A arte de fazer o bem

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* Por Paulo Solmucci Júnior


“Todo homem tem de decidir se caminhará à luz do altruísmo criativo ou na escuridão do egoísmo destrutivo. Este é o julgamento a fazer. A questão mais persistente e urgente da vida é: o que você está fazendo pelos outros?”.

Esta reflexão nos foi deixada pelo pastor americano Martin Luther King (1919/1968). A sua voz não cessa de ecoar no mundo inteiro. Nos últimos anos, mais e mais personalidades globais têm aderido a campanhas pela solidariedade humana, mantendo aceso o chamamento de Luther King.

Lembremos que, em abril do ano passado, a atriz Angelina Jolie fez um discurso na ONU, que despertou as mentes e os corações de vários milhões de seus fãs para o drama dos refugiados sírios, que atravessam o Mediterrâneo, levando consigo filhos ainda no colo, em busca de alguma paz e segurança nas terras da Europa.

Há centenas de grandes nomes das telas, das passarelas e dos palcos que se dedicam às causas do bem, a exemplo de Leonardo Di Caprio, Gisele Bündchen, Paul McCartney ou George Clooney. Entre nós, presenciamos um crescente número de magníficos astros da música, dos esportes, do cinema ou das novelas abraçando o altruísmo criativo, a que Luther King fez menção. A palavra altruísmo significa, simplesmente, amor ao próximo.

Nas duas edições anteriores desta revista, dedicamos a reportagem de capa ao ator Marcos Palmeira e ao treinador Tite, ambos emissários do altruísmo. Entendemos que este é o nosso dever e a nossa salvação. É uma forma de rendermos homenagens aos ídolos que nos ajudam na obra de humanização do humano.

Outro mundo é possível. Mas, há muito por fazer. E faremos. Dizia Luther King: “Ainda é uma das tragédias da história humana que os ‘filhos das trevas’ sejam mais determinados e zelosos que os ‘filhos da luz’”.

Aqui e agora, registramos a nossa gratidão aos artistas que ajudam a manter o Hospital de Câncer de Barretos, que, com a ajuda deles, se tornou uma referência internacional na assistência às populações de todos níveis de renda, mas, sobretudo, as mais pobres.

De pé, os aplaudimos: Chitãozinho & Xororó, Fernando & Sorocaba, Victor e Leo, Ivete Sangalo, Xuxa. Também fica o registro da gratidão do povo brasileiro ao cantor e compositor americano Garth Brooks, que, no ano passado, dedicou a sua arte e o seu talento para um show em benefício do Hospital de Câncer, durante a 60ª Festa do Peão de Barretos.

Eles irradiam a luz de Luther King.