de uso coletivo. O senador também registra, na justificação da proposta, pesquisa que indicou que 88% dos brasileiros são contra o fumo em locais coletivos fechados.
Pelo projeto, que segue ainda para votação em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a nova norma deverá entrar em vigor 180 dias após a publicação da lei.
Schincariol permanece em segundo lugar, com 11,8% de participação. Foto: Mauro Schaefer/ JC
A forte demanda no ano passado impulsionou o mercado de cervejas a ponto de faltar produto, como o chope, em alguns bares e restaurantes. A crise financeira global não intimidou os consumidores brasileiros. Mesmo com a perspectiva de o Produto Interno Bruto (PIB) ter ficado estagnado, o mercado de cervejas cresceu mais de 5% em volume e atingiu 10,7 bilhões de litros em 2009. Com isso, o Brasil supera a Alemanha no ranking cervejeiro mundial.
Se o aumento de volume é bom para as empresas do setor em si, o aumento de 11% no faturamento entre janeiro e novembro do ano passado ante o mesmo período de 2008, segundo o levantamento de dados do instituto Nielsen, foi ainda melhor. A principal razão para esse resultado, como admite um executivo de uma das quatro maiores companhias por participação de mercado, foi o aumento médio de 7,3% no preço por litro. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 foi de 4,3%.
O consumo da classe C puxou esse desempenho. Mas as inovações em embalagens, com a estreia da comercialização do litrão de um lado e das latinhas com 260 ml – a tradicional que domina o segmento contém 330 ml- ajudaram a impulsionar as vendas. As companhias têm dito que apostar nessa estratégia de marketing tem sido uma boa forma de aumentar a rentabilidade de seus negócios.
No ranking das maiores cervejarias não houve nenhuma alteração de posição em dezembro, embora a líder AmBev, dona das marcas Skol, Antarctica e Brahma, tenha perdido 0,4 ponto porcentual de participação, tendo fechado o mês com 69,6%. A Cervejaria Schincariol permanece em segundo lugar, com 11,8% de participação, e a Petrópolis, dona dos rótulos Itaipava e da Crystal, segue em terceiro com 9,5%. A Femsa, que acaba de ser comprada pela holandesa Heineken está em quarto lugar, com 7,6%.
Na avaliação do mercado cervejeiro nacional, a consultoria Euromonitor diz que as aquisições ficaram mais difíceis. “Com a compra da Femsa pela Heineken, acabou a melhor chance de entrada no mercado da América Latina”, aponta o estudo. Para eles, as oportunidades são escassas mesmo levando-se em consideração que as cervejarias Schincariol e Petrópolis podem ser abordadas por compradores. A principal razão para isso está no fato de o volume de vendas de cerveja no Brasil continuar crescendo, ao contrário do que ocorre na maior parte do mundo.
Apostando na expansão do consumo, graças ao crescimento da renda da população e à realização da Copa do Mundo – que impulsiona vendas acima da média do setor -, as companhias anunciaram investimentos em ampliação das fábricas. A AmBev anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão que vai proporcionar aumento de 10% de sua capacidade de produção. A Schincariol informa que suas 14 fábricas já estão operando em três turnos nos sete dias da semana. A empresa vai investir R$ 1 bilhão para ampliar sua capacidade de produção.
O mercado gastronômico em Brasília registrou um grande crescimento na última década, tanto em número de casas quanto na qualidade de produtos e serviços. Profissionais renomados desse setor comentam sobre o sucesso de suas casas
Brasília é uma cidade com algumas características bem peculiares. A cidade abriga representantes de todas as regiões brasileiras e da maioria dos países do mundo, que contribuem para sua riqueza gastronômica. Por ser Patrimônio Cultural da Humanidade e grande polo de eventos, recebe uma quantidade significativa de turistas por ano, que encontram aqui diversas opções para comer bem. Brasília já se destaca no cenário nacional como o terceiro polo gastronômico do país, ficando atrás, apenas, de São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo Sérgio Pereira Zulato, presidente da Abrasel-DF, a cidade é uma capital gastronômica. Inclusive o festival Sabor Brasil, que hoje é adotado pela Abrasel nacional, foi criado aqui. “Já estamos na sétima edição na cidade e na quinta edição nacional. O crescimento na área é significativo, com a presença de marcas do Nordeste, que estão vindo para cá em função do alto poder aquisitivo. Só na associação, temos mais de 140 restaurantes associados”, destaca.
