21/1/2019 - Polícia arma “tocaia” e flagra chef de cozinha furtando peças de picanha em Bonito (MS)


O crime foi descoberto depois que o dono do lugar desconfiou a falta das peças desde o fim do ano passado

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O chef de cozinha – que não teve o nome revelado pela polícia - foi flagrado pela polícia com peças de picanha furtadas do próprio restaurante em que trabalhava em Bonito – a 257 quilômetros de Campo Grande. O crime foi descoberto depois que o dono do lugar desconfiou a falta das peças desde o fim do ano passado. A polícia estima que o prejuízo dado pelo cozinheiro seja de R$ 13,5 mil.

Segundo divulgado pela Polícia Civil, após a desconfiança, o proprietário instalou câmeras no interior do restaurante. Pelas imagens, a polícia conseguiu descobrir que o chef de cozinha tinha livre acesso à câmara fria do restaurante devido a sua posição de confiança. Após o expediente, o suspeito ia até a câmara fria e escondia as peças de carne em uma mochila, saindo discretamente sem ser notado.

O comerciante chamou a Polícia Civil e foi orientado a posicionar seu circuito de monitoramento para a entrada da câmera fria. Na noite da ultima quinta-feira (17), o funcionário bateu o ponto às 22h50 e foi em direção ao freezer com uma mochila nas costas aparentemente vazia, saindo do local minutos depois com a mochila cheia.

Flagrante

No último sábado (19), a Polícia Civil esperou o suspeito na saída do restaurante e o abordou. O chef de cozinha estava com sete peças de carne. Os furtos ocorridos apenas na noite de seu flagrante renderam ao restaurante um prejuízo avaliado em R$ 450.


Em seu interrogatório, o suspeito confessou ter furtado as carnes. Contou que trabalhava no estabelecimento há cerca de quatro anos, mas passou a realizar os furtos desde novembro de 2018. Afirmou ainda que chegou a comercializar as carnes, mas que na maioria das vezes realizava os furtos para consumo próprio.

Segundo o proprietário do estabelecimento comercial, o suspeito era um dos funcionários mais antigos da casa e tinha sua total confiança. “Ele fazia o controle de estoque de carne e pescados e nos informava o que precisaria comprar para a manutenção do estoque”, explicou. Além do profissionalismo, a vítima relatou que tinha um vínculo pessoal com o suspeito.

A polícia estima que o chefe de cozinha cometeu cerca de 30 furtos. No total, o prejuízo à vítima chega ao valor de R$13.500. Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Henriques Barros, o chefe de cozinha foi indiciado na noite de ontem pelo crime de furto qualificado pelo abuso de confiança e, caso seja condenado, pode pegar uma pena que varia de dois a oito anos de reclusão.

Verificação de referência

Para Alexandre Fredrich, presidente da regional da Abrasel na Serra da Bodoquena (MS), o episódio evidencia a dificuldade de se empreender no setor de alimentação fora do lar. "Já aconteceu casos semelhantes a este onde o funcionário conseguiu reverter a situação da Justiça do Trabalho e acabou ganhando uma indenização por danos morais", diz.

Em situações de atividades ilegais de funcionários, Fredrich diz que é comum os empresários optarem por demitir o profissional sem a condição da justa causa, "por medo da fragilidade da Justiça".

Por isso, o presidente da Abrasel na região mostra a importância de câmeras de vigilância estratégicamente colocadas, no intuito de ajudar em situações de flagrante. "Na hora da contratação do profissional, aconselhamos também a buscar referências de trabalhos anteriores, se possível em uma conversa pessoal com o antigo patrão", diz. A tática, segundo Fredrich, ajuda a saber sobre o histórico profissional do trabalhador de maneira mais clara. 


*Com informações do site Campo Grande News

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