07/02/2018 - Relatório do Sebrae mostra que restaurantes já investem em experiência além do cardápio


Além da comida, a ambientação, atendimento, decoração e novas sensações também são levados em consideração

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A alimentação é uma necessidade básica do ser humano, mas, com o aumento da oferta e das possibilidades de lazer e gastronomia, os estabelecimentos comerciais já precisam de mais que bom sabor como diferencial para conquistar a fidelidade do público. Investir para proporcionar ao cliente uma experiência ampla e prazerosa com componentes que vão além das opções do cardápio é o que tem dado destaque a muitos negócios no Brasil e no mundo.

O conceito de food experience nasce dessa necessidade e abrange muito mais do que o prato servido, pois engloba inúmeros outros aspectos, como o ambiente, o clima e as diversas sensações provocadas no consumidor. Nesse processo, muitos negócios do ramo de alimentação fora do lar passaram a entender que novos elementos e estratégias devem ser adotados para promover a melhor experiência ao cliente.

Para orientar empresários à frente de pequenos negócios a desenvolverem essas características sensoriais que cativam junto da boa comida, o Sebrae desenvolveu um Relatório de Inteligência que aplica o conceito de food experience com dicas de como implementá-lo nos estabelecimentos. O superintendente do Sebrae ES, José Eugênio Vieira, comenta que, em um mercado cada vez mais competitivo, oferecer diferenciais é imprescindível.

Mas ele ressalta que, para isso, é preciso estar sempre atualizado, já que o comportamento do consumidor está em constante mudança. “O conceito de food experience abrange muito mais que o prato servido, pois engloba inúmeros outros aspectos, como o ambiente, a música, o clima e as diversas sensações provocadas no cliente.

A comida é importante, mas divide o destaque com outros elementos que contribuem para a satisfação de quem visita o local. E para se manter conectado a essa necessidade subjetiva do cliente, o empreendedor precisa estar atento às tendências e mudanças do mercado”, explicou. Um exemplo de investimento multissensorial de estabelecimento gastronômico no Espírito Santo é o restaurante Demattê, em Jacaraípe.

Com 40 anos de atuação no mercado capixaba, o restaurante passou de pai para filho, possibilitando a modernização e constante atualização do negócio da família. Quando assumiu a cozinha, o chef e empreendedor Odirlei Demattê trouxe para o restaurante dois ambientes que oferecem uma experiência única.

Além disso, a preocupação em se manter no mercado é solucionada por meio de cursos e de acompanhamento do programa Agentes Locais de Inovação (ALI) do Sebrae e do projeto de gastronomia da instituição.“Por aqui, produzimos tudo artesanalmente e valorizamos o pequeno agricultor. Temos a cozinha aberta e um maquinário moderno que nos permite criar sabores e odores únicos e exclusivos.

Além disso, faço muitos cursos e consultorias do Sebrae e planejo todo o trabalho de gestão e estratégia para mantermos a filosofia da nossa alta gastronomia artesanal”, ressaltou ele. Já em Vitória, na Praia do Canto, o restaurante Soeta é conhecido por oferecer diversos menus influenciados pela culinária de diferentes países, sempre com um toque especial e inesperado que valoriza a apresentação dos pratos.

Inaugurado em fevereiro de 2010, o restaurante é resultado da união dos chefs Bárbara Verzola, Pablo Pavón e da empresária Marly Farah. Enquanto Bárbara e Pablo se preocupam com as receitas inéditas, Marly planeja ações e faz a gestão do negócio e dos funcionários. “O nosso restaurante foi todo planejado para receber bem. Somos feitos de detalhes e nos esforçamos para que, desde o primeiro contato, o cliente se sinta extremamente acolhido. O mais importante é a comida fazer sentido para o cliente: ele prova, sorri e cria uma memória daquele momento”, conta Marly, que já participou de diversos cursos da área de gestão, do Sebrae.

Fonte: Pequenas Empresas, Grandes Negócios

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