A função da Abrasel, de acordo com Sérgio, vai além de promover festivais de gastronomia. “Conseguimos trazer o Congresso Nacional da instituição para Brasília e está estabelecido que, todos os anos, o evento acontecerá aqui. Temos, ainda, parcerias com o Sebrae, que nos ajuda com manuais e cursos que auxiliam no gerenciamento do negócio”, informa.
Para Zulato, uma explicação para a cidade abrigar tantos restaurantes tem a ver com o fato do brasiliense ser cosmopolita, conhecer o Brasil e o mundo inteiro. “Essa facilidade que ele tem de viajar faz com que o seu nível cultural seja maior. Com isso, ele busca uma maior qualidade dos produtos”, avalia.
E o festival deste ano promete muitas novidades, cujos detalhes Sérgio preferiu não revelar, por enquanto. “Em função dos 50 anos de Brasília, será um evento diferente. Vai acontecer na semana que antecede o aniversário da cidade e permaneceremos por mais 30 dias com ele”, antecipa.
Já o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Clayton Faria Machado, afirma que o mercado gastronômico da capital é visto pelos empresários de fora da cidade como o melhor do Brasil. “Basta observar a quantidade de novas casas de outros estados que estão vindo para cá. Esses empreendimentos têm a oportunidade de montar espaços aprimorados e diferenciados para satisfazer ainda mais seus clientes”, observa.
Segundo Clayton, a concorrência é sempre salutar. “Os clientes só têm a ganhar com a competição do mercado, que propicia a criação de cardápios mais elaborados, bons preços e um atendimento especializado”, considera. “Acredito que a excelência na gastronomia da capital é reconhecida devido ser ela bastante diversificada, até porque Brasília abriga embaixadas do mundo inteiro”, avalia Machado.
De acordo com ele, há dez anos, quando o brasiliense queria ir a um bom restaurante, não havia muitas opções, pois só existiam cerca de dez bons empreendimentos na capital. “Na última década, o setor registrou um grande crescimento e, atualmente, Brasília dispõe de um variado leque de casas e cozinhas, com mais de 50 excelentes casas com padrão de primeira linha”, estima o presidente.
As expectativas são muito positivas para os próximos anos. “As perspectivas futuras para este mercado são as melhores possíveis, principalmente devido à atenção que a BrasíliaTur vem dando ao turismo na capital. Outro diferencial de Brasília é sua clientela, formada, em grande parte, por servidores públicos. Desta forma, nós temos variáveis que são bastante positivas”, diz Machado. “Os próximos eventos, como o aniversário de 50 anos da capital, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, também prometem movimentar a cidade e seus restaurantes”, conclui.
Um dos restaurantes mais tradicionais e apreciados pelos brasilienses é o Dom Francisco, criado pelo catarinense e descendente de italianos Francisco Ansiliero. Ele chegou à capital federal em 1988 e, pouco tempo depois, deixou o serviço público para abraçar sua verdadeira vocação: a gastronomia.
Seu primeiro restaurante foi inaugurado na 402 Sul. “Na época, percebi que não havia opções de restaurantes que oferecessem bacalhau, picanha e tambaqui de qualidade a preços mais baratos”, lembra Ansiliero. “Apenas casas elitizadas ofereciam picanha, mas não aceitavam crianças em seu recinto. A classe média queria um lugar que pudesse levar os filhos pequenos e não tivesse que pagar uma fortuna”, detalha. O corte, aliás, continua sendo a opção mais pedida do Dom Francisco e vem acompanhado de farofa de ovos.
O chef revela um dado interessante: “No país, a cidade que possui mais gente comendo fora de casa é São Paulo, seguida de Brasília, que tem um público com poder aquisitivo qualificado”, pontua. “O funcionalismo, comércio, indústria, executivos de banco e empresários movimentam a cidade, mas os parlamentares engrossam – e muito – o número de pessoas que frequentam restaurantes, sobretudo nas terças, quartas e quintas-feiras”, completa.
