14/07/2017 - Varejista deve contratar mais com criação de trabalho intermitente


Ricardo Nunes, presidente da Ricardo Eletro, fala sobre a Reforma Trabalhista

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Para o empresário Ricardo Nunes, presidente da Máquina de Vendas, terceira maior varejista de eletrodomésticos do país, o ponto mais importante da reforma trabalhista aprovada no Congresso é o trabalho intermitente –contratação para executar alguma atividade por um intervalo específico de tempo.

Mais conhecida pela marca Ricardo Eletro, a empresa tenta melhorar o perfil da dívida para se reerguer das dificuldades em que a recessão a colocou. Nunes estima que a reforma vá agilizar a retomada e proporcionar contratações para períodos específicos.

Folha - Qual é ponto mais importante da reforma?

Ricardo Nunes - O mais importante é criar um modelo de contratação adaptado à dinâmica do cotidiano empresarial e das pessoas também, como o trabalho intermitente.

Na sua empresa, a reforma vai gerar empregos?

Acreditamos que sim. Pensamos em áreas que poderiam ser mais incentivadas com trabalhadores contratados para um período específico, como vendedores aos finais de semana, equipe de logística para um determinado período etc.

Em outros países, o varejista pode contratar até mesmo por um número X de horas. Acredito que a reforma vá agilizar a retomada. Projetos de contratação como esses exemplos que citei serão acelerados, certamente, porque o empresário não vai mais precisar esperar completamente a retomada para reforçar o time. Será reforçado dentro da necessidade.

Em que prazo?

É difícil prever prazos. Mas, analisando somente esse impacto, poderíamos ter uma melhora dentro de 120 a 180 dias.

A reforma trabalhista libera o negociado sobre o legislado. Para o varejo, quais são os principais pontos a serem negociados?

Devemos ter adaptações e dinamismo com a força de venda, a equipe de desenvolvimento (TI) e logística, em que a adaptação da demanda versus a disponibilidade é importantíssima.

Essa reforma é suficiente?

Certamente não. Temos ainda a reforma da Previdência, a tributária e questões políticas que precisam ser definidas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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