9/10/2018 - Grande BH tem food halls com conforto, segurança e cardápios diversificados


Opções de mercados gastronômicos vão de restaurantes com chefs badalados a fast food

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Você gosta de parrila e sua companhia prefere frutos do mar? Um quer cerveja artesanal e o outro deseja um bom gim? As crianças vão direto no hambúrguer? Está tudo em casa, ou melhor, nos mercados food hall que não param de crescer e aparecer na Grande BH. O primeiro foi o Boca, inaugurado há seis meses, no Jardim Canadá, com a promessa de democratizar o acesso à gastronomia de qualidade, oferecendo consumo em cartão único e preços médios de R$ 15 a R$ 45. O pacote inclui restaurantes, chefs badalados como Ivo Faria, Flávio Trombino e Rodrigo Zarife e as marcas Rokkon, Roça Capital e Experiência Rullus, entre outras.Há um mês, o mesmo bairro de Nova Lima, apelidado de Bélgica mineira por concentrar fábricas e feiras de cerveja artesanal, ganhou um hub para chamar de seu, o Mercado Cervejeiro.O galpão de 1,5 mil metros quadrados concentra a operação de 10 fábricas da bebida e 11 espaços culinários. O cliente encontra de empanadas e pizzas a salumeria de origem, doces, feira de orgânicos e boutique de carnes.

No outro extremo da capital, o Distrito Heliópolis oferece diversidade de comida, bebida e diversão, novidade na Região Norte. Um dos pioneiros do ramo está na Região Oeste: o Calçadão Gutierrez, mix de serviços com almoço, delicatessen e diversão noturna.


Tendência mundial

“Depois de dois anos de idealização, o Mercado Cervejeiro chega para confirmar a tendência mundial: a aposta em um lugar confortável, seguro e aconchegante com serviços de entretenimento, gastronomia e cultura”, afirma Fernanda Massote. Ela e o sócio, Antônio Carlos da Cruz, calculam que o espaço atrai, em média, 3 mil pessoas por fim de semana.Com sistema de pagamento semelhante ao de tradicionais mercados europeus – consumo unificado no mesmo cartão –, o visitante fica à vontade para escolher entre várias opções de comidinhas. Pode optar pela porção miscela di sapori (misto de antepastos) da Casa Biondini (R$ 30); chorizo com molhos especiais da Carnes Crepaldi (R$ 152/kg); ou fígado com jiló da Trinca (R$ 27). Pode beber cerveja da Krug Bier, Capa Preta, Koala, Vinil, Falke, Küd, Albanos, Prussia Bier, Trinca ou da Casa O.L.E.C – a partir de R$ 8/copo médio.A programação inclui oficinas de artes, espetáculos infantis, workshops sobre produção de cerveja, exposições de artes e shows. “Nosso valor é a mineiridade.

Somos um povo ‘botequeiro’ por tradição, que gosta de aconchego, juntar mesa, tomar cerveja artesanal e comer fígado com jiló. Também oferecemos culinária vegana, vinho e drinques para consumir aqui ou levar pra casa. Dá pra você se divertir e fazer feira num lugar só”, convida Fernanda.

Experiência completa

Em seis meses de atividades, o Mercado da Boca tem recebido, em média, 9 mil pessoas de quinta-feira a domingo, revela Renato Guerra, um dos sócios do food hall inspirado nos mercados Ribeira (Lisboa) e San Miguel (Madri).O amplo espaço, com 4 mil metros quadrados, abriga 19 restaurantes, bares de gim, cervejas e drinques, além de adega de vinhos. Entre as opções gastronômicas, a aposta do BR 3 é o Saudades do cerrado, miolo de alcatra servido na brasa com acompanhamentos, picles de gerimum e maçã verde (R$ 52). O Zé Trindade oferece brasatto de copa lombo com riso nero (R$ 40). O Tapastapas!! prepara camarão ao creme de moranga (R$ 55). Sobremesa famosa é a Loucuras de chocolate, do Rullus (R$ 18).“Nossa ideia é oferecer uma experiência única e completa, além de garantir o conforto e a tranquilidade dos visitantes com serviços de estacionamento (400 vagas) e de transporte por van (R$ 20, ida e volta)”, afirma Renato.Aliás, “estar de altas” do volante é uma boa para conhecer produtos da Sangría Lolea, adega de Zaragoza (Espanha) especializada na bebida artesanal de ingredientes naturais, reconhecida pelo sabor e caráter refrescante.

Calçadão gastronômico

BH também aposta em modelos compactos de food hall. Um dos pioneiros é Pedro Martins, sócio e idealizador do Calçadão Gutierrez. Lá, o cliente também pode consumir em vários ambientes e anotar tudo na mesma comanda.O espaço nasceu a partir do Boi Birra e foi evoluindo com a desocupação dos imóveis vizinhos. “Percebemos a demanda por mais comodidade e a diversidade de produtos em apenas um lugar”, diz Martins. Hoje, são cinco operações, incluindo restaurante com self-service no almoço e cardápio de cortes na brasa, a partir das 15h; empório; casa de comida saudável (Dona Ledinha); e boutique de carnes.Entre as opções estão o Melhor torresminho de barriga do mundo (R$ 25,90) e o t-bone (R$14,90/100g). Na linha artesanal, há o hambúrguer do Bosco, pão de sal, carne angus, bacon e cebola caramelizada (R$ 34,90).

O cliente pode levar para casa o fagotinni de carne de sol e catupiri (R$ 44,90), além de petiscos, como o bolinho de arroz (R$ 44,90/kg). Também encontra biscoitos, molhos e azeites. A carta de bebidas lista chope artesanal (R$ 12,90) e Aperol (com laranja e espumante brut; R$ 21,90), além de vinhos e cervejas.Chamarisco extra são as promoções. Na terça para mulheres (TPM), há dose dupla de drinques. A terceira cerveja no balde é grátis. Para os pequenos, há espaço kids e oficinas lúdicas. “O Gutierrez é um bairro antigo, também com idosos e famílias. Nosso público é eclético”, conta Martins.NORTE Distrito Heliópolis traz conceito food hall no Vetor Norte (foto: Leticia Finamore/divulgação) Novidade na Região Norte, o Distrito Heliópolis foi inaugurado em julho pelo empresário Antônio Leite Bonfim Júnior. O galpão de 500 metros quadrados abriga espeteria, hamburgueria, petisqueria e pizzaria. Há também serviço de barbeiro, espaço de sinuca e playground com campinho de futebol, além de área para shows e confraternizações.“Recebemos 400 clientes, em média, aos sábados e domingos. Com a propaganda boca a boca, esperamos atrair o dobro”, diz a gerente comercial Gilsy Nascimento.

Fonte: UAI

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