Atualmente, o nome Dom Francisco figura nos roteiros gastronômicos locais e nacionais. Ao longo de sua trajetória, as casas da grife conquistaram clientes fiéis, mantendo a tradição de oferecer pratos elaborados e saborosos, ao lado de uma bela carta de vinhos – esta fruto de muito orgulho para o chef, que já angariou vários prêmios de melhor adega de publicações nacionais renomadas.
A tradição, no entanto, não está apenas no cardápio e na excelência do atendimento ao cliente. A paixão do chef pela cozinha também é uma aptidão da filha Giuliana, que tinha só 15 anos quando a casa da 402 Sul foi inaugurada. Hoje, aos 35 anos, Giuliana Ansiliero conta com a experiência de 20 anos na rede. Casada com Edson Monteschio (que é cozinheiro, como o sogro e seu sócio), ela dirige o Dom Francisco do Pátio Brasil Shopping, do ParkShopping e da 402 Sul.
Francisco faz parte do Slow Food, movimento mundial que começou na Itália como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e no sabor dos alimentos; e em como a escolha alimentar pode afetar o mundo. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. Francisco, inclusive, já participou da expressão máxima do movimento, quando cozinhou duas vezes no Salone del Gusto, em Turim.
Proprietário de uma rede de restaurantes, o chef Dudu Camargo aposta na diversidade da gastronomia. Prova disso são os diferentes estilos de suas casas, que vão desde pizzarias à culinária contemporânea. Hoje, aos 38 anos, Dudu conquistou respeito tanto na capital quanto no país, devido ao seu talento e visão de futuro. “Nos últimos anos, a cidade cresceu surpreendentemente, tanto em número de restaurantes quanto na qualidade dos pratos e dos serviços oferecidos. Ao invés de criarem um cenário de concorrência, os empresários desse setor estão cada vez mais unidos, como acontece nos festivais, pois sabem que isto é bom para todos!”, avalia.
Há 13 anos em Brasília, o empresário trabalhou no extinto restaurante La Via Vecchia, na área de eventos. “Percebi que existiam algumas lacunas no mercado gastronômico. A primeira casa que abri, a Fratello, que completa agora 10 anos, trouxe o conceito de uma pizza a qual eu estava acostumado a comer em São Paulo, diferente das que tinham aqui”, diz.
Mesmo com tantos restaurantes – duas pizzarias Fratello Uno (103 Sul e 109 Norte), Cantina Italiana Unanimitá (408 Sul), Your’s (QI 11 Lago Sul – Gilbertinho), Dudu Camargo Bar e Restaurante (303 Sul), Da Noi (Hotel Golden Tulip), Dudu San (Pátio Brasil), Fatto (QI 9/11 Lago Sul), além da pizzaria Stravaganzze, no Rio de Janeiro – Dudu encontra pique para pensar em mais uma novidade: em breve, abre na cidade a hamburgueria Respeitável Burguer (402 Sul). “Temos um público exigente, que gosta de variar. Por isso, busco investir nos diferentes tipos de cozinha, oferecendo um mix de serviços para meus clientes”, pondera. “A maioria dos meus projetos foi montada a partir de coisas que me faziam falta, enquanto consumidor”, comenta.
Filho do renomado chef Eduardo Camargo, Dudu teve seu talento revelado aos 13 anos, quando começou a ajudar no restaurante da família e foi, aos poucos, desenvolvendo seu dom, tendo ali sua grande escola. Hoje, autodidata, o chef sempre pesquisa novos sabores e explora novos ingredientes, seja no Brasil ou em seus tours pelo mundo afora. “Minha última grande descoberta na cozinha foi a castanha de baru, um ingrediente saboroso e versátil, produzido pertinho de nós, em Pirenópolis”, relata.
Nos últimos tempos, Dudu ergueu a bandeira da Cozinha de Autor, conceito o qual acredita ser a tendência da gastronomia moderna. Esta concepção permite que o chef abuse de sua marca registrada: a criatividade. “Na Cozinha de Autor, podemos experimentar da forma que desejarmos”.
Fugimos um pouco daquelas receitas engessadas, que os livros de receita nos trazem. Não que elas não sejam mais úteis, pois até com elas podemos brincar e imprimir ali nosso toque pessoal”, ressalta.
A autêntica culinária latino-americana conquista a capital federal
O El Paso começou pequeno, em 1995, como um dos pioneiros na comida Tex-Mex da capital. “Com o passar do tempo, o restaurante amadureceu sua proposta e, no ano de 2000, passou por uma reformulação de conceito. A partir daí, passou a servir também a autêntica comida mexicana”, conta o restauranter David Lechtig. “Esse câmbio gastronômico, aliado a diversos festivais, deram ao restaurante uma posição de destaque não só como um lugar animado para o lazer, mas como uma casa de gastronomia diferenciada”, orgulha-se.
A criação do El Paso Latino era um projeto antigo. “Eu tinha o sonho de poder servir as iguarias peruanas que aprendi com a minha mãe em um lugar intimista, que remetesse aos casarões antigos do norte peruano”, revela Lechtig. “Após observar a nova tendência mundial em relação à comida peruana, decidi que era o momento de colocar este projeto em prática, em maio de 2009. Os pratos de outros países latino-americanos que compõem o cardápio latino são uma homenagem aos diversos chefs que recebi para fazer festivais gastronômicos”, destaca o restauranter.
As casas localizadas no Terraço Shopping e na 402 Sul são um verdadeiro sucesso. “O carro-chefe do El Paso Latino é o ceviche peruano, que consiste em filé de peixe (robalo) marinado em limão e temperado com pimenta e cebolas roxas. Já no El Paso Texas, o mais pedido é o combo, formado por sete itens mais conhecidos da comida mexicana e Tex-Mex: burritos, tacos rancheros, quesadillas, buffalo wings, potato skins, tacos El Paso e nachos”, explica Lechtig.
A decoração – tipicamente mexicana – é um capítulo à parte. “Inspiradas nos restaurantes texanos de beira de estrada, as paredes são ornamentadas com objetos do folclore e cultura do México, como pedaços de carros antigos, pintura de Diego Rivera e Frida Kahlo, e fotos de personalidades”, comenta. Para completar, a iluminação cria um clima intimista e acolhedor.
De acordo com Lechtig, a gastronomia brasiliense é motivo de orgulho para os habitantes. “Brasília tem uma diversidade gastronômica nacional e internacional. Aqui se pode comer todo tipo de comida a todo tipo de preço”, avalia. “Estou muito satisfeito e feliz em ter a oportunidade de mostrar meu trabalho aqui”.
Inaugurado há um ano e meio no Lago Sul, o restaurante Bottarga contempla a culinária franco-italiana com uma leitura contemporânea. “O ambiente sofisticado integra o Espaço Maria Tereza, composto pela loja de objetos de decoração Maria Tereza Interiores, a importadora de vinhos Zahil e o Café das 5 Revistaria”, conta o proprietário do restaurante, Leo Lynce.
O cardápio oferece várias opções de carnes, massas, peixes e risotos. “Os pratos mais pedidos são o linguini Bottarga, mignon de cordeiro em crosta de menta, bacalhau com molho de vitela, robalo em crosta de pistache, entre outros. O menu foi desenvolvido pelo chef executivo carioca Felipe Bronze e o chef de cozinha é o Augustus Marcondes”, comenta Lynce. “Para acompanhar os pratos, o restaurante tem uma carta de vinhos com mais de 300 rótulos de vários países”.
O setor gastronômico de Brasília é um mercado que vem crescendo a cada ano, segundo o empresário. “Em minha opinião, a capital já está alcançando o posto de segundo melhor polo gastronômico do Brasil e disputa esse lugar no ranking com o Rio de Janeiro”, avalia.
O Restaurante Lagash completará 23 anos de sucesso no próximo dia 13 de fevereiro, na 308 Norte. A casa foi inaugurada por Elmosa Saad que, tempos depois, passou a direção do empreendimento para a filha Maria de Fátima Hamú, à frente do negócio há 15 anos. “Busco manter a tradição da casa e mudo o mínimo possível nosso cardápio”, frisa Maria de Fátima. “Há um ano, abrimos o Empório Lagash, anexo ao restaurante, onde temos todos os produtos árabes, salgados, pastas, pães e vinhos”, conta a proprietária da casa. “O prato mais pedido no Lagash é o pernil de cordeiro, assado ao molho de romãs e acompanhado de tâmaras e peras”. Também merece destaque a sequência árabe, composta por pão, homus, babaganuche, abobrinha, coalhada, quibe cru, quibe frito, esfirra, quibe assado, charuto de parreira, charuto de repolho, tabule, cafta, carneiro desfiado e arroz com alitria.
A gastronomia em Brasília deu um grande salto qualitativo, segundo Maria de Fátima. “Vemos a preocupação de proprietários de restaurantes com a qualidade da comida, que é primordial”, considera.
A vinda do restaurante Coco Bambu Frutos do Mar a Brasília mostra a consolidação da cidade no mercado gastronômico. Aberta há dois anos e meio em Fortaleza, a casa está presente também em Teresina, capital piauiense. “Os frutos do mar são produzidos por nós e chegam semanalmente, ou seja, sabemos exatamente qual a sua procedência. Os nossos camarões de água salgada não são pescados no mar, mas criados em viveiros. Além disso, a qualidade do nosso atendimento é outro ponto que fazemos questão de primar, mesmo que tenhamos de contratar profissionais de outros estados”, assegura Eilson Studart, um dos sócios do restaurante.
Em Brasília, o prato mais pedido é o camarão internacional: serve de três a quatro pessoas e vem acompanhado de camarão, arroz, presunto, ervilha e batata palha mergulhado no molho Bechamel.
Tanta fartura sai por apenas R$ 70. Já o prato sensação, o rede de pescador, traz uma chapa com um quilo e duzentos de mix de frutos do mar feito no forno alemão, que mistura grelha e vapor. Também serve quatro pessoas, vem com arroz de açafrão e custa em torno de R$ 138.
Inaugurado em maio de 2008, o Original Shundi Brasília é um restaurante de alta gastronomia japonesa. “A casa preza pela originalidade em todo o seu conjunto, aliando modernidade e design contemporâneo. O projeto arquitetônico é de Ruy Otake, sendo as luminárias e banheiros do designer francês Philippe Stark”, comenta o consultor em gestão de negócios, gastronomia e turismo do Original Shundi Brasília, Nuan Garcia.
No final de 2009, o restaurante passou por algumas mudanças. A marca foi vendida para o Grupo Ribeiro Filho, que agrega quase 30 empresas de diferentes setores. “Para 2010, o grupo já estuda abrir filiais do restaurante em outros países, e Nova Iorque deverá ser a primeira cidade”, adianta o consultor. “O destaque do empreendimento é o menu degustação, chamado ‘Especialidades’, o qual reúne diversas criações, como o carpaccio de polvo; sashimi de toro (barriga do atum) e de vieira; salada de iguarias composta por salmão, alevinos, ovas de peixe voador, barbatana de tubarão, água-viva e minipolvo; e cavalinhas marinadas ou grelhadas”, frisa Nuan Garcia.
Uma das mais famosas casas de pizza de Brasília é a Baco. Em 1999, o restauranter Gil Guimarães abriu seu primeiro empreendimento na Quituarte, feira de gastronomia do Lago Norte, com a proposta de vender saladas, algumas pizzas e vinhos. “Em 2000, inaugurei a loja na 309 Norte. Nessa época, foram criadas as pizzas que são o carro-chefe da rede e se estabeleceram as mais pedidas da casa, como a de gorgonzola com pera e a clássica margherita”, conta ele, orgulhoso.
Em 2003, Gil Guimarães viajou para Nápoles, na Itália, para se especializar na produção da legítima pizza da região. “Inaugurei mais uma Baco, na 408 Sul, e lançamos a pizza napolitana, que tem o meio da massa fino e a borda mais grossa”, explica o restauranter. “Assim, nos firmamos como uma pizzaria clássica, porque, até então, o empreendimento era um misto de casa que comercializava também pães e saladas”, detalha. Em 2005, foi inaugurada a Baco em Pedaços, que vende apenas pizzas em fatias, na 303 Sul.
Para comemorar os 10 anos da casa, foi lançado, em 2009, o livro Baco: em busca da pizza perfeita, pela editora Senac-DF, que traz uma breve história dos 10 anos do empreendimento. No mesmo ano, Gil inaugurou a Baco Forneria, no ParkShopping. “Considero esta nova loja uma evolução. Nela, o cliente encontra todas as pizzas das outras casas. A Forneria tem uma novidade que chamamos de gastronomia casual, na qual oferecemos um ‘banquete’ em um buffet que contempla ingredientes nobres, geralmente só encontrados nos melhores restaurantes, como ravióli de lagosta, caneloni de cordeiro com ricota, entre outros”, revela.
Prova de que o mercado gastronômico em Brasília está em franca expansão é a vinda de casas especializadas, que até há pouco tempo eram encontradas apenas no eixo Rio-São Paulo. É o caso do Kebab, que promete conquistar o paladar do brasiliense.
Na cidade, a recém-inaugurada casa dedicada à iguaria se chama Hayal Kebab – “kebab dos sonhos”, em turco – dos empresários Marco Araújo, César Araújo e Jorge Bittar. “Reinventamos o prato e o trouxemos nos sabores de filé de carne, frango, cordeiro e o vegetariano, na versão gourmet”, diz Marcos Araújo.
A chef de cozinha Juliana Cestari é a responsável por toda a parte gastronômica. E, para garantir a qualidade das refeições, foi contratada a nutricionista Rafaela Nemer.
Para quem gosta de sabores exóticos, vai se apaixonar pelo kebab Maskate, feito com filé mignon, mussarela de búfala, geleia de pimentão e castanha de caju. Entre os de sabor agridoce, destaca-se o Istambul (filé de frango grelhado com curry, chutney de manga com gengibre e queijo minas).
O cardápio multicultural do Hayal Kebab também inclui o Lassi, uma bebida tradicional na Índia que pode ser feita de diversas maneiras. “Pode ser doce ou salgada e tem como base iogurte e água”, informa Cestari. A versão servida pelo restaurante é feita com sorvete de iogurte. Há opção de damasco, maracujá, hortelã ou manga.
Para a sobremesa, vale experimentar o kebab doce nos sabores morango com nutella, doce de leite com queijo minas e castanha de caju, banana caramelada com canela e queijo minas, ou, ainda, um malabi – creme coberto com doce especial de damasco e água de flor de laranjeira.
Está proibido fumar cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e afins em casas noturnas e ambientes fechados em Cuiabá. A lei será sancionada na segunda-feira, dia 25 de janeiro, pelo prefeito Wilson Santos (PSDB).
A restrição será para bares, restaurantes, pizzarias, boates, shows, cinemas e demais ambientes de uso coletivo. O desafio será colocar a restrição em prática e deixar livre da incômoda fumaça, milhares de pessoas (principalmente crianças e idosos). Nos órgãos públicos, existe lei vetando fumo, mas em diversas unidades não é respeitada. A nível estadual, a Assembleia aprovou lei semelhante.
O projeto de lei é de autoria do vereador Antônio de Souza e foi aprovado pela câmara municipal, ano passado. Wilson Santos reunirá lideranças políticas e da área médica, em solenidade na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), às 9h, e a assessoria adiantou que ele sancionará mais sete leis, com a presença dos vereadores autores dos projetos.
A praia do Futuro é um dos lugares em Fortaleza que precisa de muitos profissionais na temporada
No mesmo momento em que o trade turístico cearense comemora os resultados da alta estação, a mão-de-obra menos qualificada também é fator limitante ao crescimento dos negócios.
De acordo com o vice-presidente da Abrasel-CE, Rodolphe Trindade, o segmento necessita de profissionais para atuar como garçons, comins (ajudante de garçom,cozinheiros, barmans e até gerentes de empreendimentos. “Virou igual a jogador de Seleção Brasileira: a gente tem de contratar a peso de ouro”, comenta Trindade, que é proprietário da casa de shows Pirata. Segundo ele, uma das regiões com maior demanda por pessoal é a Praia do Futuro. “Se você chegar ali com 200 garçons, contrata todos”. Agora, é preciso ter experiência e saber atuar com disposição.
De acordo com representantes do trade, o que falta é pessoal com qualificação para atuar. “Eu precisei de 15 garçons na segunda-feira, que é um dia que todos estão de folga, e não tinha um sequer disponível”, conta. O Ceará tem bons profissionais na área de restaurantes que não ficam no Estado. Muitos vão para o Rio de Janeiro e São Paulo. Após atuar em praças com salários mais altos, dificilmente querem retornar ao mercado cearense.
Na tentativa de sanar o problema de mão de obra qualificada, a Prefeitura de Fortaleza, em parceria com o Governo do Estado, está negociando a construção de uma escola de hotelaria. Ficaria num terreno já desapropriado em frente ao Hotel Marina Park, no Moura Brasil.
“Na verdade, a Abrasel-CE já pleiteava a criação de uma escola de gastronomia mas a Prefeitura manifestou o interesse em ampliar a ideia e criar uma escola para a formação de outros profissionais e não só garçons e chefs”, relata o presidente da entidade, Augusto Mesquita. De acordo com ele, a iniciativa é bem-vinda porque amplia o leque de trabalhadores a serem qualificados, incluindo camareiras, recepcionistas etc.
Os bares e restaurantes que quiserem transmitir os jogos da Copa do Mundo terão de pedir autorização e pagar uma taxa para a Fifa. A medida, que vale para todos os países, é inédita e pegou os estabelecimentos de surpresa.
“Além de inviável, essa medida é inconstitucional. A TV no Brasil é uma concessão pública e presta um serviço à população. A Fifa não pode intervir em um Estado soberano e alterar sua Constituição”, disse o diretor jurídico da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel, Percival Maricato. A entidade pretende negociar a revogação da medida com a Fifa e a CBF, mas não descarta uma ação judicial. “Vamos fazê-los recuarem. A Fifa organiza o futebol, mas não pode se apropriar dele”, completou Maricato.
No site da Fifa, os bares terão de preencher, em inglês, os formulários solicitando a transmissão. Se for aprovado, os estabelecimentos terão de pagar uma taxa de acordo com a sua capacidade. O endereço eletrônico é http://www.fifa.com/worldcup/organisation/publicviewing/index.html.
Após a aprovação da Fifa, os estabelecimentos também terão de receber aval da emissora que tem os direitos: a Globo, no Brasil. Os locais que transmitirem as partidas sem aprovação poderão ser processados.
Questionado sobre a cobrança para bares e restaurantes o gerente comercial da Rede Globo, Ricardo Frota, disse que inicialmente a norma vale para todos e por enquanto todos devem solicitar a autorização da Fifa. Mas disse também que a emissora aguarda para ver se a Federação soltará alguma determinação específica para eventos não comerciais, que é o caso de bares que não cobram entrada e apenas colocam televisões para seus clientes acompanharem os jogos.
Iniciativa dá descontos de até 50% para o turista em Natal
A Prefeitura de Natal lançou nesta semana o ‘Passaporte Verão’, que beneficia os turistas com descontos de 5% a 50% em alguns estabelecimentos da cidade como restaurantes, bares, butiques, perfumarias, locadora de automóveis, táxis até para passeios de buggy. A capital potiguar espera, dessa forma, manter cativos os brasileiros e estrangeiros que passarem pelo local, conhecido pelas belíssimas praias e dunas.
Para receber o ‘Passaporte Verão’, o visitante deverá se cadastrar nos balcões de atendimento do Aeroporto Internacional Augusto Severo, shoppings Midway Mall, Natal Shopping e Praia Shopping, ou nas recepções dos hotéis conveniados e agências de turismo receptivo. Segundo a organização do programa, o passaporte é entregue na hora.
O ‘Passaporte Verão’ pode ser utilizado também como um guia turístico da cidade, pois contém informações como mapas das praias, pontos de visitação na cidade, programação cultural, telefones úteis, além da relação dos estabelecimentos credenciados com os descontos oferecidos. Para ter direito aos descontos, basta apresentar o passaporte junto a um documento com foto, em um dos estabelecimentos cadastrados – ao todo, são cerca de 300.
O projeto conta com a parceria da Abrasel, Fecomércio, CDL/Natal, Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) e Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares (SHBRS), entre outras.
O ‘Passaporte Verão’ integra o Programa da prefeitura ‘Verão da Gente’, que inclui ainda a distribuição nas praias, de sacolas de lixo, panfletos educativos sobre câncer de pele, DSTs, coleta seletiva e educação no trânsito.
Uma das novidades do Verão Arte Contemporânea (VAC) 2010 é a participação da gastronomia, trazida pela Abrasel-MG, com o Festival BH Sabor e Arte, que entre os dias 28 de janeiro e 7 de fevereiro vai integrar o calendário de atrações do evento.
Dez dos melhores restaurantes de Belo Horizonte oferecem um menu de degustação criado especialmente para o Festival, a preços promocionais. Ione de Medeiros, idealizadora do Verão Arte Contemporânea, destaca: “Em uma semana de atividades, o Festival vai propor o olhar e o paladar dentro de uma visão expressiva e estética da culinária”.
A outra novidade dessa edição é a abertura de espaço para a literatura, com o Verão Poesia. O VAC 2010 foi aberto no dia 9 de janeiro com “Sonhos de uma noite de Verão”, no Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna. A apresentação, que reúne música, teatro, moda e artes visuais exemplifica bem o conceito primordial do VAC 2010: a diversidade de linguagens.
Preços diferenciados:
Mostras de filme e alguns espetáculos de teatro e dança R$12 (inteira) e R$ 6 (meia)De 9 de janeiro a 10 de fevereiro de 2010.
Informações:
http://www.veraoarte.com.br
A família de Marcos Martins (de camiseta preta, ao fundo) gasta por dia cerca de R$ 40 por pessoa, dinheiro a mais que o dono do restaurante , Vandir Esmaniotto, espera investir no estabelecimento em Guaratuba - foto:Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Pesquisa da Abrasel-PR no litoral do Paraná aponta que o veranista está gastando mais nas praias nessa temporada.
De acordo com 42,2% dos empresários ouvidos pela entidade, o poder aquisitivo do turista está maior em relação ao mesmo período do ano passado. O indicativo disso está no gasto médio dos turistas, que ficou acima de R$ 30,00 para 65,7% dos empresários.
O levantamento ouviu 64 empresários entre os dias 4 e 6 de janeiro nas localidades de Morretes, Antonina, Paranaguá, Ilha do Mel, Pontal do Paraná, Guaraqueçaba, Matinhos e Guaratuba. O objetivo foi avaliar o movimento no início da temporada, considerando Natal, Ano Novo e os primeiros dias de janeiro.
Para os empresários do litoral, o início da temporada foi apontado como muito melhor (superior a 10% no movimento) para 35,9% deles e melhor (aumento de até 10% no movimento) para 26,4%. “Isso representa que 62,3% dos empresários disseram que o movimento foi superior ao do ano passado”, relata o diretor executivo da Abrasel-PR, Luciano Bartolomeu.
Dos veranistas que escolheram o litoral do Paraná para as festas de fim de ano e férias, a maioria deles veio de São Paulo, seguido do próprio Paraná e Rio Grande do Sul. Além disso, as praias paranaenses também foram o destino escolhido por pessoas da Argentina, Uruguai e Paraguai.
A pesquisa também sondou a expectativa dos donos de restaurantes com relação ao fluxo de turistas até o final da temporada e para 46,7% deles o movimento na temporada deste ano será 10% maior do que em comparação com 2009. Outros 25% acreditam que o movimento vai ser 20%. “O otimismo é grande entre os donos de restaurantes, onde 71% apostam numa temporada com movimento de 10% a 20% maior do que em 2009”, analisa.
Interrogados sobre as principais dificuldades na temporada, os empresários enumeram os mesmos problemas enfrentados no ano passado. Trânsito e falta de estacionamento lideraram as queixas, seguida de infraestrutura precária (água, luz e esgoto). Entre as melhorias, foram apontadas a segurança e a mão-de-obra. “As praias do Paraná têm um potencial muito grande para atrair os veranistas, mas a pesquisa revelou que, mais uma vez, o poder público precisa investir em infraestrutura para que não voltem a ocorrer os mesmos problemas sai e entra temporada”, avalia o diretor executivo da Abrasel-PR.
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